Como foi a pregação de Estêvão? Primeiro analisemos as
circunstâncias em que ele pregou. Em Atos 6, vemos que, após ter sido eleito
um dos “sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de
sabedoria” (v.3), ele começou a anunciar o evangelho cheio de fé e de poder
(v.8). Isso despertou a ira de uma sinagoga chamada dos Libertos, dos
cirineus, dos alexandrinos, bem como dos que eram da Cilícia e da Ásia.
Todos esses debatiam com ele sem sucesso, haja vista a graça divina
sobre sua vida (vv.9,10).
Pesou então uma acusação contra Estêvão. Certamente movidos por
inveja, os mencionados inimigos subornaram homens para que propagassem
a calúnia de que o diácono-pregador proferira palavras blasfemas contra
Moisés e contra Deus (v.11). E isso incitou o povo em geral, os anciãos e os
escribas, que o prenderam, levando-o ao conselho (v.12). Valendo-se de
falsas testemunhas, o acusaram de blasfemar contra o Templo e a Lei (v.13).
É curiosa a similaridade entre a vida de Jesus e a de Estêvão. Este, à
semelhança daquEle, foi acusado injusta e falsamente de dizer que destruiria
o templo (Mc 14.55-58). E ele então foi colocado diante das autoridades
religiosas, a fim de fazer um pronunciamento em sua defesa: “… todos os que
estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto
como o rosto de um anjo” (At 6.15).

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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