Quando pensamos em uma pregação, algumas coisas vêm à nossa
mente: preparação específica, esboço, público receptivo… Bem, nenhum
desses elementos faz parte da prédica de Estêvão. Ele, de fato, mantinha-se
preparado para qualquer situação, mas não tinha um esboço, e a platéia não
estava nem um pouco entusiasmada com o preletor… É impressionante como
a pregação desse homem de Deus vai de encontro — e não ao encontro —
dos conceitos que prevalecem hoje.
Ele sequer teve tempo de preparar um arcabouço. Foi pego “no laço”.
E isso pode acontecer com qualquer um de nós, não é mesmo? Não digo nas
mesmas circunstâncias, mas podemos estar em um culto, e o preletor
convidado faltar, ter um mal súbito, etc. Comigo isso já aconteceu diversas
vezes. E a impressão que tive é de que, nessas circunstâncias, Deus nos
envolve com a sua graça especial, desde que estejamos preparados, em
comunhão com Ele, é claro.
Muito da minha formação como obreiro se deve ao exemplo do
saudoso pastor Valdir Nunes Bícego, que foi “arrebatado” deste mundo no
auge de sua carreira ministerial, à semelhança de Estêvão. E uma das coisas
que ele sempre dizia ficou gravada em meu coração: “No dia em que eu não
tiver uma mensagem de Deus para pregar, não subo neste púlpito”. Daí eu ter
o hábito de estar sempre preparado, em um culto. Oro a Deus, antes, busco
uma mensagem da parte dEle, mesmo que eu não esteja escalado para falar.
Mas é claro que há dois lados nessa questão. Primeiro, é ponto
pacífico o fato de que o pregador deve mesmo estar sempre preparado (2 Tm
2.15; 1 Pe 3.15). Por outro lado, isso só é válido em casos emergenciais,
como foi o de Estêvão. Em circunstâncias normais, o pregador deve ser
avisado, a fim de que se prepare de maneira específica.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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