Palavra descritiva da idade: Energia.
A. Físico
Saúde e energia em excesso. Espírito de competição e investigação. Não há fadiga. As classes devem ser separadas,
porque o que interessa a meninos, não interessa a meninas.
Gostam do ar livre e excursões. Adoram coisas arriscadas,
como subir em árvores, rochedos e equilibrismo. O instinto de
coleção aumenta mais. Agora é selos, moedas, figuras, revistas infantis, etc. O espírito de competição muitas vezes termina em lutas. Dois garotos começam a argumentar e logo
chegam a conclusão que a única maneira de decidir as coisas
é à base de luta e lá se vão. (Há adultos assim também.) Costumam gabar-se dos pais dizendo que são os homens mais
fortes do mundo. Deus deve ser apresentado como o Deus forte e amoroso.
B. Mental
Sede pelo saber. Começo das dúvidas. A criança passa a
investigar o porquê das coisas. A memória continua ativa. O
que for agora memorizado, ficará retido e acompanhará o aluno pelo resto da vida. A criança lê muito nessa idade. É a
época de pôr em suas mãos a literatura ideal, porém, graduada. A criança memoriza sem compreender o conteúdo do material. O professor deve estar ciente disso. Quase todas as
crianças dessa idade acham tolas as ideias dos adultos. Esta
é a época ideal para fixar hábitos e costumes corretos como:
leitura da Bíblia, localização de passagens, frecuência aos cultos, estudo da lição da Escola Dominical, contribuição financeira, graças pelo alimento, oração em geral, etc.
C. Social
Interesse no grupo, associações, organizações. O menino
quer “pertencer”. Irmãos vez por outra “brigam” nessa época.
Não se trata de crueldade. Isso surge mesmo nessa idade. O
sentimento de lealdade é muito forte. Necessitam grandemente
de tratamento simpático. O espírito de grupo deve ser orientado e guiado em vez de sufocado ou criticado. Há plena consciência do sexo mas toda atividade dele está adormecida, de modo
que repelem-se como na idade anterior. Esta é a idade ideal
para orientação sexual, que deve ser ministrada pelos pais.
D. Espiritual
Sendo crente, nessa idade a criança gosta muito de adorar a Deus. Ama a Jesus como Salvador, Amigo e Herói. E a
época da plasticidade espiritual.
Características e fatos comuns a todas as crianças
(Ia, 2a e 3a infância — 1 a 11 anos)
1. Todas têm almas imortais, e provavelmente terão uma
longa vida à sua frente.
2. Todas são pecadoras e precisam ser salvas.
3. Todas têm disposição para aprender algo.
4. Querem sempre ser boazinhas, a menos que estejam desvirtuadas pelos adultos
5. Correspondem ao carinho.
6. Gostam de histórias, sejam orais, ilustradas ou visualizadas.
7. Amam o canto e gostam de recitar e representar.
8. Gostam de dinamismo, movimento, especialmente ritmado.
O descanso para elas é um castigo.
9. Vacilam facilmente.
10. Gostam de perguntas; de fazer e de ouvir. Querem sempre
saber.
11. Respeitam a oração.

12. Desejam superar, competir.
13. Gostam de imitar. Cuidado…
14. Têm resultado lento no ensino.
15. Sua atenção e interesse têm diminuta duração.
16. Aprendem vendo, ouvindo, pegando, fazendo. Aprendem
mais pelos sentidos do que pelo raciocínio. Aqui está o vasto
campo audiovisual. Ele dá amplitude, cor e vida às lições.
Sem esse recurso a lição não tem sentido para a criança.
17. A criança sendo demais protegida, geralmente não desenvolve sua personalidade a contento, uma vez que certas
situações desenvolvem aptidões poderosas e qualidades
latentes.
18. As crianças não devem ficar todo o tempo dissociadas da
participação no culto com seus pais ou responsáveis.
Reflexões sobre o lar, a criança e a Igreja
• Apesar da realidade de Cristo ter sido mais mestre do
que pregador, e da igreja primitiva considerar a instrução bíblica uma seqüência da pregação, só há pouco tempo é que as
escolas bíblicas incluíram em seus cursos matérias de Educação Cristã. E lamentável notar tanta ênfase dada à preparação
de pregadores e quase nenhuma ao preparo de ensinadores.
• As igrejas em geral, sustentam seus pastores para cuidarem do rebanho, da evangelização e da administração do
trabalho, mas não se sabe de igrejas sustentando obreiros
cujo ministério seja principalmente o do ensino da Palavra,
de tempo integral, local ou itinerante, conforme 1 Coríntios
12.28 e Efésios 4.11,12.
• Uma nação nada mais é do que o conjunto de muitos
lares. A fraqueza de uma nação não começa na escola, no trabalho, nem na política, mas no lar. O mesmo ocorre na Igreja.
Cuidemos do lar.
• Aqueles que corretamente educam crianças merecem
mais honra do que os que as trouxeram ao mundo, porque
estes apenas lhes deram vida, mas aqueles lhes imprimiram
a arte do bem viver (Aristóteles). • Se queres um pomar com boas frutas, planta as árvores
enquanto estão pequeninas. Se o caso é semente, então usa-a
da melhor qualidade. Essas plantinhas terão que ser cuidadas, para crescerem e produzirem fruto. Não podemos, nem
devemos esperar nem exigir bons frutos de plantas das quais
não cuidamos. E plantas só dão frutos quando crescem! Cuidemos das crianças! (Pv 28.19).
• Nossos filhos são as únicas dádivas deste mundo que
poderemos ter conosco lá na glória. Que cada família cristã
viva, trabalhe e ore para manter um dia um encontro junto ao
trono de Deus, o qual estabeleceu a família como sua primeira
instituição na terra.
• Afirmam os pensadores que o Século XVIII descobriu o
homem; o Século XIX descobriu a mulher; e o século XX descobriu a criança. Agora, que a criança está no enfoque, e todo
mundo fala nisso, vamos ensiná-la da maneira certa — conduzindo-a ao temor de Deus, servindo-lhe de exemplo e formando
nela o caráter ideal. Nenhum pai ou mãe quer seu filho analfabeto, e quanto ao conhecimento de Deus, pode ser diferente?

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