Outras características marcantes de Estêvão foram a sua autoridade, a
sua certeza e o seu espírito perdoador. Sim, ele tinha autoridade. Caso
contrário, teria sido uma falta de bom senso e até um ato de loucura de sua
parte ter-se dirigido às autoridades religiosas da época desta forma: “Homens
de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvido…” (At 7.51). Mas não
confunda essa capacitação divina com autoritarismo, que engloba gritos,
violência, dedos em riste, etc.
O que é autoridade? Em que ela consiste? Trata-se de uma capacitação
divina (Lc 10.19, ARA), relacionada com: integridade moral (1 Tm 3.5-7);
postura adequada (1 Tm 4.12); idoneidade para ensinar (Tt 2.15); capacidade
para dirigir (Sl 78.72); e ousadia no falar, segundo orientação do Espírito
Santo (At 4.31; 1 Rs 17.1; 2 Rs 2.10; Nm 16.6-11,24-35; At 13.6-11; 8.19-
24; 1 Sm 3.19; 9.6).
Estêvão não pronunciou palavras enérgicas e contundentes porque era
“durão”. A maneira como ele iniciou a pregação e a sua oração final ante o
seu apedrejamento evidenciam que se tratava de um homem manso. Mas era
grande a sua convicção de que estava agradando a Deus. Por isso, sabendo
que morreria, fez uma oração que somente um crente inteiramente certo de
sua salvação pode fazer: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7.59).
Aliás, orou como Jesus, na cruz, ao dar o último suspiro (Lc 23.46).
Houve tempo, ainda, para Estêvão, mais uma vez à semelhança do
Senhor Jesus, perdoar os seus inimigos: “E, pondo-se de joelhos, clamou
com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto,
adormeceu” (At 7.60). “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos”
(Sl 116.15).
Aleluia!

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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