2 de fevereiro de 2020




Texto Áureo

“Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?” (Ml 2.10)

Verdade Prática

Apesar das muitas línguas, povos e nações, toda a humanidade provém de um único casal: Adão e Eva; nesse sentido, somos todos irmãos.

Leitura diária

Segunda – At 17.26: Todos somos filhos de Adão e Eva

Terça – Ml 2.10: Em Adão e Eva, somos todos os irmãos

Quarta – Gn 11.1: A unidade linguística primitiva

Quinta – Rm 5.12: Em Adão, todos pecaram

Sexta – Jo 3.16: Em Jesus, todos podem ser salvos

Sábado – Rm 10.12: Em Jesus, todos somos um

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 17.22-28

22- E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;

23- porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: Ao Deus Desconhecido. Esse, pois, que vós honrais não o conhecendo é o que eu vos anuncio.

24- O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens.

25- Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas;

26 – e de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação,

27- para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós;

28- porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.

HINOS SUGERIDOS: 45, 382, 453

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I – Apresentar a unidade racial do ser humano;

II – Discorrer sobre a unidade linguística original da humanidade;

III – Refletir sobre a unidade em Cristo.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Palavra de Deus nos mostra que o ser humano originou-se de um casal, Adão e Eva. Por isso, eles são os nossos pais. O pecado cometido pelo casal atingiu a humanidade inteira. Entretanto, em Cristo, o homem perfeito, fomos regenerados e reconciliados com Pai. Tornamo-nos parte de uma grande comunidade espiritual a qual o nosso Senhor fundou: a Igreja.

   Esta lição nos mostra que a humanidade tem um tronco comum: Adão e Eva. A unidade humana está ligada ao primeiro casal e carrega consigo a imagem de Deus fundida no homem e na mulher. Tudo originou em Deus. E, nossa história, originou do primeiro casal.

PONTO CENTRAL

Toda humanidade provém de um único casal: Adão e Eva.

INTRODUÇÃO

Na aula de hoje, estudaremos a unidade racial, linguística e divina do ser humano. Constataremos que, apesar da diversidade de línguas, povos e nações, toda a humanidade tem uma única origem. Fomos criados por Deus e provimos de um único casal – Adão e Eva. E, no princípio, conforme veremos, todos falávamos um único idioma. Nesse sentido, todos os seres humanos são irmãos.

   A unidade genética da humanidade traz uma implicação doutrinária muito importante. No primeiro Adão, todos pecamos e fomos destituídos da glória divina. Todavia, em Jesus Cristo, o homem perfeito e Último Adão, todos, sem exceção, podem ser salvos e reconciliados com Deus.

   Concentremo-nos, pois, nesta lição, e que o Espírito Santo nos ilumine a entender melhor as belezas e mistérios da Palavra de Deus.

I – A UNIDADE RACIAL DO SER HUMANO

Neste tópico, veremos os seguintes assuntos: a origem divina do homem e a sua unidade racial e psicológica. Essa doutrina é suficiente, em si mesma, para destruir as bases ateias e anticristãs do evolucionismo.

  1. A origem divina do ser humano. Embora o homem não seja divino, a sua origem é inconfundivelmente divina, pois a sua criação foi decretada e executada por Deus (Gn 1.26-30; 2.7). Portanto, o aparecimento do ser humano, no Universo, deve-se a um ato criativo do Todo-Poderoso, e não a um processo de evolução.

   2. A unidade racial do ser humano. Ao contrário do que narram as mitologias pagãs, a Bíblia Sagrada afirma que todos os homens, apesar de sua diversidade racial e linguística, provêm de um único tronco genético: Adão e Eva (At 17.26). Logo, existe apenas uma única raça humana (Ml 2.10). O racismo, por conseguinte, é uma distorção maligna do ensino bíblico quanto à unidade genética do ser humano.

    3. A unidade psicológica do ser humano. Conquanto diversos cultural e etnicamente, os seres humanos demonstram possuir uma unidade psicológica comum (1 Rs 8.46; Ec 7.20; Rm 15.12). Enfim, todos os homens têm uma herança psicológica e emocional comum. As reações podem ser diversas, dependendo da educação e da cultura de cada povo, mas as bases psicológicas, repito, são comuns.

SÍNTESE DO TÓPICO I

A origem divina do homem, a sua unidade racial e psicológica corroboram a unidade humana.




SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Você pode aproveitar a introdução desta lição e refletir acerca da integralidade humana. Pergunte a classe como ela vê o ser humano? Ele é só espiritual? Ele é só corpo? E a questão psíquica? Para fazer essa reflexão leve em conta o seguinte texto: “Os estudiosos cristãos os campos da psicologia e sociologia lembra-nos constantemente de que a Bíblia não é um livro de ciência. É um relato de Deus e seu relacionamento com a criação. É um livro de histórias, ensinos e exemplos de vida. Muitos destes estudiosos traduziram e interpretaram passagens bíblicas para compor descrições da natureza humana. Porquanto não tenham alcançado unanimidade, parecem estar convergindo para as seguintes conclusões: Para começar, a Bíblia oferece um modelo psicossocial (ou seja, pessoal e relacional) geral do ser humano. A natureza humana é uma unidade psicofisica (ou seja, carne animada pela alma). As referências ao corpo e à pessoa interior não indicam partes separadas; antes parecem referir-se a certas funções da natureza humana. O corpo é o aspecto do nosso ser consciente do mundo. Foi criado por Deus e não deve ser considerado mau em si mesmo. Não temos corpo. Somos corpo. Como Vincent Rush destacou: ”O corpo é tanto quanto a ‘pessoa’ é a alma”‘ (PALMER, Michael D. (Ed.). Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.212-13).

II – A UNIDADE LINGUÍSTICA ORIGINAL DA HUMANIDADE

   Veremos, agora, como o idioma falado pelos seres humanos, desde Adão até Noé, veio a perder-se e como podemos identificá-lo, hoje, nas línguas e dialetos falados no mundo.

   1. A língua original da humanidade. A fala é um dos maiores dons que Deus comunicou pessoalmente a Adão, pois ambos conversavam diariamente (Gn 3.8). O primeiro homem dominava tão bem a arte do falar, que veio a recepcionar a sua esposa com um poema admirável (Gn 2.23).

    No capítulo três de Gênesis, Deus chamou Adão e Eva à responsabilidade através de um diálogo de altíssimo nível; nossos pais não ficaram na ignorância quanto às consequências da queda, pois estavam perfeitamente habilitados, em termos verbais, a compreender o Criador.

    A língua falada por Adão e seus descendentes imediatos, até Noé, não era o hebraico. Mesmo porque, o idioma falado pelos israelitas só viria a formar-se, em termos definitivos, bem mais tarde.

   2. A confusão linguística em Babel. Após o Dilúvio, os filhos de Noé concentraram-se em Sinear, e, ali, intentaram criar um Estado secular e ateu, para contrariar frontalmente os mandamentos divinos quanto ao povoamento da Terra (Gn 11.1-3). Como todos falavam uma única língua, lograram avançar em seus projetos, provocando uma enérgica intervenção divina (Gn 11.7). A fim de que os homens não prosseguissem nesse intento maligno, o Senhor confundiu-lhes a língua e dispersou-os por toda a terra.

   Essa é a origem das línguas e dialetos existentes hoje no mundo.

    3. Indícios da linguagem primitiva. Apesar dos muitos idiomas existentes atualmente no mundo, é possível constatar, através de um estudo histórico e comparativo, que todos eles provieram de um tronco linguístico comum. Mesmo entre os idiomas mais afastados entre si, como o português e o chinês, é possível encontrar um elo, às vezes, frágil, que os liga à torre de Babel.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Houve uma língua primeva, seguida de uma confusão linguística. Mas é possível perceber seus indícios nos diversos idiomas presentes.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Confusão de línguas (11.1-9). […] Há ironia no monólogo do Senhor. Os povos estavam unidos, tinham comunicação aberta entre si, contudo arruinaram estas bênçãos em rebelião contra o Criador. Deus não permitiria ser ignorado, e a loucura da ilusão humana de que posses e atividades criativas eram insuperáveis não ficaria sem confrontação.

    O julgamento de Deus logo manifestou estas ilusões. Para demonstrar que a unidade humana era superficial sem Deus, Ele introduziu confusão de som na língua humana. Imediatamente estabeleceu-se o caos. O grande projeto foi abandonado e a sociedade unida, mas sem temor de Deus, foi despedaçada em segmentos confusos. Em hebraico, um jogo de palavras no versículo 9 é pungente. Babel (9) significa ‘confusão’ e a diversidade de línguas resultou em balbucios ou fala ininteligível” (Comentário Bíblico Beacon: Gênesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, p.55).

Ill – EM CRISTO, TODOS SOMOS UM

A unidade humana não se dá apenas em termos raciais e linguísticos. Conforme veremos neste tópico, todos os seres humanos acham-se ligados em Adão quanto ao pecado e, também, quanto à redenção.

   1. O pecado universal de Adão. Afirma o apóstolo Paulo que, através de um só homem, o pecado foi introduzido no mundo (Rm 5.12). E, conquanto o pecado de Adão fosse particular, suas consequências foram universais, porque ele é o pai e o representante de todos os seres humanos. Eis porque todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus (Rm 3.23).

   Todos os seres humanos acham–se ligados, entre si, pela transgressão de Adão e Eva, nossos primeiros pais.

   2. As consequências universais do pecado de Adão. A consequência imediata do pecado de Adão foi a sua morte espiritual; a quebra de sua perfeita comunhão com Deus (Gn 3.23,24). Além da morte espiritual, o homem experimentaria também a morte física. Haja vista o caso do próprio Adão. Não obstante ter vivido até aos 930 anos, veio a experimentar a morte (Gn 5.5).

    A morte, portanto, é uma experiência comum a todos os homens, porque todos os homens, em Adão, pecaram e foram expostos à fraqueza e à morte (Rm 3.23).

    3. Em Jesus Cristo, o segundo Adão, todos podemos ser salvos. As consequências do pecado de Adão foram desfeitas por Jesus Cristo, que, na Epístola de Paulo aos Romanos, é identificado como o Último Adão (1 Co 15.45; Rm 5.15). Através de sua morte, Ele venceu a morte, resgatando-nos completamente do pecado (Ef 2.15).

   Hoje, por conseguinte, o nosso elo, com todas as famílias de Adão, não se dá apenas em termos genéticos ou linguísticos, mas de igual modo pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. NEle, os que receberam a fé constituem uma única família – a família dos santos (1 Co 12.13).

SÍNTESE DO TÓPICO III

Todos os seres humanos acham-se ligados em Adão quanto ao pecado e, também, quanto à redenção por meio de Cristo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“As Escrituras também ensinam que todo ser humano, individualmente, é pecaminoso em algum sentido. Desde os tempos no Éden, o pecado tem ocorrido dentro de grupos. O pecado é claramente encorajado pelas atividades em grupo. A sociedade contemporânea é uma sementeira de tendências baseadas em capacidade (desde a vida embrionária), sexo, raça, antecedentes étnicos, religião, preferência sexual e até mesmo em posição política.

    […] As Escrituras ensinam que os efeitos do pecado se encontram até mesmo na criação não-humana. A maldição de Gênesis 3.17,18 marca o início desse mal, e Romanos 8.19-22 declara o estado desordenado da natureza. A criação geme, esperando a consumação. A palavra grega mataiotês (‘frustração’, ‘vazio’, Rm 8.20) descreve a inutilidade de um objeto totalmente separado de seu propósito original e sintetiza a futilidade do estado presente do próprio Universo. 0 pensamento divino aqui pode abranger tudo, desde plantas e animas a quarks e galáxias” (HORTON, Stanley (Ed). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.293).




CONCLUSÃO

Nesta lição, aprendemos que todos os povos da terra, apesar de sua diversidade étnica, cultural e linguística, formam uma única família, porquanto todos viemos de Adão e Eva. Por esse motivo, o verdadeiro cristão não aceita ideologias racistas. Afinal, como vimos, existe apenas uma raça. Nesse sentido, repito, todos os homens são irmãos.

    Em Jesus Cristo, nossa comunhão uns com os outros torna-se ainda mais forte. Na Igreja, todos somos um, formando um só corpo. Aleluia!

PARA REFLETIR

A respeito de “A Unidade da Raça Humana”, responda:

•        A que se deve o aparecimento do ser humano no Universo?

O aparecimento do ser humano, no Universo, deve-se a um ato criativo do Todo-Poderoso, e não a um processo de evolução.

•        Segundo a Escritura, existe mais de uma raça?

Ao contrário do que narram as mitologias pagãs, a Bíblia Sagrada afirma que todos os homens, apesar de sua diversidade racial e linguística, provêm de um único tronco genético: Adão e Eva (At 17.26). Logo, existe apenas uma única raça humana (Ml 2.10).

•        Qual a origem dos diversos idiomas?

A fim de que os homens não prosseguissem nesse intento maligno, o Senhor confundiu-lhes a língua e dispersou-os por toda a terra. Essa é a origem das línguas e dialetos existentes hoje no mundo.

•        Por que todos pecamos em Adão?

E, conquanto o pecado de Adão fosse particular, suas consequências foram universais, porque ele é o pai e o representante de todos os seres humanos.

•        Como Cristo desfez o pecado de Adão?

Através de sua morte, Ele venceu a morte, resgatando-nos completamente do pecado (Ef 2.15).

fonte: cpad

5 opiniões sobre “Lição 5 – A Unidade da Raça Humana”

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