Segundo alguns pregadores, o Diabo já está preso, amarrado.
Afirmam que a sua prisão, descrita em Apocalipse 20.1-3, já
ocorreu, simbolicamente, e denota que as suas ações maléficas
foram restritas por Deus. Mas, como eles explicam a menção
bíblica de que o Inimigo será solto para enganar as nações, logo
após o Milénio?
Como prova de que haverá pecadores no Milénio e desviados,
depois dele, já que muitos não obedecerão ao Senhor Jesus até
o fim — apesar do seu reinado justo e pacífico —, ocorrerá uma
última rebelião das nações contra Ele, tendo como fomentador o
Diabo. Mas o seu último ato durará pouco tempo: “E,
acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a
enganar as nações […] E subiram sobre a largura da terra e
cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo
do céu e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no
lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia
e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Ap 20.7-10).
A passagem citada explica que a liberdade provisória concedida
ao Inimigo tem um propósito: enganar as nações. Na batalha
do Armagedom, ele empurrará o Anticristo e o Falso Profeta para
a primeira fileira de combate, ficando apenas como o mandante.
Mas, em seu último ato, ele terá de encarar aquEle a quem vem se
opondo desde a sua primeira revolta (Ap 12.3,4).
Por que Deus não destruirá o Inimigo de uma vez por todas, no
fim da Grande Tribulação, preferindo apenas prendê-lo? Ele fará
isso para mostrar a todas as pessoas que ingressarem no Reino
Milenar que elas precisam primeiramente de uma mudança de coração,
de regeneração espiritual, para que não culpem Satanás de
todas as suas más ações e seus problemas pessoais.
Embora a prisão do Inimigo implique a cessação total de sua influência
durante mil anos, as atividades pecaminosas não deixarão
de existir por completo, durante o Milénio. Ele é o tentador, mas a
tentação mais perigosa para o ser humano vem de sua própria natureza
caída (Tg 1.13-15). Ao tentar os servos do Senhor, o Diabo
tem sido — e será, depois do Milénio — útil para o cumprimento
dos planos divinos em relação à humanidade.
Ainda que Deus a ninguém tente, é por meio da tentação que se
manifestam os fiéis (Jó 1.6-22). Até Jesus foi tentado pelo Diabo!
Assim, este, logo após o Milénio, “sairá a enganar as nações que
estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo
número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha” (Ap
20.8). Nesta passagem, mencionam-se Gogue e Magogue, que representam
um bloco de nações do Norte (Ez 38—39) que, durante
a Grande Tribulação, participarão da Penúltima Guerra Mundial,
aludida no capítulo 7 desta obra. Por que eles reaparecerão depois
do Reino Milenar?
Costumamos nos referir ao mundo de pecado nos seguintes termos:
“O Brasil é uma verdadeira Sodoma” ou “Deus nos tirou do
Egito”. Da mesma forma, na palavra profética, nomes de cidades,
nações ou povos podem ser empregados para ressaltar as características
de outro lugar. A Bíblia chama Jerusalém, por exemplo, de
“Sodoma e Egito”, a Hm de ressaltar a sua condição moral e espiritual
(Ap 11.8). O mesmo ocorre com “a grande Babilónia” (18.2),
termo que alude, simbolicamente, à totalidade do sistema mundial
ímpio comandado pela falsa trindade satânica (16.13,19).
Segue-se que a expressão “Gogue e Magogue” é metonímica
e nada tem que ver com o levante sem sucesso contra Israel, que
ocorrerá durante a Grande Tribulação: “Nos montes de Israel cairás,
tu e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo” (Ez
39.4). Tais termos aludem a todos os inimigos do Senhor Jesus que
participarão do último ato de Satanás. Esses rebeldes — vindos
dos “quatro cantos da terra”, “cujo número é como a areia do
mar” — serão chamados de Gogue e Magogue em razão da sua
semelhança com o conluio de nações que se levantará no período
tribulacional.
Haverá, portanto, depois do Arrebatamento da Igreja, três grandes
batalhas dentro de duas guerras mundiais. A primeira, Gogue
e Magogue, se dará provavelmente no início do período tribulacional
(Ez 38—39) e fará parte da Penúltima Guerra Mundial. A
segunda, o Armagedom, ocorrerá no fim da Grande Tribulação
(Ap 16.16), epilogando a Penúltima Guerra. E a última batalha,
também chamada de Gogue e Magogue, ocorrerá depois do Milé­
nio e será a Última Guerra Mundial (20.8-10).
A Primeira Guerra Mundial durou quatro anos (1914-1918).
A Segunda, seis anos (1939-1945). A Penúltima — que poderá ser
a Terceira, a Quarta, etc. — durará três anos e meio (segunda metade
da Grande Tribulação). A Última Guerra será a mais rápida
da História. As nações enganadas por Satanás cercarão Jerusalém,
repetindo a estratégia de Armagedom. Mas, assim como aconteceu
nos dias do profeta Elias, fogo descerá do céu e as consumirá (1
Rs 18.38; Ap 20.9). Todos os mortos nessa batalha serão julgados
no Trono Branco.
Julgado por antecipação (Jo 16.11) e tendo cumprido mil anos
de prisão, em regime fechado (Ap 20.2,3), o Diabo será condenado,
em última instância, à prisão perpétua no “lago de fogo e
enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso
profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos
séculos” (v. 10, ARA). Essa condenação do Inimigo e suas hostes
está prevista também em Judas 6, 2 Pedro 2.4 e 1 Coríntios 6.3a.
Cumprir-se-á o que está escrito em Romanos 16.20: “E o Deus de
paz esmagará em breve Satanás debaixo de vossos pés”.

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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