Alguns teólogos liberais, como o alemão Jiingen Moltmann (já
citado no capítulo 4), consideram o fato de Cristo reinar na Terra
durante mil anos uma utopia. Dizem que Deus jamais desceria de
sua alta posição para reinar no mundo. Tais teólogos, cuja fonte
de autoridade é o próprio raciocínio, se esquecem de que o Senhor
Jesus já fez algo muito mais inconcebível! Sendo em forma
de Deus, humanizou-se, aniquilando-se a si mesmo e vivendo entre
os homens como Servo! E mais: morreu pelos nossos pecados (Fp
2.6-8)! Por que não viria ao mundo para reinar?
Em 1 Coríntios 6.2 está escrito: “Não sabeis vós que os santos
hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós,
sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas?” Onde e
quando será isso? No Juízo Final? Não! Esse julgamento será durante
o reinado de Cristo (Ap 11.15; 2.26,27).
As profecias são claras quanto ao fato de que a capital do Reino
Milenar será Jerusalém (Is 2; 60; 62; 66; Mq 4.8-13). Mas não
devemos fazer confusão entre a Jerusalém terrestre e a celestial. A
sede do governo de Cristo estará num lugar onde existe mar (Ez
47.15). E, acerca da Nova Jerusalém, está escrito: “E vi um novo
céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra
passaram, e o mar já não existe” (Ap 21.1).
Cristo reinará, então, no planeta Terra, na Jerusalém terrena,
pois em Apocalipse 21.2 está escrito: “E eu, João, vi a Santa Cidade,
a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como
uma esposa ataviada para o seu marido”. Não há dúvida de que o
“marido”, nessa passagem, é o Senhor Jesus. E a Nova Jerusalém
descerá para Ele.
Os salvos transformados não estarão restritos à Jerusalém terrestre,
em razão de já estarem em corpos glorificados (Rm 8.17,18,30;
Cl 3.4; 1 Pe 5.1). Eles terão livre acesso à Terra. Como isso será
possível? Lembremo-nos de que os salvos terão um corpo semelhante
ao do Cristo ressurreto (Fp 3.21). E o Senhor, após a sua
ressurreição, mesmo não estando sujeito às leis da natureza, podia
interagir com os seus discípulos (Lc 24.15,31; Jo 20.19,26).

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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