Há muitos ensinamentos que ultrapassam o que está escrito, gerando
excessos e exageros. Por exemplo, o jejum é bíblico (Mt 17.21; At 14.23),
mas tem sido mal compreendido, em nossos dias. Já ouvi falar de pastores
que estimulam os crentes a fazerem jejum de certo refrigerante, chocolate,
etc, com o objetivo de receberem bênçãos. Tomam como base o exemplo de
Daniel (10.3), não observando que o profeta teve uma atitude de renúncia à
contaminação idolátrica da Babilônia (Dn 1.8).
Outros dizem que a participação da Ceia do Senhor não quebra um
jejum, chamando o pão e o vinho de alimentação espiritual. Isso é um
exagero, uma espiritualização que não leva a nada. No momento em que
ingerimos o pedaço de pão — que, embora símbolo do corpo de Jesus, é
alimento —, quebramos sim o jejum. O que podemos manter, nesse caso, é a
consagração a Deus.
Falando de consagração e jejum, há um livro em que certo autor relata
os seus quarenta dias de jejum! Ele apresenta fotos de cada dia, para provar o
quanto sofreu — quase morreu! — para realizar tal proeza. Mas, qual é o
propósito disso? Jesus jejuou quarenta dias e não disse nada a ninguém. Por
quê? Porque a nossa consagração pessoal a Deus deve ser realizada em
segredo, e não para receber glória dos homens (Mt 6.16-18; Lc 18.12).
Os jejuns de Moisés e Elias não devem servir de exemplo quanto à
forma correta de jejuar, pois eles foram sustentados por Deus, de modo
sobrenatural (Êx 34.28; 1 Rs 19.8). Fisiologicamente, um jejum que
ultrapassa três dias é prejudicial à saúde. Deus não exige tal sacrifício, e sim
uma atitude de obediência, acompanhada de obras de justiça (Ec 5.1; Is 58.3-
6). Realizar sacrifícios exagerados também é ultrapassar o que está escrito.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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