Sabe qual é a primeira característica de Estêvão mencionada em Atos?
Alguém poderá responder: “Ele era cheio do Espírito Santo”. Sim, sem
dúvidas essa era uma de suas principais qualidades. Contudo, sua primeira
virtude, que muitos hoje consideram secundária e até descartável, era ter boa
reputação (At 6.3).
Para que serve o bom testemunho, em nossos dias? Jesus disse que
devemos ser a luz do mundo (Mt 5.14-16). A Palavra de Deus enfatiza que o
bom testemunho que interessa é o que vem de fora (1 Tm 3.7). Mas,
sinceramente, que importância tem isso, numa época em que o carisma é
mais valorizado do que o caráter?
Em Provérbios 22.1, está escrito: “Mais digno de ser escolhido é o
bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o
ouro”. E em Romanos 2.21,22, lemos: “tu, pois, que ensinas a outro, não te
ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que
dizes que não se deve adulterar, adúlteras? Tu, que abominas os ídolos,
cometes sacrilégio? Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela
transgressão da lei? Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado
entre os gentios por causa de vós”.
Muitos pensam mesmo que os dons e chamada de alguém encobrem
os seus erros. Isso seria verdade se Deus não existisse e sua Palavra não
fosse verdadeira. Contudo, o Senhor existe, e é Ele quem avalia as nossas
vidas e obras. Como está a nossa biografia? Embora todos erremos de
alguma forma, permanecer errado, conscientemente, é iniqüidade. E são os
pregadores iníquos que ouvirão do Justo Juiz estas duras palavras: “…
apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mt 7.23).
Somos vasos nas mãos do Oleiro e devemos estar purificados (2 Tm
2.20,21). Nenhum de nós, em sã consciência, beberia água em um copo sujo.
Nós temos a água purificadora do evangelho, mas a nossa vida interfere no
resultado (Rm 2.21,22).
Lutemos, pois, por uma boa reputação, ainda que, no momento, ela
esteja distante. O passado não volta mais. Você ainda pode mudar a sua
biografia, se atentar com mais diligência para o que tem recebido do Senhor
(Hb 2.1).

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *