Charles Haddon Spurgeon afirmou: “Haveria Jesus de ascender ao
trono por meio da cruz, enquanto nós esperamos ser conduzidos para lá nos
ombros das multidões, em meio a aplausos? Não seja tão fútil em sua
imaginação. Avalie o preço; e, se você não estiver disposto a carregar a cruz
de Cristo, volte à sua fazenda ou ao seu negócio e tire deles o máximo que
puder, mas permita-me sussurrar em seus ouvidos: ‘Que aproveita ao homem
ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?'” (The Metropolitan Tabernacle
Pulpit, vol. 34).
Pensem nisso, super-pregadores. Vocês dizem que antes tinham um
fusquinha velho, mas agora os carros sequer cabem em suas garagens! E
pregam: “Muitos são contrários à teologia da prosperidade, porém eu não
prego prosperidade. Eu vivo a prosperidade!” Oh, como isso parece triunfal!
Mas não se esqueçam de que o triunfo de Cristo foi na cruz (Cl 2.14; Hb
2.14). Se o ministério de vocês excluiu a cruz, essa festejada prosperidade
não os ajudará em nada naquele grande Dia!
Ao olharmos para a vida do Pregador-modelo, vemos que, quanto
mais próximos do Senhor, tanto mais seremos atribulados e tentados. Não
estou dizendo que a nossa vida será de dor continuamente. Porém, temos de
nos conscientizar de que o Senhor Jesus foi provado como Homem e
suportou (Mc 14.33,34; Hb 2.14,15; 12.1,2). Ademais, Ele foi tentado em
tudo e venceu pela Palavra de Deus (Hb 4.15; Mt 4.1-11). Temos nós
vencido?
Quanto ao Diabo, seguindo ao exemplo do Pregador-modelo, não
devemos adotar uma postura de provocação (Tg 4.7,8; 1 Pe 5.8,9). Não cabe
a nós, como já vimos nesta obra, chamá-lo para a briga (Ez 28.14; Jo 16.8-
11; Rm 16.20; Jd v.9; 1 Sm 17.45; 24.6; Ef 4.27). Para ter vitória contra as
astutas ciladas do Inimigo, não devemos subestimar ou superestimar a força
dele. Antes, revistamo-nos de toda armadura de Deus (2 Co 2.11; Lc 10.19;
10.4,5; Ef 6.8-10).
O que o pregador que segue ao exemplo de Jesus deve saber sobre
provações e tentações? Primeiro, que essas duas coisas ocorrem com
freqüência na vida de quem está agradando a Deus. Se não acontecerem,
algo está errado (At 20.19; 9.15,16; 1 Pe 5.8,9; 2 Tm 2.3-5). Todos os
verdadeiros seguidores de Cristo passam por momentos de angústia, mas o
Senhor está com eles (Sl 18.6; 20.1; 46.1; 91.15; 1 Pe 2.20,21; Is 41.10;
43.2). Não me refiro ao sofrimento culposo, e sim ao probatório (1 Pe 2.18-
21). Lembre-se de que, ao contrário do que se prega, a tribulação nem
sempre deve ser considerada sinônimo de derrota ou resultante de um pecado
(Jo 16.33; At 14.22; Rm 5.1-5; 8.18; 2 Co 4.16,17; 8.1,2; 2 Tm 3.12). Por
isso, diante das provações, o obreiro deve ter fé em Jesus e convicção de que
a sua chamada provém dEle (Hb 11; Jo 15.16), não sendo negativista,
covarde ou desanimado (2 Co 6.10; Rm 8.35-39; Pv 24.10; Hb 13.5,6; Sl
27.14; 1 Rs 19). Não deixe de ler e meditar em cada uma dessas referências.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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