Sabemos que o Diabo já está julgado (Jo 16.8-11), e a sua carreira,
em descensão (Ez 28.11-19). Quando quis se igualar a Deus,
foi precipitado das alturas (Is 14.12-15) e se tornou o “príncipe
das potestades do ar” (Ef 2.2). Na Grande Tribulação, ele será
lançado na Terra (Ap 12.7-9). No Milénio, ficará aprisionado num
abismo (20.1-7). E, por fim, será condenado, em última instância,
ao Lago de Fogo (v. 10; Rm 16.20).
Depois do Arrebatamento da Igreja, haverá uma batalha nas regiões
celestiais. Sob a liderança do arcanjo Miguel — encarregado
de proteger o povo de Israel (Jd v. 9; Dn 12.1)— , os anjos de Cristo
prevalecerão contra os do Diabo: “E houve batalha no céu: Miguel
e seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão
e os seus anjos, mas não prevaleceram; nem mais o seu lugar se
achou nos céus” (Ap 12.7,8). Nesse tempo, o Dragão será expulso
das regiões celestiais: “foi precipitado o grande dragão” (v. 9).
A precipitação do Inimigo à Terra trará grande prejuízo à humanidade,
principalmente a Israel. A tríade satânica, a falsa trindade
(Ap 13), se estabelecerá com muita força: “Ai dos que habitam
na terra e no mar! Porque o diabo desceu a vós e tem grande ira,
sabendo que já tem pouco tempo” (12.12b). Hoje, o Diabo e os anjos
que se rebelaram contra Deus, no princípio (v. 4), não têm plena
liberdade de ação. Eles habitam as regiões celestiais (Ef 6.12; Gl
1.8), onde está o trono do “príncipe das potestades do ar” (Ef 2.2).
Após o Arrebatamento, agirão direta e irrestritamente na Terra.
De acordo com Apocalipse 16.13, as duas Bestas — uma que
sobe do mar (13.1-10) e outra que emerge da terra (vv. 11-18) —
entrarão em ação no período tribulacional: “E da boca do dragão,
e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espí­
ritos imundos, semelhantes a rãs”. Deus também revelou ao apóstolo
Paulo, em 2 Tessalonicenses 2, essas duas Bestas: os versículos
3 a 6 se referem à primeira (o Anticristo); e os 7 a 12, à segunda
(o Falso Profeta).
Satanás jamais conseguirá ser igual a Deus (Is 14.12-14). E essa
frustração faz dele um imitador das obras divinas, porém com intentos
maus. Ele formará a sua falsa trindade — na verdade, uma
tríade, haja vista não ser ela uma união de três pessoas que formam
um único deus, e sim três pessoas distintas agindo separadamente,
tendo como líder o Dragão. Este, o Anticristo e o Falso Profeta tomarão
posse, temporariamente, da Terra. Se a Santíssima Trindade
é composta de Deus-Pai, Cristo e Espírito (Mt 28.19; 2 Co 13.13),
a falsa trindade satânica terá como protagonistas o Antideus, o
Anticristo e o Antiespírito.
As diferenças entre Cristo (o Cordeiro de Deus) e o Anticristo
(a Besta do Diabo) são muitas. Cristo é a imagem de Deus (Cl
1.15); o Anticristo, a de Satanás. Cristo é a segunda Pessoa da
Trindade; o outro também será a segunda pessoa, mas da falsa
trindade satânica. Cristo desceu do céu (Jo 6.51); o outro subirá
do abismo (Ap 11.7). Cristo é o Cordeiro (Jo 1.29); o outro, a
Besta. Cristo é o Santo; o outro, amante da iniquidade, terá um
aliado chamado de Iníquo (2 Ts 2.8).
Cristo veio em nome do Pai; o Anticristo virá em seu próprio
nome. Cristo subiu ao cdéu (At 1.9-11); o outro descerá para o
Inferno. Cristo é o Filho de Deus (Jo 3.16); o outro, o filho da perdição.
Cristo é o mistério de Deus; o outro, o da iniquidade. Cristo
recebe o louvor dos santos; o outro será adorado pelos ímpios. A
noiva de Cristo é a Igreja; a do outro será “uma prostituta” (Ap
17.16,17). Cristo é a verdade (Jo 14.6); o outro, a mentira. Cristo é
a luz (8.12); o outro, trevas. Os seguidores de Cristo andam na luz
(1 Jo 1.7); os do outro andarão em trevas (Ap 16.10). O Reino de
Cristo é eterno; o império do Anticristo durará apenas sete anos.
Assim como Cristo veio ao mundo para revelar a glória do Pai
(Jo 1.14), a Besta revelará a natureza funesta do Diabo, agindo
segundo o seu poder (Ap 13.1,2). A palavra “anticristo” pode significar
“contra Cristo” ou “no lugar de Cristo” — ou uma combinação
das duas definições. Como os fariseus do passado, o Anticristo
será inimigo figadal de Cristo e seus seguidores (Mt 12.14;
Lc 15.2). E, da mesma forma que o Espírito convence os pecadores
e glorifica a Jesus (Jo 16.8-14), o Falso Profeta induzirá todos a
adorarem o Anticristo (Ap 13.11-15).

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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