Muita gente não acredita que as Torres Gémeas vieram abaixo
em decorrência do choque dos aviões. Já ouvi até ensinadores
cristãos dizendo que tudo foi orquestrado pelo governo
norte-americano. Inclusive, segundo eles, já havia explosivos
dentro dos prédios! Os aviões, nesse caso, cheios de passageiros,
teriam sido usados apenas para dar aos Estados Unidos um álibi.
A ideia de que o próprio governo americano atacaria o seu
povo, em si, já é contraditória. Quem a defende, porém, apresenta
argumentações aparentemente plausíveis. Afinal, como o país mais
poderoso do mundo permitiria que ícones de sua identidade nacional
fossem alvejados com desconcertante facilidade?
Como o governo americano, que gasta bilhões de dólares por
ano em inteligência — só a CIA tem dois mil agentes no exterior
—, não conseguiu prever os atentados de 11 de setembro de 2001 ?
Como um sistema caríssimo de vigilância eletrônica por satélites,
capaz de identificar até pontas de cigarros jogadas fora por guerrilheiros
no Afeganistão, não descobriu o plano dos terroristas de
Osama bin Laden?
Os Estados Unidos possuem um sistema de vigilância por meio
de aviões, navios e cinco mil pontos de captação de informações
no mundo inteiro. Como toda essa tecnologia, que permite
ras-trear uma ligação de celular em qualquer lugar do planeta,
não impediu que quatro terroristas sequestrassem aviões, em
aeroportos diferentes, e os arremessassem contra símbolos do
poder norte-americano?
Causa estranheza o fato de os Estados Unidos não terem conseguido
evitar a ação dos terroristas islâmicos. Mas quem já esteve
em alguns aeroportos norte-americanos sabe que o seu sistema de
segurança não é tão eficaz como parece, sobretudo por causa do
grande fluxo de passageiros. Ademais, a maior potência do mundo
não esperava um ataque aparentemente simples. Ela se preparou
para se defender de mísseis, bombas, armas biológicas ou químicas,
etc. Nunca imaginou que seria atacada por aviões comerciais.
Isso mostra o quanto os terroristas foram sagazes.

Por outro lado, mesmo com toda a sua tecnologia de ponta,
os Estados Unidos ainda têm muita dificuldade para descobrir os
planos secretos dos grupos terroristas, que, com o passar dos anos,
aprenderam a se comunicar sem interceptações. Veja quanto tempo
se levou para executar Osama bin Laden! Ele conseguiu ficar
escondido por quase dez anos, após os ataques de 2001. Como
o homem mais procurado do mundo se instalou no Paquistão e
viveu relativamente tranquilo?
Os terroristas comam com a simpatia de líderes e instituições
religiosas de dezenas de nações de população muçulmana, como
Egito e Sudão, que, inclusive, colaboram com ajuda financeira.
Agentes do FBI que investigaram os atentados de 11 de setembro
descobriram que Bin Laden e seus homens receberam apoio logístico
direto dos países dominados pelo islamismo, como Iraque,
Iêmen e Argélia.
Houve também descuido por parte do governo americano. O
último ataque terrorista de grande porte havia ocorrido em 1995,
em Oklahoma — perpetrado por um fanático doméstico, Timothy
McVeigh —, deixando 168 mortos. Enquanto a Europa e o Oriente
Médio sofreram com bombas e tiroteios, os Estados Unidos estavam,
aparentemente, controlando toda e qualquer ação terrorista.
Pelo fato de eles terem passado mais de quinze anos sem nenhum
ataque de grandes proporções, acabaram afrouxando o sistema de
segurança e foram surpreendidos.
Recentemente, visitei Nova York e realizei pesquisas a respeito
dos atentados de 11 de setembro de 2001. Por incrível que pareça,
hí nos Estados Unidos adeptos da escatologia do terror — discí­
pulos de Alex Jones, Peter Joseph e David Icke —, que insistem em
afirmar que o próprio governo norte-americano implodiu as Torres
Gémeas, simplesmente para dizimar a população e satisfazer
os bilderbergs.
São risíveis as argumentações que tenho ouvido a respeito da
tal tragédia e fico espantado quando vejo pessoas esclarecidas
acreditando nelas. Segundo uma matéria sensacionalista contida
em um DVD e em vídeos do YouTube, a prova de que o governo
norte-americano teria derrubado as Torres Gémeas, promovendo

um mega-sacrifício, baseia-se no fato de que vários edifícios altos
já haviam pegado fogo antes e não caíram. Por que as maciças estruturas
do World Trade Center desabaram tão facilmente, com o
“simples” impacto de aviões cheios de combustível?
Cada aeronave colidiu contra as armações de aço e vidro dos
prédios com uma força de impacto equivalente a mais de mil vezes
o próprio peso. Considerando que a estrutura dos aviões é de alumínio,
no momento do choque, a parte da frente de sua fuselagem
foi amassada como se fosse um pedaço de papel. Os seus
ocupan-tes e tudo o que estava no interior das aeronaves foram
arremessados à frente, com a frenagem brusca, e esmagados,
pulverizados, desintegrados, carbonizados, no momento da
explosão.
Havia aço suficiente nas torres para a construção de inúmeros
monumentos idênticos à Torre Eiffel, de Paris, França. A mistura
de aço incandescente com areia, móveis, papéis, equipamentos, vidro,
ferro, tecidos e plásticos fez com que boa parte das vítimas
literalmente desaparecesse em meio aos escombros.
Os aviões estavam com os tanques cheios — tinham combustí­
vel para mais quatro mil quilómetros de voo —, o que ocasionou
grandes explosões, capazes de impedir que as pessoas dos andares
superiores descessem. Quem trabalhava nos andares das explosões
sofreu morte imediata. As pessoas que estavam acima do 103°.
andar da Torre Norte ou acima do 93°. da Torre Sul não tiveram a
mínima chance de escapar. As que estavam nos andares inferiores,
mesmo feridas ou assustadas com a oscilação das torres, conseguiram
descer a tempo.
Estima-se que a temperatura nos locais de impacto chegou a
mil graus Celsius. O aço se funde a 1.300 graus. Mas o calor foi
suficiente para diminuir a rigidez desse metal. Além disso, com
o choque, várias colunas que formavam a armação exterior das
torres foram deslocadas. Começava aí um rápido processo de enfraquecimento
das suas estruturas, que culminaria em uma surpreendente
implosão.
Em minha visita a Nova York, estava acompanhado do meu amigo
Nilton Didini Coelho, que é engenheiro civil. Devidamente informado
sobre as Torres Gémeas, ele afirmou que aqueles edifícios

haviam sido projetados para suportar a força do vento, as chuvas,
pequenos sismos e até choque de aviões. Mas não estavam preparados
para resistir a abalos mecânicos imprevisíveis, decorrentes
de ataques minuciosamente planejados. Os engenheiros do World
Trade Center não tinham como prever que grandes aviões, cheios
de combustível, poderiam se chocar com os edifícios exatamente
naqueles andares.
Perguntei ao engenheiro Didini: “O ‘simples’ impacto de uma
aeronave seria suficiente para derrubar toda aquela estrutura de
aço?” E ele me respondeu que as colunas estavam “empilhadas”
de acordo como uma “excentricidade” que lhes dava estabilidade
em conjunto com os ligamentos de cada pavimento. Ao serem atingidos,
os pilares que se deslocaram do seu eixo fizeram com que
os de cima viessem abaixo em pouco tempo. Isso mostra que os
terroristas previram esse efeito cascata de destruição ao planejar
os atentados.
Os pregadores das teorias da conspiração não levam em conta
que os mentores do atentado conheciam minuciosamente a estrutura
daqueles edifícios, e que os dezenove terroristas sabiam exatamente
como derrubá-los. Por isso, os aviões atingiram pontos
específicos, fazendo com que a parte superior deles descesse sobre
a inferior, como uma britadeira. Que estrutura suportaria o peso
de mais de cem mil toneladas caindo sobre ela?
Se os aviões tivessem sido lançados a esmo contra os prédios,
estes provavelmente não teriam caído. Mas nada aconteceu por
acaso. As colunas externas começam grossas embaixo e se afinam
na medida em que precisam suportar menos peso. Os terroristas
sabiam exatamente onde era o lugar mais vulnerável e que produziria
o efeito desejado. Quando o aço começou a se deformar, pelo
calor, tudo o que estava em cima veio abaixo e funcionou como
um martelo — que ganhava mais peso a cada andar que descia.

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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