Introdução: O Novo Testamento traz citações de árvores e arbustos que oferecem, simbólica ou literalmente, lições para a vida cristã e diária da humanidade.

1 – “Olhai para os lírios do campo”. Mt 6. 28.

O Mestre de Nazaré, Jesus, está passando um ensino sobre o cuidado de Deus com seus filhos. Está libertando-os das preocupações excessivas pelos interesses do dia-a-dia. Deus cuida de vós, ele está dizendo! O enfoque do Senhor é específico: “Não vos inquieteis”. Mt 6. 31, 34.

Os lírios estão vivos e são belos pela ação de Deus. Não estão abandonados, apesar de estarem afastados da sociedade. A alma tranqüila e confiante tem uma beleza incomparável.

2 – “Nunca mais nasça fruto de ti”. Mt 21. 19.

O juízo final é uma verdade irrefutável. Tem toda pessoa um período de tempo para produzir seus frutos. Se assim não fizer, será julgada, condenada. O juízo é sem misericórdia, radical. Mt 3. 10.

A figueira estampava aparência de produtiva. A figueira despertou a ira do Senhor por não produzir o fruto alimentar. O final de toda a aparência enganadora é trágico.

3 – “Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho”. Mt 23. 23.

O Senhor sabe dos subterfúgios do ser humano. Com um punhado de obras bonitas se tenta encobrir uma alma maldosa, cruel. A fidelidade que advinda dos lucros das plantinhas minúsculas da hortaliça não era omitida pelos fariseus quando no computo dos dízimos, entretanto seus corações eram rancorosos, vingativos e sem misericórdia. Guardavam a lei que implicava em manter a organização de pé. Encobriam a cara do leão com uma máscara de fidelidade. O Senhor viu isso e os repreendeu. Os estimulou a prática do dízimo e do amor conjuntamente.

4 – “É como o grão de mostarda”. Mc 4. 31.

Esta palavra do Senhor nos livra do espírito de insignificância e do complexo de inferioridade. A menor semente virá a ser um grande arvoredo com o passar do tempo. Ela não se apressa. Ninguém é pequeno demais nas mãos de Deus. Ela vai se desenvolvendo silenciosamente, discretamente. As árvores são distintas em suas espécies, mas complementam a floresta. Cada árvore produz seu fruto nutriente para a vida das pessoas. O trabalho desenvolvido é mais importante do que a estatura da pessoa.

5 – “Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não o acho; corta-a”. Lc 13. 7.

As oportunidades perdidas não voltam. Três anos de braços cruzados por parte de um servo é um prejuízo irreparável para o Reino de Deus. Ocupar a terra inutilmente é um perigo e um mau exemplo. O comodismo é a maior derrota do povo de Deus. A falta de fervor é resultado de planos sem estrutura bem fundamentada. A ausência de visão dos líderes permite a improdutividade dos crentes. Alguém intercedeu pela vida da figueira, e ela recebeu mais uma oportunidade!

Conclusão: O crente pode ser uma árvore frutífera se estiver “plantado junto ao ribeiro de águas” (Lendo a Palavra de Deus todos os dias e meditando nela de dia e de noite) – Sl 1. 2-3. Estando ligado à Videira Verdadeira, produzirá abundantemente – Jo 15. 5.

 

Pr. Odair Alves de Oliveira

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