Parece ser uma precaução sábia. Acontece que
nossos filhos pequenos não andam sozinhos pela rua nem
costumam se encontrar com estranhos por aí. Além disso,
quando alcançarem idade suficiente para andar
desacompanhados, terão de se comunicar com as pessoas.
Essa frase cria na mente da criança a ideia de que todas as
pessoas que não conhecemos são perigosas e malignas.

Consequências
A ordem de não falar com estranhos programa o
cérebro da criança para não gostar de contatos. Quando
crescer, terá enorme dificuldade para se relacionar com
pessoas que não conhecem. Já imaginou uma pessoa tímida
em um departamento de vendas de uma empresa? Já
observou como as pessoas se comportam dentro de um
elevador com gente desconhecida? É um silêncio agressivo.
Alguns ficam olhando para o mostrador dos andares, e os
números parecem levar uma eternidade para mudar. Por que
não conversam? Porque não podem falar com estranhos.
E que dizer dos passageiros de ônibus ou de avião,
sentados juntos sem ao menos se cumprimentar? Já vi
pessoas passarem horas em salas de espera de clínicas e
consultórios sem emitir uma palavra, por não conseguirem
conversar com desconhecidos. Por trás desse comportamento,
pode estar um pai ou uma mãe que lhes passou a ideia de que
os estranhos são suspeitos e violentos. Imagine a dificuldade
que seu filho encontrará nas várias atividades profissionais
que exigem diálogo permanente.

O que dizer?
Instrua seu filho na escola, durante uma viagem ou em
uma situação definida: “Tenha o máximo cuidado e não dê
nenhuma informação pessoal a pessoas que lhe pareçam malintencionadas. Caso alguém insista em alguma conversa
estranha ou inconveniente, comunique um adulto de
confiança ou ligue para mim”.

FONTE: 50 Coisas que os pais nunca
devem dizer aos filhos

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