4º Trimestre de 2007

 

Data: 21 de Outubro de 2007

TEXTO ÁUREO

“E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.21).

VERDADE PRÁTICA

A promessa da salvação abre as portas para o cumprimento de todas as demais promessas de Deus para nós.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 3.15

A salvação predita por Deus

Terça – Is 61.1-3

A salvação anunciada pelos profetas

Quarta – Lc 2.30-32

A salvação vista por Simeão

Quinta – Lc 4.14-21

A salvação presente entre os judeus

Sexta – Jo 19.16-30

A salvação consumada na cruz

Sábado – Rm 1.16,17

A salvação anunciada pela Igreja

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 1.18-23.

18 – Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.

19 – Então, José, seu marido, como era Justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.

20 – E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.

21 – E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

22 – Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:

23 – Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco).

INTERAÇÃO

Professor, a lição desta semana trata da mais importante de todas as promessas divinas: A Promessa da Salvação. Essa bendita e gloriosa dádiva é a fonte mediante a qual todas as bênçãos espirituais são comunicadas ao crente (Ef 1.3). Antes de ministrar a lição, ore a Deus pela conversão e salvação de seus alunos. Preocupe-se com a vida espiritual de cada um deles, até que todos cheguem “à unidade da fé e à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13). Que Deus o abençoe!

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Descrever a promessa divina da salvação.
Aceitar o plano divino da salvação em Cristo.
Conscientizar se da necessidade da salvação pessoal.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, existem muitas formas de se estudar a Bíblia. Podemos compreender o texto através do método crítico, sintético, biográfico, devocional, histórico, teológico, gramatical, entre outros. Nos métodos teológico e gramatical, o uso de marcadores ou palavras-chaves auxiliam na compreensão e sintetização dos assuntos pesquisados. Nesta lição, temos quatro palavras-chaves: predição, manifestação, consumação e anunciação (observe a Leitura Diária). A predição descreve a promessa no AT. A manifestação a encarnação do Verbo. A consumação o sacrifício vicário, e a anunciação, a missão integral da igreja. Use o gráfico abaixo para ilustrar o progresso da promessa salvífica na Bíblia.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Salvação: Conjunto das ações salvíficas de Cristo para redimir o homem de seus pecados.

A promessa da salvação é, para os crentes, a mais preciosa de todas as promessas das Escrituras. Ela é a maior prova da misericórdia de Deus e de seu infinito amor para com o homem ao providenciar-lhe o meio eficaz para que este fosse redimido dos seus pecados e obtivesse a certeza da vida eterna (Jo 5.24; 6.47; Ap 22.17). Essa é a sublime promessa que abre a porta para o cumprimento de todas as demais promessas de Deus em nossa vida.

I. A NECESSIDADE DA PROMESSA

1. A razão da promessa. A queda, como registrada em Gênesis, trouxe transtornos e males irreparáveis para a raça humana (Gn 3.17-19; Cl 3.21). Toda natureza passou a sofrer as consequências do pecado, que introduziu a morte no mundo e destituiu o homem de sua perfeita comunhão com o Criador (Gn 3.16-19). Entenda-se morte, aqui, não apenas como a separação física dos entes queridos, mas, sobretudo, a separação espiritual e eterna de Deus (Rm 5.12). Esse é o efeito mais dramático da desobediência de nossos primeiros pais, já que Deus não os criou para a morte, mas para a vida. É tanto que a luta pela sobrevivência é algo inato em qualquer ser humano. Sua expulsão do Jardim do Éden, todavia, é o símbolo perfeito dessa perda (Gn 3.22-24).

2. A origem da promessa. Deus, em seu infinito amor, presciência e soberania, como Senhor da história, proveu o Cordeiro para remir a humanidade perdida (Ap 13.8; 1 Pe 1.20). Seu primeiro ato após a entrada do pecado no mundo foi imolar um animal, derramar seu sangue e com a pele providenciar vestes para o primeiro casal (Gn 3.21). Sangue fala do meio para a redenção e vestes dos resultados, isto é, o usufruto da salvação (cf. Is 61.10; Jó 29.14; Ap 19.8; 3.18).

Com isso, estava inaugurada a era dos tipos, no Antigo Testamento (Cl 2.17; Hb 8.1-3), que apontaram ao longo das Escrituras para o grande momento da encarnação de Cristo, tal qual descrito por Mateus, na leitura bíblica em classe: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).

Deus é bom e justo (Sl 145.17). Ao mesmo tempo em que, no Éden aplicou sua justiça aos culpados, também demonstrou seu amor, como se vêem Gênesis 3.15-21. Por isso, o Cordeiro de Deus é exaltado na consumação dos séculos (Ap 5.6-14).

3. O propósito da promessa. A promessa divina da salvação compreende: a) a redenção do homem da escravidão do pecado b) a restauração da sua comunhão com Deus; e (c) a segurança da vida eterna com o Senhor na glória (Jo 5.24; 10.28,29; 6.37). Qualquer pecador pode ser salvo aqui e agora. Basta apenas arrepender-se de seus pecados e crer na suficiência da graça manifestada em Cristo Jesus (Rm 10.8-10).

E importante frisar esse ponto porque, infelizmente, há em alguns segmentos evangélicos uma mentalidade herética de que é preciso o pecador cumprir algum tipo de ritual para alcançar os benefícios da graça de Deus. Alguns desses rituais são: listar todos os pecados conhecidos, confessá-los nome por nome a algum preposto sacerdotal, “queimar” esses pecados em fogueiras, quebrar as chamadas maldições hereditárias e passar por um processo de catarse emocional, como se este, sim, fosse o grande segredo guardado a sete chaves para a obtenção da salvação. Ora, a obra completa da salvação já foi consumada na cruz! É perfeita e não precisa de nenhum adendo! (1 Pe 2.24; Cl 1.20; Is 53.4,5,12).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A origem da promessa salvífica é o próprio Deus que, em função da Queda, propôs em Cristo um plano para redimir o homem da escravidão do pecado.

II. O CAMINHO DA PROMESSA

1. A promessa através da Bíblia. A promessa da salvação pontilha as Escrituras desde Gênesis, seja através dos tipos do Pentateuco, seja através dos personagens típicos que apontavam para a salvação, ou através dos conteúdos proféticos que apontavam para o dia em que Cristo nasceria de uma virgem, concebido pelo poder do Espírito Santo (v.18; Mt 1.21-23).

Em determinados episódios bíblicos, como, por exemplo, o milagroso livramento de Raabe da destruição das muralhas de Jericó (Js 2.1-24: 6.17-25), a saga do casamento de Rute com Boaz (Rt 4.1-22), o ato destemido de Maria, viajando nos dias finais da sua gravidez de Nazaré para Belém, em cumprimento do vaticínio do profeta Miquéias (Mq 5.2), a promessa da salvação é reafirmada na história humana como um ato soberano da parte de Deus em favor do homem. É maravilhoso perceber isso em cada parte do Antigo Testamento. É reconfortante para a nossa fé!

2. A promessa concretizada. Antes de descrever o cenário da promessa da salvação com o nascimento de Cristo, Mateus faz questão de destacar a sua genealogia, no capítulo primeiro do seu livro, para deixar claro que esse acontecimento era o fiel cumprimento do que fora várias vezes reiterado nas profecias do Antigo Testamento. Veja que o próprio Deus cuidou para que José compreendesse a singularidade daquele evento de tal maneira que ele soube portar-se com zelo em seu cuidado para com Maria e em seu amor paternal (v.20).

Cristo, portanto, veio cumprir, na plenitude dos tempos, a promessa da salvação prefigurada no primeiro sacrifício realizado no Jardim do Éden e anunciada no primeiro pacto entre Deus e o homem registrado na Bíblia (Gl 4.4,5). Vale ressaltar, inclusive, que essa promessa fica explícita na própria anunciação, quando o anjo declara a José: “E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (v.21). Este é o sentido do vocábulo Jesus. Ele é a nossa salvação prometida!

SINOPSE DO TÓPICO (II)

No Antigo Testamento a promessa salvífica é apenas uma expectativa, mas em o Novo é um fato concreto através da encarnação, morte e ressurreição de Cristo Jesus.

III. O ALCANCE DA PROMESSA

1. O caráter peculiar da promessa. A divina promessa da salvação não é um complexo conceito teológico que mais afasta o homem de Deus do que dEle o aproxima. Essa promessa tem a ver com o recomeço do relacionamento com Deus desfeito pelo pecado e o recebimento de todas as bênçãos inerentes a ela nesta vida e no porvir.

A salvação implica, portanto, viver continuamente na presença de Deus, experimentar a sua graça aqui e agora e permanecer desfrutando de comunhão perfeita quando chegarmos ao céu. Desse modo, o contínuo e crescente relacionamento com Deus é o ponto culminante da promessa da salvação.

Este relacionamento começa a partir do momento em que livremente reconhecemos a promessa e aceitamos a Cristo como o meio de nossa reconciliação com Deus (Os 6.3; Rm 5.8-11; 2 Co 5.18,19). É o instante em que somos justificados (Rm 5.1; 16-19), regenerados (Tt 3.5) e nos tornamos santos segundo Deus (1 Co 1.2; Fp 1.1) e, ao mesmo tempo, buscamos, segundo a Palavra, a santificação diária pelo poder da graça de Deus (Rm 6.1-22; 2 Co 6.14-18; 7.1; 1 Tm 5.22). Fujamos, portanto, de todo e qualquer movimento que retira a eficácia da maravilhosa promessa da salvação em Cristo para pô-la em ritos que nada mais são do que fruto de corações vaidosos e arrogantes.

2. O caráter universal da promessa. A promessa da salvação foi feita indistintamente a todos. Esta é a razão pela qual o evangelho precisa ser pregado a todos os povos (Mt 28.16-20). A universalidade da promessa não significa, todavia, que todos serão salvos ao acaso. A vontade de Deus é que todos obtenham a salvação e cheguem ao conhecimento da Verdade (1 Tm 2.3,4).

O importante é que tudo já está pronto e preparado por Deus, mediante a encarnação do Verbo Divino e seu perfeito sacrifício expiador, que não exige de nós nada em troca a não ser a nossa convicta fé nEle, para a salvação, e como resultado desse ato, vivermos em novidade de vida (2 Co 5.17; Rm 6.4).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A salvação não é conceito para a mente, mas um relacionamento íntimo com Deus através de Cristo. O convite à salvação é universal, sendo Cristo o centro da mensagem.

CONCLUSÃO

A promessa da salvação é, portanto, a porta de entrada para uma vida cristã frutífera consoante o propósito de Deus para o homem. Ela é parte essencial daquilo que Ele planejou para a raça humana até o tempo da restauração de todas as coisas (At 3.21). Ela também descortina ao crente a gloriosa promessa do batismo no Espírito Santo, que será o tema da nossa próxima lição.

VOCABULÁRIO

Catarse: Purgação, purificação, limpeza.
Imolar: Oferecer em sacrifício; sacrificar.
Usufruto: Ato ou efeito de usufruir; fruição; Aquilo que se usufrui.
Vaticinar: Profetizar, predizer; prenunciar, adivinhar.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ANDRADE, C. As verdades centrais da fé cristã. RJ: CPAD, 2006.
BERGSTÉN, E. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2005.

EXERCÍCIOS

1. Descreva algumas consequências da Queda.

R. A morte no mundo e a destituição do homem de sua perfeita comunhão com o Criador.

2. Além de criar o homem, o que Deus lhe providenciou?

R. O Cordeiro para remir a humanidade perdida.

3. Descreva os elementos da Antiga Aliança que apontavam para a salvação em Cristo.

R. Os tipos bíblicos e conteúdos proféticos que apontavam para o dia em que Cristo nasceria.

4. O que Cristo veio cumprir na plenitude dos tempos?

R. A promessa da salvação prefigurada no primeiro sacrifício realizado no Jardim do Éden e anunciada no primeiro pacto entre Deus e o homem registrado na Bíblia.

5. O que implica a salvação?

R. Viver continuamente na presença de Deus, experimentar a sua graça aqui e agora e permanecer desfrutando de comunhão perfeita quando chegarmos ao céu.

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