Alguns pregadores afirmam que os illuminatis, a serviço do futuro
governo do Anticristo, estão por trás dos atentados de 11 de
setembro de 2001. Outros, dizem que Deus castigou a “grande na­
ção pecadora”. E ainda outros expoentes asseveram que Ele permitiu
aqueles ataques terroristas para gerar um grande quebrantamento.
Eu prefiro a terceira opção, pois aquela tragédia, sem
dúvidas, tocou a alma de muitos americanos. Ao visitar Nova York
e Washington, D.C., percebi o quanto aqueles atentados mudaram
a vida das pessoas.
Os pregadores do terror exploram o episódio para atacar os
Estados Unidos. Eles contrariam as versões oficiais, a fim de convencer
a todos de que o governo norte-americano está a serviço
dos “senhores do mundo”. Quando olhamos para a Bíblia, vemos
que não cabe ao cristão esse tipo de julgamento calunioso (Mt
7.1,2). Lembra-se da pergunta que fizeram a Jesus acerca da queda
de uma torre em Siloé, a qual vitimou dezoito vidas? Qual foi a sua
resposta? Ele não declarou quem era o culpado daquela tragédia,
mas usou-a para advertir as pessoas de que elas precisavam se arrepender
e buscar a Deus (Lc 13.2-5).
Não cabe a nós acusar os Estados Unidos de terem causado a
implosão das Torres Gémeas, pois já está mais do que comprovado
que elas caíram em decorrência dos aludidos atentados terroristas,
tampouco especular sobre pretensas interpretações proféticas que
rodeiam o episódio. A nossa prioridade é pregar o evangelho a
todo o mundo (At 1.7,8), e não apontar os pecados da “grande
nação pecadora”. Por que essa ânsia de provar que os Estados
Unidos são os causadores da catástrofe no World Trade Center?
Os pregadores do terror e da conspiração gostam de apontar
os supostos pecados norte-americanos. Mas, o que está escrito
em 1 Coríntios 5.12,13? “Porque tenho eu em julgar também os
que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus
julga os que estão de fora”. No tempo da lei mosaica, os profetas
denunciavam os pecados de Israel e das nações vizinhas. Hoje, no
período da graça, esse tipo de julgamento nacional pertence ao
Senhor. Cabe a nós o julgamento dos nossos próprios pecados,
o qual deve sempre começar “pela casa de Deus” (1 Pe 4.17; 1
Co 11.31,32), e o protesto contra o pecado, mas não de maneira
direcionada ou difamadora.

Jim Cymbala, pastor do Brooklyn Tabernacle, em Nova York,
ao se referir aos dias que seguiram os atentados, afirmou: aA igreja
estava repleta de gente, e, mesmo assim, o porteiro me disse que
havia filas de pessoas que saíam da igreja. […] Mais de seiscentas
pessoas naquele domingo aceitaram o convite de entregar a vida ao
Senhor em um ato de pura fé. […] Ironicamente, o mal que o ódio
cego e a violência suicida dos terroristas causou, Deus pode converter
em bem e realizar uma grande colheita espiritual de almas.
[…] não é hora de condenar e culpar. É hora de ter compaixão e,
confiantes, renovar o testemunho em Jesus Cristo. Não é momento
para ter medo ou fugir para algum lugar remoto e escondido” (A
Graça de Deus no 11 de Setembro, Editora Vida, pp. 17-25).
Nova York, a cidade famosa pela sua aparente frieza foi atingida
em cheio, e uma profunda ferida foi aberta no coração coletivo.
Muitas pessoas devem ter ponderado que podiam estar no lugar
daquelas que saboreavam um delicioso café em um dos andares de
uma das torres… Por isso, não é tempo de aterrorizar o povo de
Deus com especulações infundadas e inúteis. É momento de vigiar,
orar e evangelizar o mundo (Mt 24.42-44; Mc 16.15).

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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