2º Trimestre de 2009

 

Data: 21 de Junho de 2009

TEXTO ÁUREO

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Co 9.7).

VERDADE PRÁTICA

Ajudar aos necessitados é uma grande responsabilidade, e um alto privilégio que Deus concede a cada crente.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 1 Cr 29.6-9

Devemos ofertar do melhor que possuímos

Terça – Ml 3.10

A contribuição deve ser entregue na Casa do Senhor

Quarta – Mc 12.44

A oferta deve ser dada com fé

Quinta – 2 Co 9.7

A contribuição deve ser voluntária e com alegria

Sexta – 2 Co 9.8,9

O retorno da contribuição

Sábado – 2 Co 9.10,11

As bênçãos dos que contribuem

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 9.6-12.

6 – E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará.

7 – Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

8 – E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra,

9 – conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.

10 – Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça;

11 – para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.

12 – Porque a administração desse serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também redunda em muitas graças, que se dão a Deus.

INTERAÇÃO

Caro professor, o conhecido teólogo Wiliam Barclay, no seu livro “As Cartas aos Coríntios”, menciona quatro motivações para a contribuição dos crentes. São elas: como dever; para experimentar a auto-satisfação; para ganhar prestígio e honra; e porque é constrangido pelo amor. Pergunte a seus alunos qual dos quatro motivos é o correto, segundo os ensinamentos da Palavra de Deus?

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Participar da obra social da igreja.
Incentivar quanto ao atendimento das necessidades do próximo.
Contribuir com os dízimos e ofertas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Em todas as classes existem alunos tímidos, que geralmente não participam das atividades propostas pelo professor. Os mais tímidos se escondem e nunca contribuem. Para iniciar sua aula, utilize a técnica denominada “pergunta circular”, que consiste no seguinte: o professor anuncia que a mesma pergunta será feita a todos os alunos, um por um, com a obrigação de todos responderem quando chegar a sua vez. A distribuição física, não precisa ser obrigatoriamente em forma de círculo, porém, qualquer disposição que permita a todos responderem sucessivamente. Perguntas sugeridas para esta aula: Deus se agrada de quem contribui com tristeza ou por obrigação? Deus aceita as ofertas baseadas em legalismo? Qual deve ser a motivação de nossa generosidade? A igreja atual trata a oferta como um serviço a Deus ou um ministério sagrado conforme Rm 15.26, 27 e Fp 2.17?

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Oferta: Dádiva, donativo, doação.

Nos capítulos 1-15 da epístola em estudo, Paulo empenhou-se em corrigir erros doutrinários específicos e práticas antibíblicas entre os crentes de Corinto. Na primeira parte do último capítulo, ele discorreu com muita ênfase sobre a ação social em forma de socorro aos necessitados da igreja em Jerusalém; tema recorrente na segunda Epístola capítulos 8 e 9.

I. A IMPORTÂNCIA DA AJUDA AOS NECESSITADOS (1 Co 16.1-4)

Naqueles dias, a Judéia enfrentava tempos difíceis em virtude de uma escassez, que deixou muitos dos santos em grande aflição (At 11.28,29). Conforme a passagem aqui citada, esse flagelo ocorreu nos dias do imperador Cláudio César, que reinara de 41 a 54 d. C., isto é, na época do ministério de Paulo na província da Ásia Menor.

1. Paulo expôs em detalhes o dever da contribuição na igreja. Às vezes, valorizamos excessivamente a pregação, o ensino, e a leitura de temas doutrinários, e não nos incomodamos tanto com assuntos que julgamos triviais ou de somenos importância, como é o caso das dificuldades, carências, perdas e expectativas frustradas dos nossos irmãos em Cristo.

Na igreja, muito mais gente pagaria seus dízimos, contribuiria com ofertas para a causa do Senhor e para ajuda aos necessitados se os pastores e dirigentes, com a graça de Deus, sabedoria e o próprio exemplo, doutrinassem constantemente o povo sobre o dever, o privilégio e as bênçãos da contribuição financeira.

2. Paulo falou claramente das necessidades dos irmãos. O generoso apóstolo dos gentios pouco falara da própria precisão. Ele trabalhava para supri-la e também para dar o exemplo. Paulo nunca foi mercenário, nem explorador das igrejas. Todavia, nunca relutou em pedir ofertas para atender às necessidades da igreja e dos irmãos carentes. Paulo refere-se a essa necessidade em Romanos 15.26: “Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém”.

3. Paulo pedia oferta para os santos (v.1). Era momento de os crentes de Corinto demonstrar simpatia, fraternidade, solidariedade e comunhão com os irmãos da Judéia. Eles deveriam ofertar “para os santos”. Percebe-se que esses, não eram preguiçosos, desocupados e indolentes que queriam viver sem trabalhar. O preguiçoso complica não só a sua vida, mas também a dos outros (1 Ts 2.9). Era a vez agora de os crentes gentios de Corinto socorrerem os crentes hebreus.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Devemos ajudar aos necessitados, especialmente aos domésticos na fé, em suas dificuldades, carências, perdas e expectativas frustradas.

II. PRINCÍPIOS GERAIS ACERCA DA CONTRIBUIÇÃO (1 Co 16.1-4)

1. Contribuir com regularidade. Os irmãos ofertavam no “primeiro dia da semana” (v.2a). Era o “Dia do Senhor”, dia principal de culto em Corinto e nas igrejas da Galácia. O povo devidamente avisado vinha preparado. Assim deve ser nossas reuniões hoje. Um autêntico cristão deve contribuir sistemática e consistentemente com a obra de Deus. Além do recolhimento dos dízimos e das ofertas nos cultos, toda a igreja tem seus meios e métodos adicionais para receber contribuições para a santa causa do Senhor.

2. Contribuir individualmente. “Cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar” (v.2b). As crianças, desde pequenas, devem ser ensinadas a contribuir com alegria, assim como os novos convertidos e os crentes recebidos por transferência. Não apenas os ricos deviam contribuir, mas também os que tinham pouco deviam dar alegremente do seu pouco. Na obra de Deus, todos dando pouco, consegue-se mais recursos do que apenas alguns dando muito.

3. As contribuições conforme a prosperidade individual. “(…) conforme a sua prosperidade” (v.2c). Os cristãos de Corinto deviam aumentar sua contribuição conforme Deus os fizesse prosperar. Há crentes que ao serem aumentados em seus salários ou negócios, não contribuem na mesma proporção.

4. Os recursos do Senhor devem ser bem cuidados (vv.3,4). Para tratar dos recursos financeiros da igreja, não basta que o obreiro seja competente. Ele também precisa ser fiel.

Paulo declarou que se necessário fosse, ele iria pessoalmente a Jerusalém supervisionar a entrega e a aplicação da oferta arrecadada para os santos.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Contribuir com regularidade e individualmente, conforme a prosperidade pessoal e cuidar bem dos recursos do Senhor são princípios gerais acerca da contribuição ensinados por Paulo.

III. COMO DEVE SER A NOSSA CONTRIBUIÇÃO

1. Devemos contribuir com abundância. “O que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará” (2 Co 9.6). Certo fazendeiro estava a reclamar que sua colheita não produzia tanto quanto a de seus vizinhos. Ao testar o solo descobriu que não havia nenhuma diferença entre suas terras e as deles. A questão é que ele semeava a metade da quantidade de sementes dos vizinhos. Deus nos recompensará por nossa generosidade amorosa (Pv 11.25; Gl 6.7).

2. Devemos contribuir com alegria. “Não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Co 9.7). Deus não se agrada de quem entrega a sua oferta contrariado ou por obrigação. Cada crente deve decidir o valor que deseja dar e fazê-lo com satisfação e alegria (1 Cr 29.17; Ed 1.5-11). De nada adianta contribuirmos com relutância, constrangimento, reclamação, murmuração e legalismo. Temos de ser generosos segundo o propósito do nosso coração, nosso amor e gratidão a Deus; impulsionados e motivados pelo Espírito Santo (Rm 12.8).

3. Devemos contribuir com fé, renúncia e desprendimento. Tomemos como exemplo o que fez a viúva pobre no templo (Mc 12.41-44). O importante para Deus não é a quantia da oferta, mas o grau de sacrifício e desprendimento.

4. Devemos contribuir confiantes no Senhor. “Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra” (2 Co 9.8; cf. Rm 8.32). Não precisamos temer que nossa generosidade venha nos causar dano, pois Deus conhece nossas necessidades e continuará nos suprindo (2 Pe 1.3).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Devemos contribuir com abundância, alegria, fé, renúncia, desprendimento e confiança no Senhor.

CONCLUSÃO

Devemos ser fiéis em nossos dízimos, ofertas, contribuições e doações para obra de Deus, pois, tudo pertence ao Senhor. Nosso trabalho, família, saúde, tudo provém de Deus. O fato de não sabermos se estaremos vivos amanhã evidencia, inclusive, que a nossa vida é uma dádiva divina. Somos privilegiados por Deus nos constituir seus mordomos. Que sejamos todos mordomos fiéis (Lc 12.42).

VOCABULÁRIO

Flagelo: Calamidade, sinistro.

Indolente: Insensível, apático, negligente.

Mercenário: Que age por interesse financeiro.

Precisão: Carência, necessidade.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HOOVER, T. R. Comentário Bíblico: 1 e 2 Coríntios. RJ: CPAD, 1999.

EXERCÍCIOS

1. Descreva a situação dos crentes na época do imperador Cláudio César.

R. Eles enfrentaram tempos difíceis em virtude de uma escassez, que deixou muitos santos em grande aflição.

2. Cite três verdades a respeito da contribuição no versículo 2 de 1 Co 16.

R. Devemos contribuir individualmente, com regularidade e conforme a nossa prosperidade.

3. Qual o exemplo de Paulo concernente à coleta para os santos de Jerusalém?

R. Paulo disse que se necessário fosse, ele iria pessoalmente a Jerusalém supervisionar a entrega e aplicação da oferta.

4. Como devemos contribuir para a obra de Deus?

R. Devemos contribuir com abundância, alegria, fé, renúncia, desprendimento e confiança no Senhor.

5. Você é um contribuinte fiel, nos dízimos e nas ofertas?

R. Resposta pessoal.

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