“ Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual
nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou,
até agora, nem jamais haverá” (Mc 13.19).
Logo após o arrebatamento da Igreja se desencadeará
um período sombrio de sofrimento sobre a humanidade
que os escritores tanto do Antigo Testamento como do
Novo Testamento, denominam de “ Grande Tribulação” .
O vocábulo “ tribulação” ocorre por dezenas de vezes, em
ambos os Testamentos. Mas é no Novo Testamento que
encontramos maior luz projetada sobre o problema do sofrimento
e da tristeza do homem. O termo grego, que traz
em si a idéia de pressão, como se houvesse uma grande carga
posta sobre o espírito, é “ thilipsis” , que noutras passagens
do Novo Testamento, também é traduzida como Aflição,
Angústia, etc. O termo português se deriva do latim
“ tribulum” , ou instrumento de destorroar o restolho, mediante
o qual o lavrador separava o “ trigo de sua palha”
a. A “ Angústia de Jacó” . Este sombrio tempo de angústia
é ocasionado concomitantemente com referências
escatológicas, como são vistas em Isaías 16.5; 26.20; Jeremias
30.7; Daniel 12.1; Mateus 24.21 e ss; Marcos 13.19; 2
Tessalonicenses 2.6 e ss; Apocalipse 3.10; 7.14, etc. Os
acontecimentos que se relacionarão durante esta angústia
sem precedentes na história humana, estão narrados nos
capítulos 6 a 19 do livro do Apocalipse.
Sua duração de “ sete anos” é calculada pelo estudo da
passagem de Daniel 9.24-27 e de outras passagens similares.
Todos esses acontecimentos (que agora estão ocultos e
ali revelados), terão lugar, logo “ após” o arrebatamento da
Igreja por nosso Senhor Jesus Cristo (1 Co 15.51,52; 1 Ts
4.14-17).
b. As condições da Grande Tribulação são:
Primeiro: O reinado cruel da Besta que “ subiu do
mar” (Ap 13.1 e ss).
Segundo: A atividade de Satanás, tendo grande ira, e
agindo numa escala suprema de destruição (Ap 12.12 e ss).
Terceiro: A grande atividade de demônios emergidos
do “ poço do abismo” (Ap 9.1 e ss). A introdução desta angústia
sobre a terra será de repente, inesperada, sobre todos
os moradores da terra, numa ocasião quando disserem
“ Há paz e segurança; então lhes sobrevirá repentina destruição,
como as dores de parto àquela que está grávida; e
de modo nenhum escaparão” (1 Ts 5.3b). Aquele dia virá
como uma destruição do Senhor. Isso está predito em toda
a extensão da Bíblia, tanto nos ensinos dos profetas, como
nos ensinos dos apóstolos. E, de um modo particular, nos
ensinos de Jesus. Ela virá como um fogo abrasador. Será
um dia de angústia e de aflição sem igual: será o dia (por
extensão) da “ …vingança do nosso Deus” , conforme está
escrito!
c. Este tempo começará sobre a terra com o rompimento
dos selos. Eles serão a introdução dos grandes acontecimentos
que terão lugar durante os sete anos de tribulação.
Porém a Noiva do Cordeiro não passará por tais acontecimentos
(Ap 3.10); ela subirá ao Céu, antes que as
“ sombras caiam” (Ct 2.17).
A Igreja desaparecerá da terra 3 capítulos antes da
Grande Tribulação e, só reaparecerá 3 capítulos depois (cf.
Ap 3.22 e 22.16). Portanto, fica evidenciado que ela não
passará pela Grande Tribulação.(49)

 

fonte: Ecatologia Severino Pedro da Silva

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