“ E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno
nem no sábado” (Mt 24.20).
O doutor Graham Scroggie diz que “ dois julgamentos”
são referidos por Cristo aqui, um mais próximo e outro
remoto. Um (0 primeiro) refere-se à destruição de Jerusalém
uns quarenta anos mais tarde, em 70 d.C. e o outro durante
a parte final do sombrio tempo da Grande Tribulação
(cf. Ec 3.15).
Estes dois julgamentos são claramente distintos e depois
cada um se combina entre si em cada detalhe.
Em Lucas 2.12-24, observamos as palavras “ …antes
de todas estas coisas” (v 12) e “ …até” (v 24). A distinção
entre estes julgamentos é muito importante para o estudante
da Bíblia: o primeiro refere-se ao cerco de Jerusalém
(a profecia teve seu primeiro estádio); o segundo, ao período
sombrio da Grande Tribulação – especialmente seguido
pelo Armagedom (a profecia, então, terá sua consolidaÇão).
a. O significado do pensamento aqui, segue mais ou
menos assim:
O Senhor Jesus primeiro lança um longo olhar até o
fim da presente era (Mt 24.6-14). Isto se dará, segundo se
diz, devido à sua natureza de não só ser “ …Deus de perto,
diz o Senhor, e sim também Deus de longe?” (Jr 23.23b).
Então começa outra vez com mais particularidade (w
15.28) e prediz 0 destino da nação. As guerras e distúrbios
que haviam de seguir imediatamente não era o fim. As palavras
de Mateus 24.1,2 foram literalmente cumpridas,
pois o general Tito Flávio Vespasiano mandou seus homens
escavar alicerces da cidade toda, como também do
Templo, e mais tarde Terência Rufo lavrou o lugar. Assim
cumpriu-se literalmente Miquéias 3.12: “ Portanto, por
causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém
se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa
(o Templo) em lugares altos dum bosque” . Cumpriu-se à
risca!
b. “ Quando pois virdes que a abominação da desolação,
de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo;
quem lê, atenda” (Mt 24.15). No contexto de Marcos:
“ …quem lê, entenda” .
No grego hodierno (“ to bodelygma tês arêmõse’õs” ) –
expressão derivada do livro do profeta Daniel (9.27; 11.31;
12.11), que significa “ A abominação de Assolamento” .(101)
Estas palavras no que diz respeito à sua fase passada
foram aplicadas a Antíoco Epifânio, monarca selêucida,
que erigiu um altar a Zeus, no altar do Santuário do Senhor.
Essa história encontra-se registrada em 1 Macabeus
1.54-64 e também no livro de F. Josefo, Antiguidades Judaicas,
XII. 5.4. Mas no que diz respeito ao seu sentido escatológico,
refere-se à profanação praticada pelo Anticristo
durante a Grande Tribulação, como é declarado em 2 Tessalonicenses
2.4: “ …de sorte que se assentará, como Deus,
no templo de Deus, querendo parecer Deus” .
Porém, é evidente que, alguns acreditam que houve
uma participação intermediária por personagens de menor
envergadura, e que serviram de material para esta seção,
tais como Caligula (e outros menos importantes) que pia106
nejou a destruição do templo de Jerusalém. Isso podia tornar-se
figura daquilo que jaz ainda no futuro (Ec 3.15).
c. “ Então, os que estiverem na Judéia fujam para os
m ontes” (Mt 24.16).
Se os apóstolos, por falta de fé, tivessem perguntado
ao Senhor: “ Como poderemos fugir de um a cidade cercada.
assim, de exércitos?” então certam ente o Senhor lhes
teria respondido “ Aos homens é isso impossível, m as a
Deus tudo é possível” . Deixem 0 problema para Deus resolver.
E isso Ele fez! Josefo nos informa que Céstio Galo
avançou com seu exército contra Jerusalém, com grande
ira. e. sem qualquer razão aparente, retirou este exército.
Os cristãos fiéis em Jerusalém , reconhecendo nisso o
sinal mencionado por Jesus, em resposta às suas orações
(Mt 24.20). fugiram escapando para as montanhas de Pela.
na Peréia.
Então os exércitos romanos renovaram seu cordão em
redor da cidade sentenciada e começou a grande vingança.
Eusébio revela-nos que os cristãos, lembrando-se das
advertências do Mestre, ante a aproximação das tropas romanas,
fugiram para a região já mencionada (Pela), entre
as montanhas, cerca de 27 quilômetros ao sul da Galiléia,
mas essa profecia do Senhor aguarda um cumprimento
ainda maior, no futuro (cf. Eusébio, Hist. Ecles. III, 5; Ap
12.6.14. etc).

 

fonte: Ecatologia Severino Pedro da Silva

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