A hora da refeição é de alegria, não de suplício.
Afligir a criança com ameaças de castigo para engolir o que
ela não quer não parece razoável.
Falta de apetite, dificuldade de ingestão, distúrbio
alimentar ou escolha de alimentos intragáveis para a criança
podem estar por trás da recusa de alimentar-se bem. É preciso
avaliar o que está acontecendo. Isso costuma coincidir com
pais que anseiam ver a criança bem alimentada.
A primeira fase desse processo é a manifestação de um
cuidado exagerado para prover a qualquer custo a ingestão de
nutrientes ao bebê. Os pais adotam todo o tipo de estratégia
de persuasão para que ele aceite o alimento: afeição, palavras
amorosas, gestos de carinho e acolhimento. Na segunda fase,
a criança não é mais objeto de toda a atenção, como antes,
porque os pais começam a ficar ansiosos. Sentindo a falta de
afeto, a criança imagina que, se não comer, obterá o que
deseja. É nesse momento que os pais, já ansiosos, se irritam e
ameaçam castigá-la.
Há sempre que distinguir as crianças que comem
pouco, das que têm bom apetite. Existem também as que
apresentam sintomas de anorexia. Nesse caso, providências
precisam ser tomadas para antecipar uma solução, antes que
um quadro agudo seja formado.
Contudo, qualquer que seja o caso para a recusa de
alimento, as ameaças só pioram a situação.

Consequências
A ingestão de alimentos pode se tornar um castigo, e a
recusa da criança em alimentar-se será mais pronunciada. O
momento da refeição será associado com hostilidade e
desprazer. A bulimia e a anorexia quase sempre têm sua
origem na maneira em que os pais administram o alimento aos
filhos.
Quando seu filho for adulto, ele recusará convites para
aniversários, reuniões e celebrações em que se ofereça
comida. Terá dificuldades para ir a um jantar romântico com
seu cônjuge, porque sempre irá relacionar esse momento com
ameaças e episódios ruins.

O que dizer?
Quando seu filho recusar alimento, diga-lhe: “Esse
alimento é muito bom. Eu gosto muito disso”. Fale com
alegria e com calma sobre o alimento que a criança irá ingerir.
Isso a motivará a se alimentar.
Retire as ameaças. Comece a adotar uma postura que
ajude a criança a fazer as refeições com prazer. Sugiro estas
atitudes na hora da refeição:
•Deixe a criança ter preferências, caso haja essa opção;
• Não ponha alimentos em grande quantidade, para
não desencorajá-la de comer;
• Não ofereça nenhum tipo de recompensa. Devemos
comer para atenuar a fome e pelo sabor do alimento;
•Mantenha a calma. Fale do sabor da comida;
•Permita que o ambiente seja descontraído;
•Nada de “aviãozinho” ou “trenzinho”; isso causa
irritação e ansiedade, além de desviar a atenção e retirar a
percepção acerca dos alimentos. Se tiver outros filhos, ponhaos para fazerem as refeições juntos.

FONTE: 50 Coisas que os pais nunca
devem dizer aos filhos

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