Portai-vos de modo que não deis escândalo… portai-vos
varonilmente… Somente deveis portar-vos dignamente
conforme o evangelho de Cristo… 1 Coríntios 10.32; 16.13 e
Filipenses 1.27
Apesar de meu pai ser alfaiate e minha mãe gostar de costurar, nunca
me animei com corte e costura. Confesso que eu tinha tudo para aprender
esse ofício. Mas Deus, que me chamou ao santo ministério, fez com que —
substituindo a letra “c” por “p” — me preocupasse com o porte e a postura.
Ao longo desta obra, tenho enfatizado a necessidade de o expoente da
Palavra de Deus ter compromisso com o Deus da Palavra, a fim de pregar
com fervor e sentimento uma mensagem bíblico-cristocêntrica. Outra tônica
tem sido a necessidade de o pregador valorizar a Hermenêutica e interpretar
os textos sagrados corretamente, não sendo como um papagaio, que apenas
repete o que ouve.
Entretanto, de acordo com a retórica clássica, a pregação eficaz e
persuasiva deve possuir três elementos, representados por três palavras
gregas — logos: o conteúdo verbal da mensagem, incluindo-se arte e lógica
na sua exposição; pathos: o fervor, a paixão, o sentimento e a eloqüência do
pregador; e ethos: o caráter percebido do orador.
Vemos esses três elementos em 1 Tessalonicenses 1.5: “porque o
nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra [logos], mas,
sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção [pathos], assim
como sabeis ter sido o nosso procedimento [ethos] entre vós e por amor de
vós” (1 Ts 1.5, ARA). Este último será a ênfase deste capítulo. Além disso,
discorrerei sobre a necessidade de os pregadores de hoje não se esquecerem
da simplicidade e acerca das práticas que devem ser evitadas no púlpito,
antes, durante e depois da pregação.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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