No filme catástrofe 2012 — estrelado por John Cusack, Danny
Glover e Woody Harrelson, sob a direção de Roland Emmerich, e
distribuído pela Columbia Pictures (2009) — tomou-se como base
o calendário maia para se afirmar que grandes catástrofes ocorreriam
em vários lugares do mundo, gerando um colapso global e
ocasionando a destruição do planeta Terra. A mensagem do filme
é clara: o mundo pode até não acabar tão cedo, mas precisamos
estar preparados para isso.
Muita gente ficou aterrorizada ou, no mínimo, preocupada com
as cenas de 2012. Afinal, o filme mostra que haverá, em breve (não
necessariamente em 2012), erupções solares e aquecimento do nú­
cleo da Terra, os quais provocarão o deslocamento da crostra terrestre.
E isso culminará em grandes emissões de materiais
magmá-ticos de supervulcões, como o Yellowstone, nos Estados
Unidos, bem como em grandes terremotos e tsunamis em toda
parte.
É evidente que o enredo de 2012 é ficcional. E não há dúvidas
de que qualquer previsão sobre o iminente fim no mundo é exagerada,
não correspondendo ao que está escrito na Palavra profética.
Entretanto, canais de TV por assinatura não dados ao
sensaciona-lismo, como Discovery Channel, National
Geographic e History Channel, também estão produzindo
documentários sobre a possibilidade de o mundo acabar em
destruição total nas próximas décadas. E os recentes terremotos
no Haiti e no Japão deixaram muita gente atónita.
Ambientalitas estão preocupados com o crescimento da população
global e a ação predatória do ser humano. James Lovelock
afirmou: “Não se trata meramente de dióxido de carbono em excesso
no ar nem da perda da biodiversidade à medida que florestas
são derrubadas; a causa central é o excesso de pessoas, seus animais
de estimação e gado — mais do que a Terra consegue suportar”
(Gaia: Alerta Geral, Intrínseca, p.19).
O escritor inglês, formado em medicina, química e biofísica,
não defende a ideia de que o mundo acabará em 2012. Mas também
não descarta a possibilidade de a Terra ser destruída em pouco
tempo: “A história da Terra e os modelos climáticos simples
baseados na noção de uma Terra viva e reativa sugerem que são
mais prováveis mudanças súbitas e surpresas” (idem, p.20).
“Se o governo do Reino Unido persistir em forçar os esquemas
dispendiosos e nada práticos da energia renovável, em breve descobriremos
que quase tudo o que resta da nossa região rural será
usado para a produção de biocombustível, geradores de biogás e
parques eólicos de escala industrial — tudo isto no exato momento
etn que precisaremos de todo o campo existente para o cultivo
de alimentos”, afirma Lovelock (idem, p.30).
Outra preocupação apresentada pelo escritor é o aquecimento
global: “A mera redução da queima de combustíveis fósseis, do
uso de energia e da destruição de florestas naturais nào será uma
resposta suficiente ao aquecimento global, principalmente porque
parece que a mudança climática pode acontecer mais rápido do
que somos capazes de reagir a ela. E ela pode ser irreversível. Consideremos:
o Protocolo de Kyoto foi elaborado há mais de dez
anos e, desde então, parece que fizemos pouco mais que gestos
quase vazios para deter a mudança climática” (idem, p.25).
Muitos estão preocupados com uma possível guerra nuclear.
Mas veja o que afirmou Lovelock: “Não demorará muito e poderemos
nos defrontar com uma devastação de alcance planetário
pior até que uma guerra nudear ilimitada entre superpotências. A
guerra climática poderia matar quase todos nós e deixar os poucos
sobreviventes com um padrão de vida comparávd ao da idade da
Pedra” (idem, 44).
Podemos ignorar a mensagem transmitida por um filme de ficção
e até rir dela. Mas o alerta de um cientista premiado, como
Calma… É apenas o Começo
James Lovelock — considerado pela revista Prospect um dos
maiores intelectuais do mundo — não pode ser desprezado. Chegará,
sem dúvida, o período que o Senhor Jesus chamou de a
Grande Tribulação (Mt 24.29), em que males sem precedentes
virão sobre a humanidade.
Enquanto muitas pessoas otimistas, em todo o mundo, anseiam
por uma Nova Ordem Mundial, outras, pessimistas, esperam o
fim do mundo. Mas, e o salvo em Cristo, o que ele deve aguardar?
A bem-aventurada esperança da Igreja: o Arrebatamento. Afinal,
vivemos no período que antecede esse glorioso evento!
Em Mateus 24.3, vemos que os discípulos do Senhor Jesus,
após ouvirem a sua predição de que o Templo em Jerusalém seria
destruído — profecia que se cumpriu no ano 70 d.C. — , lhe fizeram
uma indagação tripartida: “Dize-nos quando serão essas coisas
{primeira pergunta] e que sinal haverá da tua vinda [segunda]
e do fim do mundo [terceira]}” Considerar essas três perguntas é a
chave para o entendimento de todo o plano escatológico descrito
em Mateus 24, o qual apresenta sinais alusivos ao primeiro século,
à Segunda Vinda e ao fim do mundo.
Ao ouvir o tal questionamento tríplice dos seus discípulos, o
Senhor lhes respondeu: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane,
porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e
enganarão a muitos” (Mt 24.4,5). Isso mostra que, nos dias que
antecedem o Arrebatamento, aumentará o número de enganadores
(Mc 13.22; 2 Pe 2.1,2) e de seguidores do erro, inclusive entre os
cristãos (2 Tm 4.3).
Depois do Arrebatamento, entrarão em cena o Anticristo e o
Falso Profeta (Ap 13). Mas já há no mundo inúmeros precursores
desses agentes do mal (1 Jo 2.18; 4.1-3; 2 Pe 2.2). Não são poucos
os propagadores de doutrinas falsas e falsificadas, nesses dias que
antecedem o Rapto da Igreja. Na resposta à pergunta tripartida
dos seus discípulos, o Senhor profetizou: “Levantar-se-âo muitos
falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt 24.11). A cada dia, aumenta
o número dos lobos (At 20.29) que, com a sua aparência de
piedade (2 Tm 3.5), se passam por ovelhas (Mt 7.15) e enganam
os desavisados (Ef 4.14).
Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar
O fim, propriamente dito, ocorrerá somente depois de vários
eventos escatológicos previstos nas Escrituras: o Arrebatamento
da Igreja, o Tribunal de Cristo, as Bodas do Cordeiro, a Grande
Tribulação, a batalha do Armagedom, Milénio e a última revolta
de Satanás. Mas estamos nos últimos dias, expressão que alude ao
período que antecede a Segunda Vinda, o qual é, realmente, muito
difícil, ao contrário do que afirmam os ufanistas e triunfalistas.
Segundo a Palavra de Deus, não devemos nos conformar com
o mundo (Rm 12.1,2), isto é, com as suas crenças, doutrinas, tendências,
atitudes e filosofias, como o hedonismo, o materialismo,
o triunfalismo, etc. Se, por um lado, há pregadores do terror disseminando
pânico no meio do povo de Deus; por outro, existem
“mestres da fé” triunfalistas dizendo a incautas multidões que o
Arrebatamento da Igreja ainda demorará a acontecer.
A julgar pelo que disse o Senhor Jesus, em Lucas 18.8, podemos
concluir que a fé que Deus procura nas pessoas não é a interesseira
e egolátrica fé na fé, usada em benefício próprio, para o recebimento
de bênçãos. A fé que escasseia, nesses tempos pós-modernos, é a
que implica confiança, fidedignidade, fidelidade e lealdade a Deus,
haja o que houver (Hb 11.1; Fp 4.10-13).
Mas a falsa fé — a fé na fé — tem se multiplicado. E inúmeros
cristãos agem como se Deus tivesse de responder “sim” a todos os
seus pedidos. Ora, a Palavra do Senhor ensina-nos a ter uma confiança
inabalável (Mq 7.1-7; Jó 42.2), para que, até a nossa reunião
com Ele, não nos movamos facilmente de nosso entendimento (2
Ts 2.1,2), combatendo o bom combate até o fim (2 Tm 4.7,8). E
esse tipo de fé será uma raridade quando o Senhor voltar.

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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