INDICE

  1. O PROFESSOR CAPACITADO pg. 01
    2. CARACTERÍSTICAS PECULIARES À CADA FAIXA ETÁRIA pg. 02
    3. MATERNAL – ( 2 – 3 anos)                                                                       pg. 02
    4. PRINCIPIANTES (4 -5 anos)                                                                   pg. 04
    5. PRIMÁRIOS (6 – 8 anos)                                                                          pg. 06
    6. JUNIORES – (9 – 11 anos)                                                                       pg. 07
    7. ADOLESCENTES – (12 – 14 anos)                                                          pg. 08
    8. O PLANEJAMENTO                                                                               pg. 09
  2. O PREPARO DA AULA pg. 10
  3. OS CÂNTICOS pg. 11
    11. A ORAÇÃO pg. 11
    12. MEMORIZANDO O VERSÍCULO BÍBLICO                                       pg. 12
    13. COMO ENSINAR O VERSÍCULO BÍBLICO                                       pg. 13
    14. O PREPARO E A APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO                                pg. 14
  4. ANÁLISE DA HISTÓRIA pg. 15
    16. COMO TORNAR SUA HISTÓRIA MAIS INTERESSANTE pg. 16
  5. O USO DOS RECURSOS PEDAGÓGICOS pg. 16
  6. BIBLIOGRAFIA pg. 18

 

Guia do Professor da EBD

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL UM VEÍCULO DE EVANGELIZAÇÃO DE CRIANÇAS

O trabalho entre as crianças deve ter uma finalidade tripla:
1. SALVAÇÃO – deverá ser sempre o ponto principal e o primeiro passo.
2. CRESCIMENTO – no conhecimento da Palavra de Deus e no andar com Cristo.
3. SERVIÇO – no dia a dia e, posteriormente, se Deus chamar, com tempo integral.
Para que o objetivo da Escola Dominical seja, realmente alcançado, é necessário observar certos requisitos, como: professor capacitado, local adequado e métodos apropriados às condições e à faixa etária das crianças.
Quando estes requisitos forem preenchidos e com a direção do Espírito Santo, a Escola Dominical será uma bênção na vida das crianças e um veículo de Salvação de muitas famílias.

1-O PROFESSOR CAPACITADO
O professor da Escola Bíblica Dominical deve ser um evangelista de crianças, consciente de sua responsabilidade perante Deus e a Igreja. Por esta razão, todo professor da Escola Dominical precisa ter uma clara experiência de Salvação e certeza da mesma. Além disto, deve possuir as seguintes características:

  1. Ter uma vida Cristocêntrica.
    2. Depender do Espírito Santo, da oração e da Palavra de Deus.
    3. Dar um bom testemunho, dentro e fora de casa.
    4. Amar profundamente as crianças e ter visão da necessidade de ganhá-las para o Senhor Jesus.
    5. Ser paciente e não desanimar facilmente.
    6. Ser responsável e pontual.
    7. Separar tempo para preparação da aula.
    8. Ter um contato pessoal com os alunos na Escola, e fora dela.
    9. Demonstrar alegria com o que faz.
    10. Cuidar da postura e da aparência diante da classe.
    11. Usar uma linguagem correta e expressiva.
    12. Manter a disciplina na classe, sem agredir ao alunos.
    13. Estar pronto a ouvir críticas construtivas, sugestões e idéias de pessoas mais capacitadas.
    14. Procurar cada um de seus alunos a Cristo.
    15. Esperar resultados na vida dos alunos.

O professor deve ter em mente que a Escola Dominical não tem o propósito de entreter as crianças. Seu alvo é a Salvação e discipulado, visando o desenvolvimento espiritual de cada aluno.
“Devemos ter bem claro que quem vem a Cristo cedo, cedo será chamado para a Sua Seara e, assim, uma vida longa poderá ser devotada ao Seu Serviço. Este preparo tornará as crianças de hoje em cristão de verdade que, no futuro, serão colunas da Igreja do Deus vivo.”
A permanência da criança na Escola Dominical, deve-se em grande parte ao professor. O professor que inspira amor e respeito é um forte motivo para levar as crianças à Igreja a cada domingo.
A classe deve ser um lugar alegre, onde cada criança sinta-se à vontade. O professor deve chegar com antecedência, para receber cada um de seus alunos.
As histórias devem ser contadas de forma interessante, e com entusiasmo; não se deve complicar a lição com detalhes de menor importância. A criança deve terminar a aula com a sensação de que aprendeu alguma coisa, e não frustrada por não ter entendido claramente o que foi ensinado.

2-CARACTERÍSTICAS PECULIARES À CADA FAIXA ETÁRIA
Para ter um bom êxito no Ensino, o professor precisa conhecer as diferenças básicas existentes entre as crianças de diferentes idades. O ideal é dividi-las em turmas com as fases de seu desenvolvimento.
Em muitas de nossas Igrejas é impossível dividir adequadamente as classes. Neste caso, é imprescindível que os professores tenham bem claras as diferenças etárias e saibam como conciliá-las.
Alguns fatos e características são comuns a todas as crianças. As principais são:
* Todas têm almas imortais e, provavelmente, uma longa vida pela frente;
* Todas são pecadoras e precisam ser salvas;
* Todas têm disposição para aprender;
* Querem sempre receber carinho e atenção;
* Gostam de ouvir histórias, cantar, recitar e representar;
* Gostam de imitar; (CUIDADO!)
Apesar destas semelhanças existentes entre todas, há diferenças fundamentais que precisam ser respeitadas.

Costuma-se classificar da seguinte maneira:
MATERNAL: 2 – 3 anos
PRINCIPIANTES: 4 – 5 anos
PRIMÁRIOS: 6 – 8 anos
JUNIORES: 9 – 11 anos
ADOLESCENTES: 12 – 14 anos

3-MATERNAL – ( 2 – 3 anos)
As crianças nesta fase, come muito, dorme muito e cresce muito. Isto gera muita energia que deve ser despendida. É muito ativa, mas cansa com facilidade. É necessário planejar muitas tarefas diferentes, pois não consegue ficar muito tempo numa única atividade.
O método lúdico deve ser fartamente usado nesta fase. A criança não deve ser proibida de pegar, tocar ou apalpar os objetos, pois ela está aprendendo através dos sentidos. Demonstre a elas o que é liso, áspero, duro, mole, frio, quente, macio…
As crianças do Maternal são muito sensíveis, assustam-se facilmente. Se um chora, todos choram; se um bate, logo há outros brigando. Apesar disto, gostam muito de demonstrações de carinho.
Elas ainda são muito egoístas; não gostam de dividir. Seu mundo é movido em torno de : “eu”, “meu”, “me dá”, “eu quero”.
Nesta fase a criança deve começar a ser disciplinada, percebendo quando pode conversar e quando precisa fazer silêncio.
Aprende pela repetição; uma mesma história deve ser contada várias vezes.
Espiritualmente, demonstra fome pelas coisas de Deus. Tende a imitar as atividades e atitudes dos outros. Observam cuidadosamente o modo como o professor lê a Bíblia, ora ou oferta. Sua credulidade é absoluta.
Seu período de atenção é de aproximadamente três minutos, e seu vocabulário consiste em setecentas palavras.
Para ter êxito no Ensino ao Maternal, a chave é ensinar uma idéia por vez, repetida e variadamente.
A sala deve ser alegre, bem arejada e iluminada, com centros variados: um centro composto de mesinhas e cadeiras de tamanho adequado à crianças; outro, sem cadeiras, apenas com tapete ou carpete. Se o espaço permitir, seria proveitoso criar outros centros: da Bíblia, da história, da natureza, dos trabalhos manuais…
O professor desta classe sempre sentará à altura das crianças e deverá ter ajudantes que o auxiliem no cuidado dos pequenos. O ideal seria um adulto para cada quatro crianças
É muito importante tratar cada criança pelo nome.
Nos primeiros dias, as mães devem permanecer na sala próximas aos seus filhos.
Copinhos descartáveis e água filtrada devem estar à mão e, se houver condições, pode-se construir em anexo à sala um banheiro com lavatório e vaso sanitário pequenos.
A criança desta idade deve assimilar os seguintes conceitos:
* Deus fez tudo.
* Deus nos ama muito, individualmente.
* Deus nos dá tudo o que temos.
* Ele está perto e podemos falar com Ele.
* A Bíblia é um Livro especial que nos foi dado por Deus.
* Quando erramos, devemos falar com Deus à respeito disto.
DEUS DEVE SER APRESENTADO COMO “PAPAI DO CÉU”.
Cânticos apropriados para esta idade:
* Quem fez as lindas flores?
* Passarinho como vai?
* Leia a Bíblia e faça oração.
* Deus é bom prá mim.
* Jesus é o amigo melhor.
* Somos soldadinhos do bom Capitão.
* Três palavrinhas só.
* O sabão.

Histórias apropriadas para esta idade:
* A criação do mundo.
* O nascimento de Moisés.
* O nascimento de Jesus.
* A filha de Jairo.
* Multiplicação dos pães.
* Zaqueu.
* A ovelha perdida.

Versículos que poderão ser decorados:
* “Deus criou os céus e a terra” Gn 1.1
* “O Filho de Deus me amou” Gl 2.20
* “Deus amou o mundo” Jo 3.16
* “Cristo morreu pelos nossos pecados” I Co 15.3
* “Crê no Senhor Jesus Cristo” At 16.31
* “O Senhor é bom para todos” Sl 145.9
Como métodos adequados a esta idade, podemos citar: Cartazes, flanelógrafos, quadros, fantoches, brinquedos, animais(vivos e de brinquedo), blocos educativos, quebra-cabeças simples, massa de modelar, caixa de areia, livros com muitas gravuras e poucas palavras…

4-PRINCIPIANTES (4 -5 anos)
Os principiantes, também classificados como “Jardim de Infância”, estão começando a desenvolver a coordenação motora. Aparece a habilidade manual, com capacidade de realizar trabalhos mais complexos, que envolvam a motricidade fina.
A energia e atividade física devem ser coordenadas em jogos e brincadeiras educativas.
Os olhos e ouvidos trabalham tanto que ocorre a fadiga visual e auditiva. Devemos providenciar momentos de descanso.
O Principiante imita tudo o que você: um cachorro roendo osso, um gatinho tomando leite, o regente do coral, o pastor pregando, o professor da Escola Dominical… Cuidado com cacoetes!
A criança nesta idade é curiosa e perguntadora. As perguntas geralmente começam com: Quem? Onde? E Porquê? Ela pede informações para confirmar suas próprias opiniões ou, simplesmente, para manter uma conversa com adultos.
O Principiante vive num mundo de faz-de-conta. Devemos ajudá-lo a destinguir fantasia da realidade. Não deve ser chamado de mentiroso ao contar como real algo imaginário. Quando uma história é contada, “vive” os personagens. Dá vida a animais, plantas e objetos e conversa com eles.
Ainda não tem condições de entender expressões figuradas. Se ouve que alguém tem “coração de pedra”, pensa que há uma pedra em lugar do músculo cardíaco. Não devemos expressões como “abrir a porta do coração para Jesus entrar”, ou outras semelhantes.
É em torno de quatro ou cinco anos que a criança começa a tornar-se mais amigável, mas ainda gosta de atrair a atenção sobre si. Não sabe disfarçar emoções, nem guardar segredos. Precisa sentir o professor como um amigo firme e carinhoso.
Espiritualmente, tem uma consciência muito sensível. Já sabe distinguir o certo do errado. Quando peca, isto pesa em sua consciência; precisa ajuda para sentir-se perdoada.
O caminho da Salvação deve ser apresentado de maneira bem simples para que todos compreendam e possam aceitá-lo.
Sua capacidade de concentração é fixada entre quatro e dez minutos, conforme a matéria e o interesse. O vocabulário normalmente é de mil e quinhentas a duas mil palavras. As frases ainda são curtas e caracterizadas pelo uso do “eu”, “mim”, e “meu”.
A idade do “faz-de-conta” deve ser aproveitada para ensinar através de dramatização que, além de proporcionar treinamento físico, desenvolvem a expressão oral e são excelentes oportunidades de conhecermos as preferências, os desejos e medos da criança.
Devem ser escolhidas histórias bíblicas e da vida real que ensinem:
* O caminho da Salvação
* Como compartilhá-lo com os outros
* Como falar com Deus
* A alegria de estar na casa de Deus
* A Bíblia é a Palavra de Deus
* Necessidade de testemunhar (histórias missionárias)
Deve-se aumentar o número de histórias, repetindo-as menos vezes (duas a quatro vezes já bastam). Ocasionalmente, pode-se voltar a repetir histórias já contadas.

Cânticos sugeridos para esta idade:
* Alô, alô!
* Somos soldadinhos
* Deus é bom pra mim
* Eu amo ao meu Senhor
* Pare!
* Bom Pastor é Cristo
* Jesus, o grande amigo
* A formiguinha
* Damos graça ao Senhor
* A cada momento
* Cristo ama as criancinhas
* Eu tenho um amigo que me ama
* Posso ser um missionariozinho
Continue ainda a cantar os cânticos sugeridos para o Maternal.
Nesta fase, a criança gosta muito de participar de bandinhas rítmicas. Se ouve boa música nesta época, saberá apreciá-la durante toda a sua vida.
Histórias sugeridas:
* Zaqueu – sua alegria ao ver Jesus, sua conversa com Jesus, sua Salvação.
* A filha de Jairo – Jesus sara o que está ferido, dá a vida.
* O céu – a linda casa que Jesus preparou para nós.
* A família sunamita – compartilharam sua casa com Eliseu, o servo de Deus e receberam um nenê como presente.
* A Entrada Triunfal – crianças louvam a Jesus.
* Jesus acalma a tempestade – Ele controla tudo, está sempre conosco, não há o que temer.
* A arca de Noé – Deus ama as pessoas e os animais e cuida daqueles que lhe obedecem.

Jesus deve ser apresentado como o “Melhor Amigo”.

Versículos apropriados:
* Rm 3,23 – ensinar o verso todo, explicando a palavra “carecem”.
* I Jo 1.7 – “O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado”.
* Jo 14.2 – “Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar”.
* I Co 15.3 – “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras”.
* Gl 2.20 – “O Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim”.
Usa-se os mesmos métodos de Ensino do Maternal, dando-se mais ênfase à dramatização e acrescentando-se lições em cartazes, como: “A Ovelha Perdida”, “A Galinha Ruiva”, “Bolinha”. Etc.

5-PRIMÁRIOS (6 – 8 anos)
As crianças desta faixa etária são caracterizadas pela atividade contínua. O desenvolvimento físico é mais lento. Cansam facilmente, mas não querem descansar; por isto, as atividades devem ser bem variadas.
Começa a se desenvolver o senso de independência, querem mostrar aquilo que sabem fazer e sentem-se satisfeitas quando podem ajudar.
Nesta idade, o aluno é observador e curioso, tem boa memória e muita imaginação. Memoriza sem compreender o verdadeiro sentido. O fato de ter memorizado um versículo não significa que ele foi compreendido. Um texto bíblico explicado com clareza será memorizado para o resto da vida.
Gosta de histórias de heróis que fazem coisas fabulosas e de dramatizar as aventuras heróicas. Os valores espirituais precisam ser destacados.
Compara as atitudes certas e erradas e descobre com facilidade as falhas cometidas pelos adultos.
Os Primários necessitam se muita segurança, amor e aprovação. É importante elogiar suas atitudes e demonstrar satisfação com aquilo que realizam.
Não gostam de competições, pois não querem ser superadas.
O medo ainda exerce grande influência. Temem o que é desconhecido.
Espiritualmente, necessitam de Cristo como Salvador. Se ainda não fizeram uma decisão, estão prontos a faze-la, se devidamente estimulados.
A morte e a vida além despertam muita curiosidade: “Como pode estar com Jesus uma pessoa que eu vi ser colocada debaixo da terra?’
A morte pode ser ilustrada com auxílio de uma luva, que representa o corpo, enquanto a mão representa o espírito.
Grande parte das crianças já sabe ler e escrever. É possível cativar sua atenção de oito a vinte minutos, ou até mais, dependendo do seu interesse pelo assunto e a maneira como ele é apresentado.

Devemos ensinar os Primários sobre:
* Deus – quem e como Ele é; o lugar de Jesus na Trindade.
* O caminho da Salvação.
* A Segurança da Salvação.
* As duas naturezas do crente.
* A vitória sobre o pecado (confissão, submissão, dependência de Deus).
* Andar diário com Deus (oração, conhecimento da Palavra).
* Testemunho (pessoal e Missões).
A história é agora o mais importante veículo de comunicação. O professor deve dar vida e emoção aos personagens. As lições devem ser apresentadas em série. É indispensável um planejamento consecutivo e progressivo, levando o aluno a tomar novos passos no crescimento espiritual, semana após semana.

Podem ser apresentadas séries de lições como:
* A vida de Abraão
* A vida de José
* A vida de Moisés
* A vida de Davi
* Os milagres de Jesus
* Os Atos dos Apóstolos
Escolha uns quatro ou cinco versículos por trimestre, com as verdades básicas das lições, ensinando e recordando-os até que os alunos conheçam perfeitamente. Pode-se acrescentar outros versículos, mas os básicos precisam ser recordados e enfatizados todo o trimestre.
Semelhantemente, selecione quatro a seis cânticos com o ensino básico da série de lições e ensine às crianças, que deverão conhecê-los perfeitamente até o fim do trimestre. Dê preferência a cânticos com gestos.
Os métodos mais adequados ao Ensino são: flanelógrafo, caixa de areia, placa de isopor, cartazes, trabalhos manuais (recorte, pintura, colagem, montagem).

6-JUNIORES – (9 – 11 anos)
Esta fase pose der descrita na palavra “energia”.
O junior tem saúde e energia em excesso. Dificilmente adoece e gosta de comer e se mexer muito. Tem um excelente controle muscular, conseguindo fazer coisas que jamais conseguirá como adulto.
O senso de independência cresce e já não quer ajuda dos pais e professores.
Os alunos são muito barulhentos, falam alto o tempo todo. Gostam de participar na aula, não se contentando mais em apenas escutar.
Têm sede de saber mais. É a idade ideal para desenvolver o gosto pela leitura bíblica, localização das passagens, freqüência aos cultos, estudos das lições da Escola Dominical, contribuição financeira, ações e graças, intercessão…
Os juniores têm excelente memória, que deve ser totalmente aproveitada para a memorização de versículos. O professor deve exigir perfeição na recitação.
Já sabem relacionar tempo, espaço e acontecimentos. Querem informações sobre a Geografia, a História e Cultura: O que aconteceu? Onde? De que maneira? Quando? Por quê?
Não querem ser individualistas, mas desejam pertencer a um grupo. Não gostam do sexo oposto, por isto é recomendável separá-los em classes diferentes, uma vez que aquilo interessa aos meninos não interessa as meninas, e vice-versa. Se não for possível separá-los, deve-se ao menos dispô-los na classe separadamente: meninas de um lado e meninos de outro.
O aluno não gosta de demonstrações de carinho, como beijos e abraços, mas precisam saber que é querido. Isto deve ser demonstrado pelo tom de voz e atitudes do professor.
Gosta de competir com todos, de atitudes arriscadas aventuras perigosas. Procura “provar” que seu pai é o mais forte ou a sua mãe a mais bonita.
Tudo lhe desperta o interesse. Coleciona cartões, figurinhas, selos, tampinhas, latinhas, brinquedos, etc.
Seu interesse é despertado por histórias de heróis e pessoas corajosas às quais devotam admiração.
O Senhor deve ser apresentado como Deus forte e Amoroso.
Os juniores têm consciência do pecado e querem livrar-se de suas conseqüências. O professor deve orar para que cada aluno tenha um encontro real com Cristo antes de entrar na fase da adolescência.
Se o aluno já aceitou Jesus, é a idade de experimentar pessoalmente a consagração e a vida vitoriosa. É a idade quando devemos apontar-lhe a necessidade de um preparo para o serviço do Senhor, e de orar pelo seu futuro.
Os juniores estabelecem altos padrões de conduta, tanto para si como para os adultos que os rodeiam e sentem-se frustrados em extremo, se as pessoas que admiram vivem de acordo com o padrão. Também se decepcionam se não conseguem viver de acordo com o padrão que estabeleceram para si.
É fundamental a orientação do professor para que os juniores se desenvolvam espiritualmente e tenham uma vida vitoriosa, que evitará muitas frustrações.
Para um ensino adequado, é necessário recapitular os ensinos e lições apresentados nos anos anteriores, enfatizando a consagração a Deus e acrescentando:
* O plano de Deus para a nossa vida;
* DOUTRINAS fundamentais (Fé, arrependimento, Salvação, Batismo, A volta de Cristo…)
* Memorização de versículos e nomes dos livros da Bíblia.
* Fatos sobre a Bíblia, escritores, traduções, etc.
* Geografia Bíblica.

Séries sugeridas:
* “A Vida de Ester”
* “A Vida de Daniel”
* “A Bíblia”
* “Atos”
* “Experiências Missionárias”
As histórias ainda são um bom veículo de ensino e devem tratar de um herói que soube enfrentar as dificuldades e vencê-las.
No final da lição, deve ser apresentado um questionamento aos alunos: onde aconteceu? Como foi? Quem fez? Por que agiu assim? Qual o motivo da vitória? Que erros cometeu? Por que? Deus permitiu?
As atividades práticas devem ser fartamente incentivadas: visitar uma criança ( ou até um velhinho) doente, distribuir folhetos, participar de programações ao ar livre…
Nesta idade o aluno crente deve aprender a ganhar vidas para Cristo. Ensine-o a evangelizar outras pessoas (crianças ou não) e acompanhe-o nas primeiras experiências, auxiliando-o, se necessário. Use o “Livro Sem Palavras”, ou outro método adequado à idade do “evangelista”.

7-ADOLESCENTES – (12 – 14 anos)
A adolescência é a fase em que ocorrem maiores mudanças físicas e psíquicas. O corpo se desenvolve rapidamente e o controle muscular tem que ser aprendido.
O adolescente, também chamado de Intermediário, ainda não está consciente de que sua capacidade física é maior e, facilmente bate portas e janelas ou machuca alguém inadvertidamente. Os membros crescem mais rápido que o restante do corpo; por isso tropeçam nos próprios pés ou esbarram nos móveis com a maior facilidade. Sentem-se tímido e desajeitado e tem períodos alternados de energia e fadiga.
Neste período, o aluno é muito impulsivo: Toma decisões precipitadas e pensa que é o “Dono da Verdade”. Ora age como adulto, ora como criança. É extremamente sensível e se ofende por qualquer motivo. Chora ou ri sem razão aparente.
A adolescência é a fase dos questionamentos e dúvidas (inclusive na áreas Teológica). Tudo o que não é explicado satisfatoriamente, é rejeitado.
O Intermediário quer ser considerado adulto. Aprecia os superiores que lhe dão liberdade para tomar decisões, mas que lhe exijam cumprimento dos regulamentos. O professor deve estabelecer regras justas e explicar o motivo das mesmas, a tal ponto que o aluno reconheça que são razoáveis e que beneficiarão a todos.
É preciso agir com compreensão e firmeza com alunos desta idade. Eles estão enfrentando problemas de ajustes sociais. Querem relacionar-se com pessoas do sexo oposto, mas sentem-se inseguros diante delas. Precisam sentir-se parte de um grupo.
Os adolescentes crentes precisam sentir que são parte integrante da Igreja, para que não procurem se integrar a outros grupos que considerem a vida cristã “ultrapassada”.
As atividade devem ser muito variadas a fim de que não se tornem desinteressantes aos alunos.
Espiritualmente, o adolescente tem dúvidas inquietantes. Quer examinar tudo que já aprendeu ou que sendo-lhe ensinado, e quer ter convicção própria sobre o assunto. O professor deve ter muita paciência e preparo intelectual e espiritual para responder satisfatoriamente às dúvidas da classe. Jamais deve tentar “enrolar” os alunos com respostas evasivas. Caso não consiga dar uma resposta adequada, seja franco: procure ajuda e responda posteriormente.
Todos os adolescentes precisam ter certeza de sua Salvação. Assim, tornar-se-ão verdadeiros cristãos, fiéis a Deus e dispostos a servi-lo.
É oportuno lembrar que decisões tomadas neste período, geralmente são duradouras e, por isto mesmo, importantíssimas.
O professor deve levar o aluno a orar à respeito das três maiores decisões a serem tomadas pelos jovens: vocação, matrimônio e ministério

O ensino deve enfatizar:
* Dependência do Espírito Santo;
* Viver pela fé;
* Colocar Deus em primeiro lugar na vida;
* Dízimo e contribuição (sustento da obra de Deus);
* O funcionamento da igreja local e seu lugar nela;
* O Corpo de Cristo, relação dos membros entre si e a função de cada um;
* Os grandes heróis missionários e resultados de seus trabalhos;
* Como tomar fracassos em vitórias.
Deus deve ser apresentado como nosso verdadeiro alvo.
Os melhores métodos são os debates, pesquisas, discussões, trabalhos em grupo, boas histórias que ilustrem diferentes aspectos da vida cristã.
A necessidade da leitura bíblica e da oração deve ser enfatizada.
O professor deve estar aberto para escutar os dilemas do aluno e procurar orintá-lo biblicamente. Jamais deve tomar uma decisão pelo aluno. Permita que ele mesmo chegue à melhor solução. Ore sempre com ele pedindo a orientação do Senhor e mostrando que esta é a melhor forma de resolver problemas. Assim o adolescente aprende a depender do Senhor, e a ver seu professor como um amigo e confidente.

Observações: Em todas as fases, vale lembrar que os filhos do pastor passam pelas mesmas transformações e dilemas que as demais crianças ou adolescentes.

😯 PLANEJAMENTO

O professor possui grande responsabilidade diante da classe que lhe foi confiada.
O planejamento JAMAIS deve ser deixado de lado. Lembremos que diante de nós há um grupo de crianças que possuem almas imortais, e que seu futuro eterno depende, em grande parte de nós.
Nenhum professor deve deixar para o sábado à tarde o preparo da aula da manhã seguinte.
Nossa função faz parte da Obra do Senhor, e não podemos descuidá-la. (Jr 48.10).
O Planejamento deve começar no momento em que assumimos a classe, tendo em vista três questões:

* Que desejo que meus alunos APRENDAM?
* Que desejo que meus alunos SINTAM?
* Que desejo que meus alunos FAÇAM?

Quando estes objetivos forem definidos, é hora de começar o Planejamento, que possui três etapas:

  1. Plano de curso:
    É o planejamento e definição de todos os conteúdos e atividades que pretendemos desenvolver durante o ano. Deve ser levada em conta a disponibilidade de recursos e a faixa etária dos alunos.
    Neste planejamento, devem ser incluídos programas especiais, alusivos a datas festivas, como: Páscoa, Dias das Mães, Dia dos Pais, Dia da Pátria, Dia da Criança, Dia do Pastor, Dia da Bíblia, Natal…
    No Plano de Curso, devemos relacionar:
    a. Conteúdo: O que vou desenvolver?
    b. Objetivo: Por que vou desenvolver?
    c. Atividades: Como vou desenvolver?
    d. Recursos: O que preciso para desenvolver?
  2. Plano de Unidade:
    É o planejamento a ser desenvolvido em um período de tempo, que pode ser um trimestre, um bimestre ou um mês.
    O Plano de Unidade nada mais é, do que o Plano de Curso, desenvolvido por etapas.
    Podem ser elaboradas unidades especiais para o mês das mães, da Pátria, etc.
  3. Plano de Aula:
    É o esboço detalhado e completo de tudo o que será desenvolvido a cada domingo. Inclui a oração, cânticos, memorização de versículos, lição, apelo, atividades especiais.
    O Plano de Aula deve estar rigorosamente em ordem seqüencial. Isto não quer dizer que não podem haver mudanças; pelo contrário, qualquer planejamento deve ser flexível, podendo ser adaptado a situações especiais, ou até sofrendo mudanças, sob a direção do Espírito Santo.
    Entretanto, a mudança no Planejamento deve constituir exceção, não regra. (I Co 14.40).

9-O PREPARO DA AULA
Antes de começar seu Planejamento, dedique muito tempo à oração, pedindo a direção do Espírito Santo, na sua Onisciência conhece as necessidades de cada aluno.
Prepare um programa cheio de ação e bem variado, a fim de que não se torne monótono.
A seqüência mais indicada, é a seguinte:
1. Período de cânticos
2. Oração
3. Memorização de versículos bíblicos
4. Lição
5. Aplicação, decisões, cânticos de encerramento.

10-OS CÂNTICOS
Através dos cânticos, as crianças aprendem verdades aprendem verdades bíblicas que jamais esquecerão. Cantarão para os pais, vizinhos, coleguinhas e professores, levando assim, sua mensagem a pessoa que nunca vão à Igreja.
Os cânticos atraem as crianças, que participam ativamente e com entusiasmo. Cânticos com gestos devem ser usados sempre, pois permitem ao aluno que se movimento, despendendo energias.
Escolha hinos e corinhos que contenham uma mensagem e estejam em harmonia com os objetivos da lição e com os ensinamentos bíblicos.
A música deve ser apropriada para crianças e cantada com muita vida.
Para ensinar um cântico novo, escreva a letra no quadro, em cartazes ou em transparências para projeção, de maneira que todos possam enxergar.
Se você tem dificuldades de cantar, por não ser afinado, ou não conhecer o corinho, peça o auxílio de uma pessoa que possa firmar o cântico.
Cante a primeira vez sozinho, para que as crianças conheçam a melodia.
Leia cada palavra, explicando a mensagem e o significado de qualquer palavra difícil.
Cante com as crianças, frase por frase, repetindo as partes difíceis várias vezes, até que as crianças possam cantá-lo sozinhas.
Ensine-as a cantar bem, sem gritaria ou desordens. As crianças devem ver o cântico como um meio de adoração a Deus.
Além dos corinhos, ensine hinos próprios para crianças (por exemplo, os hinos 522 do Cantor Cristão). Ensine uma estrofe cada semana, cantando o mesmo hino todos os domingos, durante pelo menos um mês inteiro.
Varie seus métodos, preparando cânticos ilustrados, ilustrando com figuras no flanelógrafo, dividindo o cântico em grupos, contando uma história à respeito do hino, autor, ou fatos relacionados a ele.
Os cânticos devem ser usados fartamente.

11-A ORAÇÃO
O período de oração na classe, tem o objetivo de ensinar a criança a orar, reconhecendo a presença de Deus na sala de aula e buscando Sua bênção para a aula e para toda a sua vida.
Jamais devemos começar a oração antes que todas as crianças estejam preparadas e conscientes da importância e do significado deste momento. Todas devem saber porquê fechamos os olhos, porquê pedimos em nome de Jesus, o que significa Amém, etc.
O professor deve exigir total reverência. Se ocorrer alguma desordem, a oração deve ser interrompida e a ordem restabelecida. A criança deve conscientizar-se de que pecou e deve pedir perdão.
A preparação espiritual e a atitude do professor exercem um papel definitivo no comportamento do aluno durante a oração.
Todas as crianças devem saber claramente que Deus nos ama e deseja atender nossa oração. Entretanto, a resposta do Senhor pode vir de três maneiras.
1. Sim – Se pedimos conforme a sua vontade e isto for contribuir para o nosso bem (I Jo 5.14).
2. Espere – Se não estivemos preparados para receber, ou se houver alguma coisa em nossa vida impedindo a bênção de Deus. (Sl 66.18).
3. Não – Se não for para o nosso bem (II Co 12.7-10).
Antes de orar, o professor deve ensinar um versículo sobre a oração, ou cantar um corinho apropriado para o momento.
A oração deve ser breve e em linguagem compreensível a todos. Não deve-se usar expressões batidas e sem nexo para a criança.
A oração deve ter expressão e sentimento, evitando a monotonia no tom de voz (como numa reza repetitiva).
Em cada aula, o professor pode apresentar um aspecto da oração: adoração, louvor, petição, confissão, intercessão, reivindicação das promessas, etc.
Também devemos mostrar as orações que constam na Bíblia, para que todos conheçam: Mt 6.9-13; I Sm 1.11; I Re 8.22-53; I Cr 4.10; Sl 51; Jn 2; Jo 17; etc.
Ensine as crianças a orar e estimule-as a orar em público. Não devemos convidar para orar em público uma criança que não aceitou Jesus ainda; entretanto, todas podem mencionar agradecimentos ou pedidos de oração.
Quando o aluno estiver aprendendo a orar, devemos ajudá-lo, sugerindo coisas pelas quais devemos agradecer, pedidos específicos da classe ou assuntos referentes à Lição.
Peça a uma criança que já orou antes, que comece o período de oração. Assim, quem nunca orou em público, sentir-se-á encorajada.
Ensine as crianças a pedirem coisas concretas e objetivas, ao invés de orações muito gerais. Por exemplo: se alguém lembrar de orar pelos pastores da Convenção, mencione o nome de um ou dois pastores e suas necessidades específicas.
Nunca deixe de informar as crianças sobre a resposta de suas orações, levando-as a agradecer ao Senhor por elas.

12-MEMORIZANDO O VERSÍCULO BÍBLICO
A memorização de versículos bíblicos é de fundamental importância na Escola Dominical.
A Palavra de Deus devidamente guardada em nosso coração, livra-nos do pecado (Sl 119.11); purifica o nosso caminho (Sl 119.9) e prolonga o tempo de nossa vida (Dt 6.2; Pv 3.1-2).
A infância é a época ideal para o aprendizado. O que se aprende em criança, lembra-se por toda a vida.
Por isso, o professor deve dispensar um tempo especial para ensinar o versículo bíblico. O texto deve ser compreendido claramente por todos os alunos, para que haja um real aproveitamento.
Muitas vezes, os alunos decoram regras de Português ou fórmulas de Matemática cujo significado não compreendem e, muitas vezes nem sabem explicar. Isto jamais deve ocorrer com os estudantes da Palavra de Deus, o Espírito Santo poderá usar a Palavra memorizada, mesmo depois de muito tempo, para convencer do pecado, apontar para Jesus, confortar o coração e ganhar almas para Cristo.
Faça esta parte da aula tão interessante, que as crianças sintam prazer em memorizar.
Escolha versículos que tenham valor para a vida espiritual e combinem com o ensino da lição.
No planejamento da aula, deve constar o momento em que o versículo será ensinado. Geralmente, deverá ser no princípio da aula, porém, às vezes, o versículo só será compreendido com a lição e, portanto, deve ser ensinado durante a lição, ou no final desta.
Sempre deve haver um período de descanso mental entre a memorização do versículo e a lição (um cântico, por exemplo).
Podemos também ensinar trechos das Escrituras, como os Salmos 23; 121; Mt 5.3-11; 6.9-13; Mc 10.13-16; I Jo 1.5-9; partes de Hebreus 11, etc.

13-COMO ENSINAR O VERSÍCULO BÍBLICO
1. O professor deve saber o versículo com a referência e o significado do mesmo, antes de ensiná-lo às crianças.
2. Ler o versículo, diretamente da Bíblia, incutindo na criança amor e reverência pela Palavra de Deus.
3. Explicar o sentido de qualquer palavra difícil e o ensino de versículo.
4. Repeti-lo com as crianças, até que seja conhecido (sempre repetindo junto a referência, no fim ou no início do versículo).
5. Exigir perfeição na recitação das Escrituras.
6. Dar oportunidades para as crianças repetirem o verso várias vezes no decorrer da aula.
7. Recordar os versículos decorados a cada semana, até o final da série.
8. Variar os métodos de ensinar o versículo: o quadro, o flanelógrafo, cartazes, gestos, dedos, versículos musicados, perguntas, quebra-cabeças, varal bíblico, divisão em grupo, blocos educativos, etc.
9. Adotar um método de incentivo à memorização.
SUGESTÕES:
* Cada domingo o aluno recebe um cartão com o versículo do dia, que deverá ser pintado e colado num caderno, formando um álbum. No fim da série, pode-se premiar o álbum mais completo, o aluno que souber recitar todos os versículos, etc.
* Preparar “dinheiro” mimeografado, entregando uma “nota” para cada aluno que repetir o verso sem errar. Preparar também uma caixa com artigos de menor valor, mas interessantes para as crianças. Uma vez por mês (ou no final da série), a “lojinha” abrirá para as criança gastarem o seu “dinheiro”.
* Preparar uma “árvore” para cada criança, onde vão sendo coladas “frutinhas” com as referências dos versículos decorados.

LEMBRETES:
1. Devemos lembrar aos alunos que o melhor prêmio é o conhecimento da Palavra de Deus.
2. A memorização dos versículos não pode tomar todo o tempo da aula. Um auxiliar pode ouvir as crianças, individualmente, antes ou depois da aula.
3. Para os alunos menores, escolha apenas algumas palavras, que expressem o sentido principal do verso. Não se preocupe em ensinar muitos versículos. É bem melhor aprenderem poucos versículos, mas estes com perfeição, do que ficarem com uma vaga idéia de muitos versículos, sem ter firmeza para recitar qualquer deles.
4. Nunca esteja pronto demais em ajudar as crianças na repetição do versículo. Seja paciente e estimule sua memória. Demasiada ajuda resulta em preguiça mental.

14-O PREPARO E A APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

Antes de preparar a lição, é necessário definir o alvo, isto é, a meta que você pretende atingir. Este alvo deve ser tão claro, que as crianças possam percebê-lo com facilidade.
Toda a lição deve ter a finalidade de ganhar a criança para Cristo e doutriná-la nas verdades fundamentais da Bíblia, para que cresça espiritualmente. Por isto, inclua sempre o Plano da Salvação (com aplicação à vida da criança que não é salva, oportunizando-lhe tomar uma decisão por Cristo) e um ensino para a criança salva, levando-a a tomar novos passos na vida cristã.
Lembre-se da tripla finalidade do trabalho com crianças: Salvação, crescimento e serviço.
Se possível, o alvo de cada domingo, já deve ser definido no Plano de Unidade.
O preparo da lição passa pelas seguintes etapas.
1. Oração: É a base para o bom desenvolvimento da aula (Cl 4. 2-4). Ore para que:
* Deus dirija o preparo e a apresentação da lição;
* Para que a lição seja uma bênção para as crianças e para você, como professor;
* E o alvo da lição seja atingido.
2. Estudo: Estude demoradamente a lição, para não ter de que se envergonhar (II Tm 2.15).
* Comece a estudar no início da semana;
* Prepare cuidadosamente a lição, mesmo que ela já seja bem conhecida;
* Leia a passagem bíblica pelo menos três vezes, até que conheça o quadro geral e os personagens da história, bem como seus sentimentos, motivos, idéias e atitudes;
* Procure descobrir as lições espirituais contidas no texto;
* Estude a lição na Revista ou Manual da Escola Dominical, procurando, também, outras fontes de informações, como: Concordância, Dicionário, Manual Bíblico, Comentários e outros livros que possam ajudá-lo;
* Faça um esboço dos principais pontos da lição (de preferência num papel pequeno, que caiba dentro da Bíblia, para não chamar a atenção);
* Permita que o Senhor fale no seu coração, através da lição. Para tocar no coração dos alunos , ela precisa ser preciosa para você.

É importante lembrar que a Bíblia deve ser vista como um todo, que do início ao fim, aponta para um único propósito: A Salvação da Humanidade, através do sacrifício de Jesus.
Um dos mais eficientes métodos de apresentar a lição, é através de histórias. Este método foi fartamente usado por Jesus, o Grande Mestre.
A história mantém o interesse da classe, é facilmente lembrada, sugere normas de comportamento sem que se diga: “faça isto” ou “não faça aquilo”, levando a criança ao desejo de imitar o “herói” da história, ensina doutrinas bíblicas de forma interessante e convincente e faz brotar no coração dos alunos o amor pela Palavra de Deus, e o desejo de conhecer as histórias nelas contidas.
Depois de definir o alvo da história e analisá-la cuidadosamente, o professor deve sentir-se apto a repeti-la com segurança.
Ensaie a história em voz alta, treinando também a colocação de material visual, caso venha a usá-lo.
Não perca tempo com detalhes de menor importância, mas jamais deixe de esclarecer as dúvidas ou curiosidade dos alunos.
Lembre sempre que contar história, não é pregar para alunos!
Nunca leia a história e jamais, decore-a.
Tome nota das partes que achar mais difíceis e treine até obter total segurança.
Evite usar vícios de expressão, tais como: né, daí, então, depois.
Confie no Espírito Santo, sem sentir-se dependente do material de apoio. Se você se preparar adequadamente, Deus fará a sua parte, mostrando os resultados.

15-ANÁLISE DA HISTÓRIA
Toda a história deve ser constituída de quatro partes: Introdução, Enredo, Clímax, e Desfecho.
Cada parte precisa ser bem definida e todas elas interligadas entre si.

  1. A Introdução:
    Tem a finalidade de prender o interesse da criança, desde a primeira frase.
    A história pode ser introduzida através de uma pergunta, uma ilustração, ou daquelas velhas frases características: “Era uma vez…”, “Há muitos anos atrás…”, “Antes de Jesus nascer…”, etc.
    A Introdução precisa ser curta, interessante e deve conter as informações essenciais para a apresentação dos personagens principais.
    Em geral, a introdução responde às perguntas: Quem? Onde? Quando? Que?
    O professor que tiver uma história bem introduzida, terá a atenção dos alunos até o desfecho da mesma.
  2. O Enredo:
    É o desenvolvimento da história, onde os fatos vão sendo apresentados de forma cada vez mais interessante.
    Na maioria das vezes, surge um problema: “e agora?”. Explique o problema, sem antecipar a solução. Faça perguntas que usem imaginação e raciocínio: Que você faria no lugar deste menino? Porque Deus permitiu que isto acontecesse?
    Nesta altura, o clima é de expectativa e suspense, e as crianças estão esperando ansiosamente a continuação da história. Agora, quando você tem a atenção geral da classe, é hora de fazer a aplicação da verdade básica da lição.
  3. O Clímax:
    É o ponto culminante da história, onde deve ser dada a solução do problema surgido durante o enredo.
    Todo o desenvolvimento da história deve ser dirigido para este momento, que sempre deve conter uma surpresa para a criança.
    Depois deste Clímax, quando as crianças já sabem o que aconteceu, não será possível manter a atenção por muito tempo. É hora de finalizar a história.
  4. Desfecho:
    É a conclusão da história. Deve satisfazer a curiosidade da criança sobre o que aconteceu com o herói.
    Este momento deve conter um duplo desafio:
    * Para a criança que não é salva, deve-se apresentar a oportunidade de aceitar Jesus como Salvador (Isto pode ser feito com o auxílio de material visual).
    * Para a criança salva, deve haver o desafio de desenvolver os atributos morais e espirituais do herói, ou de evitar erros cometidos pelos personagens da história.

16-COMO TORNAR SUA HISTÓRIA MAIS INTERESSANTE

Demonstre entusiasmo pela história. Seu semblante deve irradiar disposição (as crianças não devem notar que você está doente ou com problemas. Se não estiver em condições de atender a classe, é melhor pedir a alguém que o substitua).
Mantenha o ‘contato de olhos” com os alunos. Olhe cada um pausadamente e demoradamente.
Use gestos para dramatizar partes da história (principalmente se você não tiver recursos visuais para auxiliá-lo).
As expressões faciais devem acompanhar os sentimentos dos personagens: através de seu rosto, demonstre alegria, tristeza, medo, surpresa…
A voz é um dom maravilhoso de Deus, que podemos usar fartamente. Mudando o ritmo ou o tom de voz, fazendo pausas, você pode mudar o ambiente, instantaneamente. Se a situação é emocionante, fale mais rápido e mais alto; se é triste, fale mais baixo e mais pausadamente. Tente variar a voz quando representar personagens diferentes.
Enfeite a história com efeitos sonoros: um nen6e chorando, os passos de alguém, uma batida na porta, o som de uma trombeta um grito de felicidade, um cachorro latindo… No princípio é normal sentir-se inibido, mas com o passar do tempo, isto torna-se parte integrante da história.
Conte uma história conhecida, de um ponto de vista diferente. Por exemplo: você já ouviu a história de José do ponto de vista de um dos seus irmãos? Se você usar pontos de vista diferentes, sempre poderá variar suas histórias. A história da ressurreição de Lázaro, pode ser contada do ponto de vista dos discípulos, das irmãs de Lázaro, dos judeus que estavam em Betânia…
Conforme já foi dito, o preparo é fundamental, mas a confiança em Deus é que deve dar segurança ao professor.
Faça sua parte, orando, estudando e preparando sua aula. O Espírito Santo tornará eficaz o ensino de sua Palavra (Hb 4.12).

17-O USO DOS RECURSOS PEDAGÓGICOS

Os Recursos Pedagógicos são meios dos quais o professor faz uso para ilustrar sua aula, ou torná-la mais interessante.
Os órgãos dos sentidos são grandes auxiliadores no processo de aprendizado. Estatísticas afirmam que aprendemos:
* 10% do que lemos
* 20 – 40% do que ouvimos
* 40 – 60% do que vemos
* 70 – 80% do que examinamos
* 90% do que experimentamos, fazemos ou falamos.
Por esta razão, precisamos combinar nossos métodos, de maneira que favoreçam o aprendizado de nossos alunos.
Os Recursos Pedagógicos mais usados são os métodos audio-visuais, isto é, que fazem uso da audição e visão, alguns dos quais falaremos a seguir:

 

  1. Flanelógrafo:

É um quadro forrado de flanela, onde serão colocadas figuras, também com flanela no verso. O flanelógrafo pode ser feito com uma armação de eucatex, isopor ou papelão forrados adequadamente.
É recomendável que cada professor tenha um arquivo de gravuras selecionadas para este fim. As figuras podem ser classificadas em envelopes separados para cada assunto: animais, plantas, pessoas, paisagens, Natal, Páscoa, Profissões, Missões, etc.
Há várias publicações que fornecem histórias bíblicas para flanelógrafo. As figuras devem ser recortadas cuidadosamente e guardadas em envelopes identificados. Estas histórias acompanham um esquema de montagem de cenas, que pode ser colado no envelope.
Use a imaginação e crie cenários diversos, adequados à história.
Alguns cuidados precisam ser tomados ao usar este recurso:
* Treine em casa a colocação das figuras, observando de longe, para verificar a perspectiva.
* Disponha o flanelógrafo em local que todos possam enxergar.
* Procure colocar alguma figura logo no início da lição.
* Permaneça ao lado do flanelógrafo, sem dar as costas ao aluno, nem esconder o cenário com seu corpo.
* Não mantenha seus olhos no quadro, olhe sempre para as crianças.
* Coloque as figuras com cuidado para não ficarem tortas, nem “voando”; passe a mão para fixá-las bem.
* Evite estar mexendo muito com as figuras. Se alguma cair, recoloque-a no lugar, calmamente, sem interromper a história.
Use ilustrações visuais para demostrar o caminho da Salvação, corinhos novos e o versículo a ser memorizado.

  1. Histórias em Cartazes:

Antes de pintar as figuras, leia as instruções e a história (às vezes, para combinar com a história, uma figura precisa ser pintada com uma cor determinada).
Segure os cartazes bem alto, para que todos vejam.
Não coloque os cartazes, nem gesticule enquanto estiver segurando-os. Se a história exigir movimentos, peça para um auxiliar segurar os cartazes. Neste caso, ele também deverá conhecer a história, para saber a hora exata de trocar as gravuras.
Ao segurar os cartazes, tome cuidado para não cobrir parte deles com os dedos.
 

  1. Caixa de areia:

Consiste numa caixa de madeira do tamanho da mesa, com cerca de 10cm de altura, com areia fina.
De acordo com história, prepara-se o cenário:
Da areia podemos fazer montes, vales, estradas, cavernas, etc. Uma pedra grande pode representar uma montanha, um espelho ou papel celofane azul serve de lagoa, rio ou poço. Com grama, galhos e flores naturais, é possível “plantar” jardins, florestas, canteiros, etc.
Uma vila pode ser montada com casinhas de papelão e pessoas, animais e objetos diversos moldados em argila.
Este é um recurso muito rico. Use a imaginação.

  1. Lâmina de Isopor:

Figuras coladas em cartona representam os personagens, tendo um palito de churrasco colado no verso, com a ponta saliente da figura. Esta ponta é “espetada” na placa de isopor, deixando o personagem de pé. Da mesma forma que na caixa de areia, pode-se criar cenários e embelezar qualquer história, com um pouco de criatividade.

  1. Fantoches:

São bonecos feitos de tecido, massa, ou até sacos de papel, que são “vestidos” na mão, de forma que possam ser movimentados com os dedos.
Quando os fantoches estiverem “falando”, use o seguinte macete: sílabas finalizadas com A, E e O devem abrir totalmente a boca dos fantoches; finalizadas em U, a abertura deve ser moderada; e finalizadas em I, a abertura deve ser mínima.
Para usar este recurso, é necessário uma armação onde o professor ou auxiliar possa esconder-se, deixando aparecer apenas a mão com o fantoche.
Este método, de maneira excelente, atrai e mantém a atenção das crianças de todas as idades.

  1. Lição Objetiva:

Usa-se algum objeto, através do qual a lição é aprendida. Exemplos:

A boneca estragada
DA BONECA REPRESENTA
Cabelos desarrumados Vida desordenada
Olhos fechados Quando não lemos a Bíblia
Ouvidos sujos Quando ouvimos coisas que não convém
Perna perdida Quando não saímos ao serviço de Deus
Braços fixos Quando não trabalhamos para Deus

Objetos e Geral
OBJETO SIMBOLIZA
Pedra Coração endurecido
Raiz Amargura
Toco de cigarro Vícios
Casca de árvore Falsa aparência
Folha seca Tristeza

  1. Dramatizações e Esquetes:

São interessantes, envolvem os alunos e prendem interesse de toda a classe.
Além destes, há muitos outros, como: álbum seriado, filmes, fitas, discos, slides, projeções, etc.
O importante, é variar os métodos, levando o aluno a chegar à Escola Dominical, sempre na expectativa de que alguma coisa interessante vai acontecer.
Uma Escola Dominical bem estruturada, pode estabelecer “Classes de Boas Novas”, que são classes bíblicas nos lares de famílias crentes, para as crianças da vizinhança.
Ao menos uma vez por ano, a Escola Dominical deve promover uma programação especial para as crianças: Escola Bíblica de Férias, Acampamento, Piquenique, Gincana, Culto ao ar Livre, Encontro de Crianças, Congressos de Escola Dominical.
Varie seus métodos, use a imaginação, confie na direção e atuação do Espírito Santo, e sua classe, com certeza, será uma bênção para todos os seus alunos e para a Igreja do Senhor.

Guia do Professor da EBD

 

18 -BIBLIOGRAFIA

GILBERTO, Antônio – A Escola Dominical
CHAVES, Otília – A Arte de Contar Histórias
KEY, Billie May – O Professor Dinâmico
GREGORY, John – As Sete Leis do Ensino
OVERHOLTZER, J. Irvin – Manual de Evangelismo das Crianças
EKSTROM, Siw – Compêndio do Departamento da Escolas Dominicais para as Professoras da Classe dos Pequenos
EKSTROM, Siw – Alguns Conselhos para quem quiser ser um Bom Professor

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