As EscrituTas usam tam b ém a presente expressão
para denotar a parte do Hades onde ficavam ou para onde
iam as almas dos falecidos.
Antes da ressurreição de Cristo, todos os justos, após a
morte, desciam ao “Paraíso”, que naquele tempo constituía
um “compartimento” do Sheol. Entende-se que Efé-
sios 4.8-10, indica a ocasião da mudança: “Subindo ao alto,
levou cativo o cativeiro”. Acrescenta-se imediatamente
que Ele (Cristo) tinha primeiro “descido às partes mais
baixas da terra?” ; isto é, à parte do Sheol que era o Paraí-
so.
Algumas versões equiparam “ Sheol” (mundo invisí-
vel) com “Queber” (sepultura), mas devemos ter em mente
que, não é a mesma coisa; Sheol vem sempre citado no
singular; ao passo que Queber vem sempre no plural (ver
notas expositivas sobre isso no artigo “Queber”). De acordo
com os rabinos, no Antigo Testamento, “Sheol” era 0
lugar para onde iam os mortos.
a. Por isso muitas vezes vem a ser 0 equivalente apenas
de túmulo (ou sepultura), onde toda a atividade cessa;
o termo para onde toda a vida humana caminha (Gn 42.38;
Jó 14.13; SI 88.3). Para 0 homem natural que, necessariamente,
julga pela aparência, Sheol não parece ser mais
que o túmulo – o fim e cessação total, não somente das atividades
da vida, mas da própria existência (cf. Ec 9.5,10).
b. As Escrituras, porém, vão mais além e revelam ser
Sheol não apenas um lugar, mas sobretudo, um lugar de
pena (2 Sm 22,6; SI 18.5; 116.3), onde os iníquos são lançados
(SI 9.17) e onde estão conscientes (Is 14.9-17; Ez
32.21), e especialmente Jonas 2.2, onde o “interior” do
grande peixe era para Jonas o que 0 Sheol é para os que es164
tão nele. Assim Sheol do Antigo Testamento e o Hades do
Novo são necessariamente idênticos.

fonte: Escatologia Severino Pedro da Silva

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