2º Trimestre de 2012

 

Data: 8 de Abril de 2012

TEXTO ÁUREO

“Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.17,18).

VERDADE PRÁTICA

Embora humilhado e ferido de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou e, gloriosamente, voltará como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

HINOS SUGERIDOS

70, 112, 299.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Jo 1.14

O Cristo encarnado

Terça – Lc 2.1-7

O Cristo que se fez homem

Quarta – Is 53.4

O Cristo ferido de Deus

Quinta – Mt 27.17-26

O Cristo rejeitado

Sexta – Mt 27.32-60

O Cristo crucificado

Sábado – Lc 24.1-53

O Cristo ressuscitado

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Apocalipse 1.9-18.

9 – Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo.

10 – Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,

11 – que dizia: O que vês, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodiceia.

12 – E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;

13 – e, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do Homem, vestido até aos pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro.

14 – E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os olhos, como chama de fogo;

15 – e os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivesse sido refinado numa fornalha; e a sua voz, como a voz de muitas águas.

16 – E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.

17 – E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último

18 – e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno.

INTERAÇÃO

O apóstolo João teve uma revelação do Cristo Glorificado. O Senhor apresentou-se ao apóstolo do amor, triunfante, poderoso e ressurreto. Tal aparição demonstra que, sob “os seus olhos [que] eram como chama de fogo” (Ap 19.12), o meigo nazareno acompanha, passo a passo, o caminho existencial de sua Igreja. João recebeu a revelação divina da trajetória histórica da humanidade e testificou a Palavra de Deus e o Testemunho de Seu Filho, Jesus Cristo (1.2). Portanto, nestes últimos dias, onde o culto antropocêntrico tem marcado certas reuniões eclesiásticas, devemos priorizar a exposição da Palavra de Deus e a manutenção de um culto cristocêntrico.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Explicar o conceito e o objetivo da encarnação de Jesus.
Reconhecer que Cristo é o humilhado e ferido de Deus.
Compreender os eventos que abarcaram o Cristo Glorificado.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, no primeiro capítulo de Apocalipse há algumas expressões que revelam o triunfo e a glorificação de Jesus Cristo: “a fiel testemunha”; “o primogênito dos mortos”; “o príncipe dos reis da terra”. Destaque essas expressões para a classe. Conclua a lição dizendo que o Cristo apresentado a João, o apóstolo, é o mesmo que nos ama, verteu seu sangue no Calvário e removeu os pecados para nos fazer reis e sacerdotes para Deus, o nosso Pai (Ap 1.5,6). Um dia Ele voltará! Todo olho verá que Ele é o Cristo de Deus — o Alfa e o Ômega. A Ele glória, poder e majestade para sempre!

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Cristo: Do hb. “messiah”, ungido; do gr. “christós”, ungido; significa Salvador do mundo.

Foi o Cristo glorificado que se apresentou a João na Ilha de Patmos. Aquele que no Calvário humilhara-se até ao inferno, no céu é soberanamente exaltado. Com a sua morte, Ele trouxe morte à própria morte. Por isso revela-se não apenas em glória, mas como o Senhor de toda a glória. E já entronizado à destra do Pai, apresenta-se Jesus Cristo como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Fp 2.5-11).

Sim, aquele que esteve morto acha-se à direita do Pai. E triunfante virá buscar a sua Igreja (Ap 1.10-20). Está você preparado para receber o Cordeiro de Deus?

Mas, qual o verdadeiro significado da glorificação de Cristo? Só viremos a entendê-la se nos detivermos a compreender-lhe a encarnação.

I. O CRISTO ENCARNADO

Por que a encarnação é o grande mistério da piedade? (1 Tm 3.16). Fazendo-se Filho do Homem, o Filho de Deus manifestou plenamente o amor do Pai (Jo 3.16). E assim Deus revelou-nos a sua graça (1 Jo 4.9).

1. A encarnação. A encarnação foi o ato pelo qual a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade foi concebida, virginalmente, no ventre de Maria (Is 7.14; Lc 1.27). Neste ato sobrenatural, levado a efeito por obra e graça do Espírito Santo, o Filho de Deus fez-se Filho do Homem, e veio habitar entre nós (Jo 1.14). Eis porque afirmamos ser Jesus Cristo Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus.

Na encarnação, o Senhor Jesus Cristo esvaziou-se não de sua divindade, mas da glória que usufruía ao lado do Pai, desde a eternidade mais remota (Fp 2.5-11). Jesus homem não deixou de ser Deus; Jesus Deus não deixou de ser homem. Nele, as naturezas divina e humana são plenas e harmônicas. Era Jesus, então, um homem igual a nós? Ele era melhor do que nós, pois foi achado sumamente perfeito.

Quem não aceita a encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo não tem o Espírito de Deus (1 Jo 4.2).

2. O objetivo da encarnação. Três foram os objetivos da encarnação do Filho de Deus: 1) Consumar o Plano de Salvação que, elaborado na eternidade, foi concretizado na plenitude do tempo (Gn 3.15; Gl 4.4; Ap 13.8); 2) Manifestar o Emanuel (Is 7.14; 9.6) para que, no Novo Testamento, exercesse plenamente os três ministérios do Testamento Antigo: profeta, sacerdote e rei; e: 3) Revelar no Calvário a expressão maior do amor de Deus (Jo 3.16).

O Senhor Jesus, por conseguinte, fez-se Filho do Homem, a fim de que viéssemos a ser filhos de Deus (Jo 1.12). Em sua humilhação, exaltou-nos; em sua morte, reviveu-nos; em sua ressurreição, partilhou-nos sua glória e eternidade.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

O Cristo Encarnado, fazendo-se filho do homem, manifestou plenamente o amor de Deus ao mundo.

II. O CRISTO HUMILHADO E FERIDO DE DEUS

A morte de Cristo não foi entendida nem pelos judeus, nem pelos gregos. Aqueles consideravam-na escândalo; estes, loucura (1 Co 1.23). Se os primeiros buscavam compreendê-la através de uma interpretação equivocada da Lei e dos Profetas, os segundos esforçavam-se por tudo discernir à luz natural da razão. Em sua incredulidade, ambos os povos jamais vieram a aceitar as proposituras do Plano da Salvação.

Afinal, porque um homem teve de morrer para que os demais pudessem vir a ser salvos? É uma lógica humanamente desconhecida.

Todavia, tanto os judeus, quanto os gentios, ao receberem a Jesus, pela fé, passam a entender perfeitamente as implicações, temporais e eternas, da morte e ressurreição de Nosso Senhor (1 Co 1.24).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

O Cristo humilhado e ferido de Deus, não foi compreendido pelos judeus e nem pelos gentios. Todavia, ambos, ao receberem Jesus, pela fé, passaram a entender perfeitamente a morte e a ressurreição do Senhor.

III. O CRISTO GLORIFICADO

A glorificação de Cristo abrange os seguintes eventos: ressurreição, ascensão aos céus, segunda vinda e triunfo sobre as forças do mal.

1. Ressurreição. Afirmou Paulo que, sem a ressurreição de Cristo, a nossa fé seria vã (1 Co 15.14,17). Em toda essa passagem, o apóstolo mostra, com abundantes provas, ter sido a ressurreição do Senhor um fato histórico e não uma mitologia criada pelos discípulos. E foi como o Cristo ressurreto que Jesus apresentou-se a João na ilha de Patmos: “Não temas; eu sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém!” (Ap 1.17,18). É fundamental que se realce que o Senhor Jesus ressuscitou física e corporalmente.

Já egresso dos mortos, o Senhor Jesus recebe do Pai todo o poder nos céus e na terra (Mt 28.18). Em suas mãos, as chaves da morte e do inferno (Ap 1.18).

2. Ascensão aos céus. Ressurreto, apresentou-se o Cristo aos seus discípulos, por um período de quarenta dias, falando das coisas concernentes ao Reino de Deus (At 1.3). Em seguida, é assumpto aos céus numa nuvem, conforme o relato fidedigno e exato de Lucas (At 1.9). Agora, à destra do Pai, partilha daquela glória que sempre desfrutara ao seu lado desde a mais insondável eternidade (Jo 17.5; Hb 8.1). Esta também foi a visão que teve o primeiro mártir do Cristianismo: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus” (At 7.56).

Portanto, o Senhor Jesus ascendeu aos céus num corpo glorificado, levando consigo as marcas do Calvário (Ap 5.6).

3. A segunda vinda. Se a ascensão de Cristo já foi gloriosa, como não será o seu retorno para buscar os redimidos? Em glória virá arrebatar a sua Igreja, para que os salvos participemos de toda a sua glória. Bendita seja a glória do Senhor! Paulo discorre sobre o evento em duas de suas epístolas (1 Co 15.50-58; 1 Ts 4.13-17). João, exilado em Patmos, teve o privilégio de contemplar o Senhor da glória (Ap 1.12-19). Em breve, muito em breve, também o veremos face a face. Aleluia!

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O Cristo Glorificado pode ser visto pelas Escrituras nos seguintes eventos: ressurreição, ascensão aos céus, segunda vinda e triunfo sobre as forças do mal.

CONCLUSÃO

Isaías viu o Cristo humilhado e ferido de Deus (Is 53.4). Jesus, porém, ressuscitou. Acha-se, agora, à destra do Pai Celeste. E logo virá buscar-nos. Está você preparado para este momento? Já recebeu a Jesus como o seu Salvador? Tem convicção de vida eterna? Aceite a Cristo, agora mesmo, para que possa desfrutar da glória do Senhor de toda a glória. Como Ezequiel, enalteçamos a glória do Cordeiro de Deus: “Bendita seja a glória do Senhor” (Ez 3.12).

VOCABULÁRIO

Assumpto: Transportado ao céu.
Egresso: Que se retirou, que se afastou.
Propositura: Ato ou efeito de propor; proposição.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD. 2003.
BLOMBERG, C. L. Questões Cruciais do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2010.
HORTON, S. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed., RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS

1. Por que a encarnação de Cristo é o grande mistério da piedade?

R. Fazendo-se filho do homem, o Filho de Deus manifestou plenamente o amor do Pai. E assim Deus revelou-nos o seu amor redentivo.

2. Qual a importância da encarnação de Cristo?

R. Ela foi importante para consumar o Plano de Salvação que, elaborado na eternidade, foi concretizado na plenitude do tempo.

3. Por que a nossa fé seria vã se Cristo não tivesse ressuscitado?

R. Porque a ressurreição estaria fundamentada numa mitologia criada pelos discípulos e não como um fato histórico. Então, estaríamos perdidos em pecado.

4. Segundo a lição, quando de fato teve início a glorificação de Nosso Senhor?

R. Na sua ressurreição.

5. Descreva, com as suas palavras, o Cristo glorificado conforme visto pelo apóstolo João em Patmos.

R. Resposta livre.

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