TEXTO ÁUREO

“Na qual vontade temos sido santificados peia oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.” (Hb 10.10)

VERDADE PRÁTICA

Os holocaustos da Antiga Aliança eram transitórios e imperfeitos, mas o sacrifício de Jesus Cristo é perfeito e eterno, porque Ele morreu e ressuscitou eficazmente por toda a humanidade.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lv 1.9: O cheiro suave do holocausto

Terça – 1 Sm 6.14: O holocausto como ação de graças

Quarta – Sl 40.6: O holocausto, figura da morte de Cristo

Quinta – Gn 8.20: O holocausto de Noé

Sexta – Gn 22.13: O holocausto de Abraão

Sábado – Fp 4.18: A oferenda dos filipenses

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 1.1-9

1 – E chamou o SENHOR a Moisés e falou com ele da tenda da congregação, dizendo:

2 – Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecereis as vossas ofertas de gado, de vacas e de ovelhas.

3 – Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem mancha; ŕ porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o SENHOR.

4 – E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito por ele, para a sua expiação.

5 – Depois, degolará o bezerro perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue e espargirão o sangue ŕ roda sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação.

6 – Então, esfolará o holocausto e o partirá nos seus pedaços.

7 – E os filhos de Arão, os sacerdotes, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo.

8 – Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho, sobre a lenha que está no fogo em cima do altar.

9 – Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo isto queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR.

OBJETIVO GERAL

Conscientizar de que os holocaustos da Antiga Aliança eram transitórios e imperfeitos, mas o sacrifício de Jesus Cristo é perfeito e eterno.

HINOS SUGERIDOS: 29, 192, 236 da Harpa Cristã


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1.  Mostrar que o holocausto é o sacrifício mais antigo;

  2. Discutir a respeito do holocausto na história de Israel;

III.    Compreender que Jesus Cristo é o holocausto perfeito.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor (a), na lição de hoje estudaremos a respeito do holocausto. É importante que você conheça e compreenda o significado desse termo. A palavra holocausto vem do grego holokauston, de hólos, completo + kaio, eu queimo. O holocausto é um tema frequente e relevante no Antigo Testamento, por isso o livro de Levítico inicia com as instruções divina conferidas a Moisés a respeito dos sacrifícios que seriam oferecidos no Tabernáculo. Levítico mostra o tipo de sacrifício e a forma como deveria ser apresentado ao Senhor.

O Deus que tudo criou precisava do sangue de animais? Não! Tudo é dEle, contudo  os holocaustos apontavam para o plano perfeito da salvação que o Pai já havia preparado antes da fundação do mundo. Eles expunham a verdade de que Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, morreria em nosso lugar. Seu sacrifício foi perfeito, único e superior a todos os holocaustos já oferecidos. Que você aproveite cada tópico da lição para juntamente com seus alunos refletir a respeito do sacrifico perfeito de Cristo que foi realizado em nosso favor.

INTRODUÇÃO

Apesar da glória e da simbologia do holocausto, os profetas não demoraram a revelar a transitoriedade desse ritual levítico. Eles sabiam que, embora a oferenda fosse eficiente como tipo de um sacrifício melhor e definitivo, não era eficaz, em si mesma, para redimir o pecador. Por isso, o holocausto tinha de ser oferecido, pela fé, com os olhos postos no Calvário.

Conforme veremos nesta lição, o Senhor Jesus Cristo, ao encarnar-se, tornou-se o holocausto perfeito, para resgatar-nos de nossos pecados, tornando-nos propícios ao Pai. Ele é o Holocausto dos holocaustos.

PONTO CENTRAL

Os sacrifícios do AT apontavam para o sacrifício perfeito de Jesus.

I – O HOLOCAUSTO, O SACRIFÍCIO MAIS ANTIGO

O holocausto não foi estabelecido por Moisés, nem surgiu durante a peregrinação de Israel, no Sinai. Praticado desde a queda de Adão, foi observado até a destruição do segundo Templo em 70 d.C.

  1. Definição de holocausto.

O termo holocausto provém do vocábulo hebraico olah, que, entre outras coisas, significa: ascender ou ir para cima. É uma referência tanto à fumaça da oferta queimada que subia, como a essência dessa mesma oferta que se elevava às narinas do Senhor como cheiro agradável (Lv 1.9).

O holocausto era o primeiro e mais importante sacrifício do culto divino no Antigo Testamento (Lv 1.1-3). Consistindo no oferecimento de aves e de animais, a oferenda implicava a queima total da vítima, como sacrifício incondicional ao Senhor (Lv 1.9). Era a oferta que abria as solenidades diárias, sabáticas, mensais e anuais do calendário levítico. A cerimônia era conhecida também como oferta queimada.

Simbolicamente, Paulo considerou a atitude dos irmãos filipenses, em favor da obra missionária, como holocausto de aroma suave (Fp 4.18).

  1. Objetivos do holocausto.

Dois eram os principais objetivos do holocausto: tornar o homem propício a Deus, e aprofundar a comunhão de Israel com o Senhor (Lv. 1.9).

O holocausto não era oferecido apenas pela culpa do pecado; era ofertado também como ação de graças a Deus por uma vitória alcançada (Lv 1.4; cf. 1 Sm 6.14). O sacrifício representava, ainda, uma oração dramática que o adorador, através do sacerdote, endereçava ao Senhor (Sl 116.17). Todavia, o ritual, para ter validade, tinha de ser oferecido com fé e confiança na intervenção divina.

  1. A tipologia do holocausto.

Os profetas sabiam que os sacrifícios do Antigo Testamento eram transitórios, e que uma aliança superior e definitiva já havia sido providenciada por Deus (Jr.31.31-33). Davi, por exemplo, estava ciente de que o holocausto apontava para um sacrifício melhor (Sl 40.6; Hb 10.8). Mais adiante, voltaremos ao assunto.

SÍNTESE DO TÓPICO I

O holocausto é a oferta principal e mais antiga do Antigo Testamento.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

A Origem dos Sacrifícios

Em relação à origem dos sacrifícios, existem duas opiniões:

(1) que eles têm sua origem nos homens, e que Israel apenas reorganizou e adaptou os costumes de outras religiões, quando inaugurou seu sistema sacrificial; e

(2) que os sacrifícios foram instituídos por Adão e seus descendentes em resposta a uma revelação de Deus. É possível que o primeiro ato sacrificial em Gênesis tenha ocorrido quando Deus vestiu Adão e Eva com peles para cobrir sua nudez (Gn 3.21). O segundo sacrifício mencionado foi o de Caim, que veio com uma oferta do ‘fruto da terra’, isto é, daquilo que havia produzido, expressando sua satisfação e orgulho. Entretanto, seu irmão Abel ‘trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura’ como forma de expressar a contrição de seu coração, o arrependimento e a necessidade da expiação de seus pecados (Gn 4.3,4). Também é possível que a razão do sacrifício de Abel ter sido agradável a Deus, em contraste com sua rejeição ao sacrifício de Caim, tenha sido o fato de Abel ter trazido o que tinha de melhor enquanto Caim simplesmente obedeceu aos procedimentos estabelecidos. Em Romanos 1.21, Paulo refere-se à revelação e ao conhecimento inicial que os patriarcas tinham a respeito de Deus, e explica a apostasia e o pecado dos homens do seguinte modo: ‘Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças’. […]Depois do Dilúvio, ‘edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar’ (Gn 8.20). Muito tempo antes de Moisés, os patriarcas Abrão, Isaque e Jacó também ofereceram verdadeiros sacrifícios. Um grande avanço na organização e na diferenciação dos sacrifícios ocorreu com a entrega da lei no Monte Sinai. Um estudo dos diferentes sacrifícios indicados revela seu desenvolvimento final, visando atender às necessidades do indivíduo e da comunidade (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 1723).




 

II – O HOLOCAUSTO NA HISTÓRIA DE ISRAEL

A oferenda de holocaustos pode ser encontrada nos três principais períodos da história de Israel no Antigo Testamento: patriarcal, mosaico e nacional.

  1. No período patriarcal.

O sacrifício dos patriarcas Noé e Abraão (Gn 8.20; 22.13) foi apresentado de acordo com a oferenda, ou seja, um holocausto, que Abel ofereceu ao Senhor. Por isso a oferenda pode ser considerada a mais antiga da história sagrada (Gn 4.4).

  1. No período mosaico.

Após a saída dos filhos de Israel do Egito, o Senhor instruiu Moisés a sistematizar o culto divino, a fim de evitar impurezas e práticas pagãs. Quanto ao holocausto, por exemplo, apesar de já ser uma tradição na comunidade hebreia, teria de ser oferecido, a seguir, segundo critérios e normas bem definidos. Seria exigido, por exemplo, um altar apropriado para as ofertas queimadas (Êx 31.9). Como pode ser visto nas especificações da cerimônia nos capítulos de 1 a 6 de Levítico.

Portanto, tudo seria executado de conformidade com as regras estabelecidas por Deus. Caso contrário, os israelitas corriam o risco de se enveredar pelas idolatrias egípcias e cananeias.

  1. No período nacional.

Após a conquista de Israel, os holocaustos continuaram a ser oferecidos ao Senhor por vários motivos. Josué celebrou uma importante vitória sobre os cananeus com ofertas queimadas e pacíficas (Js 8.31). Gideão, ao ser comissionado pelo Senhor para libertar Israel, adorou-o com igual oferenda (Jz 6.26). Quanto a Samuel, ofereceu ao Senhor o mesmo sacrifício, antecipando uma grande vitória sobre os filisteus (1 Sm 13.9,10). A reforma de Ezequias também foi marcada por holocaustos (2 Cr 29.7-35).

Após o retorno do exílio, os judeus, agradecidos a Deus pela restauração de seu culto, também apresentaram-lhe ofertas queimadas (Ed 8.35).

Ao aproximar-se do Senhor com uma oferta queimada, o crente hebreu mostrava, através desse rito, a sua disposição de entregar, não somente a vítima ao Senhor, como também a si mesmo. O Salmo 51 revela tal voluntariedade no Rei Davi.

Todos esses holocaustos prefiguravam a vinda de Jesus Cristo, o sacrifício vicário perfeito.

SÍNTESE DO TÓPICO II

O holocausto faz parte da história de Israel.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Sacrifícios para todo Israel

Sacrifícios regulares deveriam ser realizados pelos sacerdotes do Tabernáculo, enquanto estavam no deserto e em Siló e, mais tarde, no Templo. Eram oferecidos de manhã e à tarde, e cada um deles consistia de um cordeiro de um ano como oferta queimada, um décimo de um efa de farinha como oferta de manjares, e um quarto de um him de vinho como libação (Nm 28.3-8).

No sábado, todas as ofertas diárias deveriam ser dobradas (Nm 28.9; Lv 24.8). Devemos nos lembrar de que todos os outros sacrifícios, para toda a nação de Israel, também faziam parte dos sacrifícios diários e não os suplementavam. Na lua nova as ofertas deveriam ser de dois bezerros, um carneiro, sete cordeiros, três décimos de um efa de farinha para cada bezerro, duas para o carneiro e uma para cada cordeiro, mais uma oferta líquida (libação), e um cabrito das cabras como oferta pelos pecados (Nm 28.11-15)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 1724).

III – JESUS CRISTO, O HOLOCAUSTO PERFEITO

A fim de que o Filho de Deus se tornasse o nosso holocausto perfeito, três coisas foram-lhe necessárias: a encarnação, o sofrimento e, finalmente, a morte e ressurreição.

  1. A encarnação de Cristo.

A encarnação de Cristo foi o cumprimento cabal e perfeito da profecia de Davi: “Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste” (Sl 40.6).

O Messias reconhece, através do Salmista, que os holocaustos são ineficazes, em si mesmos, para redimir o pecador. Eis por que Ele, o Filho de Deus, apresentou-se como a oferta e o ofertante, para resgatar eficazmente a humanidade (Hb 10.1-10). Nessa condição, Jesus Cristo foi provado em todas as coisas, exceto no pecado, a fim de mostrar a eficácia de seu maravilhoso, eterno e definitivo sacrifício (Hb 9.26).

  1. O sofrimento de Cristo.

Assim como a vítima do holocausto era, antes de ser queimada, repartida em pedaços, o Senhor Jesus foi submetido a todos os sofrimentos, angústias e dores (Is 53). Diz o profeta que o Ungido de Deus sabia o que era padecer. O autor da Epístola aos Hebreus afirma, por sua vez, que o Senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, apresentou ao Pai, constantes clamores e lágrimas (Hb 5.7).

Jesus Cristo foi duramente provado em todas as coisas. Mas, vencendo-as, apresentou um testemunho fiel e poderoso na Terra, nos Céus e no próprio Inferno (Fp 2.9-11).

Na condição de Cordeiro de Deus, o Holocausto dos holocaustos, Ele reunia, em si, o cumprimento de todas as ofertas, oferendas e sacrifícios do livro de Levítico (Jo 1.29). No Apocalipse, o Leão da tribo de Judá ainda é glorificado como o Cordeiro que foi morto em nosso lugar (Ap 5.6).

  1. A morte e ressurreição de Cristo.

O auge do sofrimento de Jesus Cristo, como o nosso perfeitíssimo holocausto, foi a sua morte no Calvário. Ele foi morto e sepultado (Mt 27.59-66). Mas, no terceiro dia, eis que ressurge dos mortos como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Mt 28.1-10). Com a sua ressurreição, Jesus plenifica o sacrifício perfeito, como ofertante e oferta (Hb 9.27,28). Ele é o Holocausto dos holocaustos. Aleluia!

SÍNTESE DO TÓPICO III

Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, é o sacrifício perfeito.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Cristo a perfeita oferta

“Foi ele, o consagrado, que disse: ‘Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração’ (Sl 40.8); ‘A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra’ (Jo 4.34); e ‘[…] porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou’ (Jo 5.30). Também em João 17.4, na grande oração sacerdotal, Ele disse: ‘Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer’. Na cruz, uma de suas últimas elocuções foi: ‘Está consumado’. Certamente, a Salvação estava completa para nós. Jesus foi a primeira oferta de holocausto perfeita trazida perante Deus.

Cristo foi a oferta de holocausto. Ele nasceu para que pudéssemos renascer, Ele morreu para que pudéssemos morrer para o pecado e viver nEle, Ele ressuscitou para que pudéssemos conhecer o poder de sua ressurreição em nossas vidas. ‘E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita’ (Rm 8.11) (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1752).




 

CONCLUSÃO

Esta lição faz-nos refletir sobre o sacrifício perfeito de Jesus Cristo. Ele morreu eficazmente por mim e por você. Por essa razão, temos de viver uma vida de santidade e pureza. Somente assim, seremos vistos pelo Pai Celeste como fiéis testemunhas do Evangelho. Não podemos ignorar o sacrifício de Cristo. Se o fizermos, sobre nós recairá o justo e esperado juízo de Deus (Hb 10.26,27).

PARA REFLETIR

A respeito de “Jesus, o Holocausto Perfeito”, responda:

1) O que é o holocausto?

O termo holocausto provém do vocábulo hebraico olah, que, entre outras coisas, significa: ascender ou ir para cima. É uma referência tanto à fumaça da oferta queimada que subia, como a essência dessa mesma oferta que se elevava às narinas do Senhor como cheiro agradável (Lv 1.9).

2) Quando o holocausto começou a ser oferecido?

Praticado desde a queda de Adão.

3) Quais os objetivos do holocausto?

Dois eram os principais objetivos do holocausto: tornar o homem propício a Deus, e aprofundar a comunhão de Israel com o Senhor (Lv. 1.9).

4) Quando o holocausto foi regulamentado em Israel?

Após a saída dos filhos de Israel do Egito, o Senhor instruiu Moisés a sistematizar o culto divino, a fim de evitar impurezas e práticas pagãs.

5) Quem é o nosso perfeito holocausto?

Jesus Cristo.

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