Em Mateus 24.7, está escrito: “haverá fomes, e pestes, e terremotos,
em vários lugares”. O aumento do contingente de miseráveis
e enfermos em todo o mundo é um claro sinal de que a
Segunda Vinda está próxima. O premiado cientista inglês James
Lovelock, ao discorrer sobre os principais fatores que poderão
causar o fim do mundo, afirmou: “Os perigos mais graves não
provêm da mudança climática em si, mas indiretamente da fome,
disputa por espaço e recursos e guerra tribal” (Gaia: Alerta Geral,
Intrínseca, p.42).
O Senhor Jesus mencionou, ao lado da fome, epidemias ou
pes-tilências (Lc 21.11), enfermidades mortalmente infecciosas
que continuarão fazendo vítimas, a despeito dos avanços da
medicina. Quando surgiu a penicilina, ainda na primeira metade
do século passado, pensava-se que as infecções seriam vencidas.
No entanto,

de lá para cá, novos vírus surgiram, sobrepujando a capacidade
inventiva do homem. O mundo tem sido desafiado por epidemias
novas ou pelo recrudescimento de antigas.
Pregadores do terror se aproveitam do cumprimento das palavras
do Senhor Jesus para assustar os incautos. Por meio de vídeos,
livros e sites da internet, eles apresentam várias informações
inverídicas a respeito dos sinais que antecedem o Arrebatamento
da Igreja. Dizem que a maçonaria e a illuminati estão por trás até
das vacinações em massa. Como os bilderbergs — supostos magnatas
pertencentes às aludidas sociedades secretas — comandam
todas as coisas, eles ordenam que vírus e vacinas para
“combatê-los” sejam criados e propagados, a fim de controlar o
crescimento populacional.
Lembra-se da pandemia da gripe suína de 2009, que começou
como uma aparente ameaça letal no México e acabou se espalhando
para o norte da fronteira? Tudo teria ocorrido a mando
dos “senhores do mundo”, para dizimar a população mundial?
Segundo eles, a vacina preparada para combater o vírus Influenza
A (H1N1) seria usada para causar a morte de milhares de pessoas.
Muitos cristãos se convenceram de que não deveriam tomar a
“vacina assassina”.
Na verdade, quando as autoridades sanitárias perceberam que
se tratava de um vírus inédito, que rapidamente estava se propagando
por todo o mundo, tratou de organizar uma grande vacinação.
Além disso, muita gente, aterrorizada, passou a usar máscaras.
O terror se instalou nos aeroportos. Não obstante, o alarde
foi muito maior que os efeitos do vírus, que não se mostrou tão
deletério como parecia.
Os propagadores do terror afirmaram que a mencionada vacina
era altamente tóxica, contendo mercúrio e óleo de
esquale-no. Somente os incautos para não perceberem que esse
tipo de informação é inconsistente, e suas fontes, duvidosas. No
Brasil, o Ministério da Saúde informou que as mencionadas
substâncias são componentes comuns em vacinas e não oferecem
risco algum para o sistema imunológico. Aliás, a vacinação geral
ocorreu, e não houve a propalada mortandade em massa!

Muitos cristãos desavisados acabaram embarcando na “canoa
furada” da escatologia aterrorizante, acreditando nas notícias
pre-tensamente jornalísticas apresentadas na série de DVDs
Prepare-se. Tudo não passou de especulações e invencionices dos
conspi-racionistas de plantão. Eles induziram muitas pessoas —
algumas até esclarecidas — a odiar o governo brasileiro, os
Estados Unidos e até Israel. Pregadores, editores de blogs e
articulistas prestaram um desserviço ao estimular o povo de Deus
a se revoltar contra a campanha de vacinação.
Disseminou-se o seguinte: “Não tomem a vacina! Pessoas no
mundo inteiro estão morrendo depois que a tomaram”. Ora, como
alguém pode afirmar com tanta certeza que pessoas teriam morrido
por causa da vacina contra o Influenza A (H1N1)? Afinal, milhões
a tomaram e estão vivas! E, para quem não sabe, o número
de casos graves da gripe caiu justamente por causa da vacinação
preventiva!
A vacina contra o Influenza A (H1N1), antes de chegar ao Brasil,
foi usada nos Estados Unidos e na Europa com êxito. Segundo
a Organização Mundial da Saúde (OMS), os efeitos provocados
por ela eram reações leves, como dor local, febre baixa e dores
musculares, que passavam cm torno de 48 horas. Até médicos e
enfermeiras a receberam. E garantiram que não se sentiram diferentes.
Minha esposa também tomou a vacina e se queixou apenas
de dor no local da aplicação. Eu não a recebi porque estava fora
da faixa etária.
Estima-se que mais de 50% da população não tomou a vacina
— muitos evangélicos não a tomaram por causa das notícias alarmantes
espalhadas pela internet. Mas, de acordo com a Agência
Brasil, a quantidade de casos graves e de mortes provocadas pelo
tal vírus diminuiu, e muito, depois da vacinação.
Os pregadores do terror têm feito de tudo para alarmar os cristãos
incautos. Pergunto: “Os ‘senhores do mundo’ falharam? Por
que a vacinação, em vez de dizimar a população, contribuiu para
diminuir os casos de morte por causa do aludido vírus?” Na verdade,
especulações fantasiosas, no melhor estilo dos livros ficcionais
de Dan Brown, só servem para produzir evangélicos paranóicos.

Mas a orientação bíblica segura contribui, e muito, para o amadurecimento
e a edificação dos servos do Senhor.
De acordo com os pesquisadores do Influenza e autoridades
sanitárias, é preciso se preparar para o próximo grande surto, que
poderá ser muito mais devastador. Os vírus da gripe transmitidos
por aves, porcos ou outros animais sofrem mutações constantes e
podem provocar ondas globais de doença ou pandemias. Como o
nosso organismo não está preparado para os novos vírus, precisamos
tomar as vacinas oferecidas pelas autoridades sanitárias.
O Influenza pandémico de 2009 pertence a um grupo de vários
vírus chamados Hl NI. A imunidade a um tipo de vírus não protege
automaticamente contra os outros. Parte do que tornou o vírus
de 2009 alarmante é que suas linhagens recentes infectaram humanos,
aves e porcos. Mas ele acabou não sendo tão letal quanto
parecia. Outros subtipos surgirão, e não podemos nos dar ao luxo
de não tomarmos as vacinas preventivas.
Mas, o que dirão os irresponsáveis conspiracionistas de plantão?
Afirmarão que os bilderbergs ordenarão que os governos espalhem
a notícia de que um vírus pandémico já está circulando
em criações bovinas, suínas ou equinas. E, em seguida, difundirão
uma poderosa vacina muito mais eficaz que a anterior, pela qual
muita gente será morta, a fim de diminuir consideravelmente a
população mundial.
Prepare-se! Cada fato novo de grande repercussão na mídia tem
sido usado por pregadores alarmistas para fazer alarde e vender
DVDs contendo “grandes descobertas”. Eles mercadejam a Palavra
(2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3).
Como diria o famoso cantor Roberto Carlos, são tantas e tantas
conspirações…

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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