Admirei-me do fato de o tal pregador considerar exagerada a atitude
de um pastor de certa cidade, o qual pediu-lhe para não pregar de calça
jeans. Ele considerou tal procedimento antagônico em relação ao de outro
pastor, que o chamou para tomar um banho de mar usando um short.
É óbvio que a Assembléia de Deus, como todas as denominações
históricas, possui as suas tradições ou usos e costumes. E a etiqueta, nesse
caso, pede que um pregador convidado se apresente de terno e gravata. Isso
não é um mal dessa denominação. Afinal, como nos apresentamos perante
um juiz? E numa audiência com o Presidente da República? Como se vê,
incoerente seria dar um mergulho de terno e pregar de short dentro de um
templo, não é mesmo?
Incomodei-me com o fato de o tal pregador criticar os costumes de sua
denominação, assumindo, ao mesmo tempo, os costumes que prevalecem no
mundo! Afinal, se é costumeiro na Assembléia de Deus os obreiros vestirem
terno e gravata, o que dizer de caprichos como passar gel nos longos cabelos,
usar cavanhaque e vestir calça jeans surrada e camiseta de grife, além de
usar lente de contato que muda a cor dos olhos? Ora, isso é um tipo de
“visual” costumeiramente adotado por cantores e atores do mundo!
De acordo com a Palavra de Deus, ainda que a aparência não seja mais
importante do que o nosso “homem interior” (1 Sm 16.7; Mt 23.25-28; 2 Co
4.16), o Senhor se preocupa, sim, com ela (1 Tm 2.9; Sl 103.1,2; 1 Ts 5.23).
Daí o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, ter afirmado que os
servos devem se sujeitar aos seus senhores, “não defraudando; antes,
mostrando toda a boa lealdade, para que, em tudo, sejam ornamento da
doutrina de Deus, nosso Senhor” (Tt 2.10). Eis a razão de nos preocuparmos
com porte e postura: somos “ornamento da doutrina de Deus”.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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