Se a criança está chorando, ela está emocionalmente
abalada por alguma coisa. Dizer que suas emoções são
irrelevantes e que ela não tem motivos para chorar é anular os
sentimentos dela. Além disso, quanto mais hostis vão ficando
essas ameaças, mais possibilidade há de que o
comportamento do indivíduo seja paralisado pela ansiedade.
Isso o incapacitará a lograr os objetivos que tem em vista. A
auto realização também pode ser bloqueada pela carência de
afeto e de motivação. A tensão interior causada pelo medo de
ser castigado sem justa causa afeta o organismo, o raciocínio e
o equilíbrio emocional.
O choro é o desabafo irreprimível. Outros sentimentos
são mais fáceis de controlar, mas não a denúncia do choro.

Consequências
A criança aprenderá a reprimir e esconder suas
emoções e se especializará na arte da simulação. Será incutida
nela a ideia de que não podemos expressar nossos
sentimentos, que é mais apropriado demonstrar o inverso de
nossas emoções: a dor não está sendo sentida, o medo não
apavora, a tristeza é disfarçada pelo sorriso amarelo. O amor
será substituído pela compaixão, a compaixão pela
indiferença, a celebração pela fleuma, a pressa pela aparente
calma. Mas quem será capaz de manter esse comportamento
o tempo todo? Como poderá o indivíduo ser sempre dividido,
esquizofrênico, tentando ser o oposto do que é?

O que dizer?
Aproxime-se de seu filho e pergunte: “O que está
acontecendo com você? Por que está chorando assim? Depois
que você parar de chorar, quero saber o motivo desse
desespero”.
Ouça com atenção o motivo do choro de seu filho.
Sua proximidade dará segurança a ele, e a ansiedade cairá para
o nível normal.
Na maioria dos casos, a melhor atitude é permitir que a
criança chore. O choro alivia a tensão, atenua a raiva e
minimiza a angústia.

FONTE: 50 Coisas que os pais nunca
devem dizer aos filhos

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