Pense nisto: o filho que você ama é o objeto de sua
irritação. Há duas razões para esse tipo de comentário: ou
você de fato o odeia e quer deixar isso bem claro ou você a
ama, contudo projeta nesse filho todas as suas iras. Se a
última proposição for verdadeira, você precisa de terapia. O
filho não pode ser um saco de pancadas, um objeto no qual
descontamos as frustrações de nossa vida. Dizer que ele
sempre o irrita é a mesma coisa que dizer: “Você só perturba e
é o problema desta casa”. Imagine como se sente a criança
convencida de que é o centro de todos os problemas dos pais.

Consequências
Esse tipo de comentário corresponde a depositar um
grande fardo sobre os ombros da criança, um monstruoso
sentimento de culpa. Ela passará a acreditar que tudo o que dá
errado dentro de casa, seja o que for, é por culpa dela. Em
contrapartida, quando quiser vingar-se dos pais repetirá os
comportamentos que os irritam, pois sabe que assim os estará
atingindo.
A criança nessa situação costuma desenvolver uma
baixa autoestima, acompanhada de sentimentos colaterais:
medos, fobias, síndrome do pânico, ansiedade e confusão
mental.
Na vida adulta, poderá se mostrar uma pessoa instável,
o tempo todo à procura de autoafirmação e de uma
identidade. Terá dificuldade nos relacionamentos e sempre
que fracassar na vida afetiva, tenderá a culpar a si mesma pelo
insucesso. Na vida profissional, se mostrará inibida, pois irá
recear ser um desastre para os outros, aonde quer que se faça
presente.

O que dizer?
Se seu filho tem sido motivo de constante irritação
para você, diga-lhe o seguinte: “Você é uma criança bondosa,
que eu amo muito. Mas, ultimamente, você anda muito
inquieto. Tente se controlar, senão terei de tomar uma
providência em relação a isso”.

FONTE: 50 Coisas que os pais nunca
devem dizer aos filhos

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