É a crença antiqüíssima, entre alguns povos primitivos, de que há uma “alma” individual
em todas as coisas existentes. Por tratar-se de uma convicção popular, não possui livros sagrados,
dogmas ou quaisquer outras linhas demarcatórias. Pode apresentar-se de forma infinitamente
variável, o que torna impossível fornecer uma definição totalmente satisfatória, por estar baseada
nas tradições de certos grupos. Podemos falar apenas em termos gerais. Ou seja, não é possível
projetar um histórico do animismo, visto estar ligado às sociedades primitivas e pode ser encontrado
em todos os cantos da terra.
Suas práticas estão ligadas a um forte ritualismo, ao uso fetichista de palavras e objetos má­
gicos, a certos tipos de cerimônias e ao medo de todas as coisas. E foi a partir disso tudo que se desenvolveu
um sacerdócio fixo, que atribuía a si próprio poderes especiais para contactar os espíritos
(xamãs, pajés, etc.). Toda a vida da comunidade era organizada em torno desses elementos.
Alguns acreditavam em uma possível reencarnação; outros em um vaguear dos espíritos; e
outros ainda que os espíritos dos mortos permanecem algum tempo e, depois, desaparecem.
A crença primitiva dos anglo-saxônicos em fadas, elfos, duendes, gnomos, etc, é uma espé­
cie de animismo, pois os denominavam elementais, como sendo espíritos existentes nas coisas da
natureza. As crenças da África não-muçulmana estão ligadas, em sua maioria, a este estágio animista,
e também os nativos da América, incluindo os esquimós.

 

FONTE: APOLOGETICA ICP

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *