Não há dúvidas de que os milagres e sinais são parte do evangelho de
Cristo (Mc 16.15-20). No entanto, a ênfase a obras maiores não é uma
espécie de brecha na lei que possibilita a realização de qualquer
manifestação exótica em nome do Senhor. As obras maiores, na verdade,
dizem respeito à quantidade, e não à qualidade delas.
Jesus fez grandes obras, e seus seguidores, posto que ficarão muito
mais tempo na Terra, trarão milhões de obras para o Pai. A Igreja faria,
segundo a promessa do Senhor, depois de sua partida, maiores obras, não em
seu valor intrínseco, ou em sua glória, mas no objetivo. É até uma falta de
temor a Deus e muita presunção querer fazer hoje sinais que nem o Senhor
realizou quando andou na Terra.
Em resumo, em João 14.12, o Senhor não dá aval às práticas de
milagreiros. Mas enfatiza que os seus discípulos fariam as obras de Deus
numa escala mais ampla, enquanto levam a mensagem do evangelho ao
mundo todo, tanto a gentios como a judeus. Essa promessa refere-se,
sobretudo, a milhões de almas salvas (Jo 10.16; 11.52; 12.32). É isso que é
fazer obras maiores do que as de Jesus, e não fenômenos que confundem o
povo de Deus.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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