O Tribunal de Cristo é o julgam ento dos salvos quanto às
obras realizadas na terra (2 Co 5.10; Rm 14.10). Conquanto a
nossa salvação seja pela graça de Deus, fomos salvos para as boas
obras (Ef 2.8-10). Esse julgamento não se refere à posição que
temos em Cristo, e sim à nossa condição como servos do Senhor.
Na parábola dos talentos, narrada por Jesus em Mateus
25.14-30, vemos que o servo pode ser útil/inútil,
previdente/negligente, bom/mau e fiel/infiel.
/ “Para cada crente o Mestre preparou um trabalho certo quando
o resgatou”, diz um antigo hino cristão. O Novo Testamento
menciona dons, ministérios e operações que o Senhor concede à
sua igreja (Rm 12.6-8; 1 Co 12.4-6; Ef 4.11). Cada salvo, além
de chamado para proclamar as virtudes do Senhor (1 Pe 2.9; Mc
16.15), recebeu pelo menos uma incumbência específica no Corpo
de Cristo (1 Co 3.6-9). Todos os servos do Senhor, de todas as
épocas, hão de prestar contas de sua administração. A parábola
das minas ou moedas de ouro revela que cada crente redimido
tem a responsabilidade de empregar fielmente aquilo que de Deus
recebeu: “Negociai até que eu venha” (Lc 19.13).
Naquele grande Dia, o Justo Juiz pedirá o nosso “relatório”
(Lc 16.2). Mas Ele não pedirá conta apenas da administração do
nosso trabalho. Tudo o que nos foi outorgado será levado em consideração:
a vida — espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23) — , que é
um dom de Deus (Ec 9.9); a maneira como nos conduzimos em
relação à nossa gloriosa salvação (Fp 2.12); os talentos (1 Pe 4.10);
a livre-vontade (1 Co 6.12); o uso do tempo (Ef 5.16); os bens (Lc
12.16-20), etc.
Em Mateus 16.27 está escrito: “O Filho do Homem virá na
glória de seu Pai, com os seus anjos; e, então, dará a cada um
segundo as suas obras”. E, em Apocalipse 22.12: “E eis que cedo
venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo
a sua obra”. Se o Senhor Jesus trará consigo o galardão, em sua
volta, podemos afirmar que o Tribunal de Cristo se dará logo após

o Arrebatamento da Igreja, ainda nos ares, por ocasião da nossa
reunião com Ele (1 Ts 4.16,17; 2 Ts 2.1).
Cada salvo, de todas as épocas, participará dessa reunião nos
ares, pois Jesus afirmou que haverá recompensa na ressurreição
dos justos (Lc 14.14). Os heróis do Antigo Testamento, que, tendo
o testemunho pela fé, morreram sem alcançar a promessa (Hb
11.39), ressuscitarão incorruptíveis (1 Co 15.51,52) para receber
do Sumo Pastor a coroa da justiça, “a incorruptível coroa de gló­
ria” (1 Pe 5.4). Assim como Paulo, eles combateram o bom combate,
acabaram a carreira e guardaram a fé (2 Tm 4.7,8).
Deus cumprirá as promessas feitas aos que morreram sem as
terem alcançado em vida: “Todos estes morreram na fé, sem terem
recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas,
e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos
na terra” (Hb 11.13). A despeito do famoso bordão evangélico:
“Crente que tem promessa não morre”, vemos que as promessas
feitas aos tais heróis da fé só se cumprirão no dia do Arrebatamento
da Igreja.

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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