O Senhor Jesus afirmou: “E eis que cedo venho, e o meu galardão
está comigo para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap
22.12). Logo após o momento mais esperado pela Igreja de Cristo,
o seu Arrebatamento, os salvos em Cristo serão julgados, ainda
nos ares. “Julgados? Como assim?” — alguém poderá perguntar.
A Bíblia assevera que nenhuma condenação há para quem está em
Cristo Jesus (Rm 8.1). Mas o julgamento dos salvos não ocorrerá
para efeito de salvação ou condenação. Ele diz respeito à
premia-ção pelo trabalho desempenhado para o Senhor.
No exato momento em que os salvos em Cristo forem arrebatados,
terá início na terra a Grande Tribulação, que perdurará por
uma semana de anos (Dn 9.25-27). Nesse terrível período, Deus
derramará juízos sobre o mundo (Ap 6-11). Ao mesmo tempo, o
Dragão (Satanás) agirá livremente na terra através da Besta
(An-ticristo), um líder político, e da Segunda Besta (Falso Profeta),
um líder religioso. Juntos, formarão uma falsa trindade, uma
tríade satânica (Ap 13).
Enquanto isso, a Igreja do Senhor, galardoada, já terá ingressado
nas Bodas do Cordeiro. Elas abarcarão numa grande ceia envolvendo
todos os salvos, de todas as épocas, a qual será realizada
no céu, em algum momento após o Arrebatamento e o Tribunal de
Cristo (Ap 19.1-9). Ou seja, ao mesmo tempo em que os salvos,
no céu, participam de um banquete, na presença da Trindade, o
mundo é atribulado pela falsa trindade (16.13).
Ainda no período da Grande Tribulação, ocorrerá o julgamento
de Israel. Em Daniel 12.1 (ARA), está escrito: “Nesse tempo, se
levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu
povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que
houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o
teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro”. O con101
Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar
texto imediato dessa passagem e a analogia geral mostram que o
julgamento de Israel, em última instância, ocorrerá antes do julgamento
das nações e do Juízo Final (cf. Ap 12-16).
Como resultado desse julgamento, o remanescente de Israel se
voltará arrependido para Deus, aceitando Jesus como o Messias
(Rm 9.27; 11.25,36). O arcanjo Miguel terá um importante papel
na seleção de justos e injustos dentre o povo israelita. A menção
de um livro, em Daniel 12.1, não denota que os judeus salvos já
estejam eleitos antes da fundação do mundo. A eleição de Israel
refere-se ao povo e à nação (Êx 19.5,6), e não a indivíduos. Nesse
caso, constarão do livro de Deus aqueles que reconhecerem o Senhor
Jesus como Messias.
Depois dos sete anos da Grande Tribulação, o Senhor Jesus voltará
ao mundo com poder e grande glória, acompanhado dos seus
santos, para a batalha do Armagedom, descrita com detalhes em
Zacarias 14.1-4, Joel 3.2 e Apocalipse 16.13-16; 17.14. Não devemos
confundir a Manifestação de Cristo, no fim da Tribulação,
com o Arrebatamento da Igreja. A aludida batalha colocará termo
ao império do Anticristo (Ap 19.19-21).
Além do Tribunal de Cristo, subsequente ao Arrebatamento, e
do julgamento de Israel, durante a Grande Tribulação, ocorrerão
outros juízos, depois da Manifestação de Cristo em poder e glória.
O julgamento das nações se dará imediatamente após a batalha
do Armagedom. Os representantes das nações que sobreviverem a
essa batalha serão julgados de acordo com o trato dispensado ao
povo de Deus — Israel, nesse caso (Jl 3.12-14; Mt 25.31-46). Em
seguida, acontecerá o aprisionamento do Diabo e o estabelecimento
do Reino Milenar de Cristo (Ap 20.1 -6).
Em Apocalipse 20.7,8 está escrito: “E, acabando-se os mil
anos, Satanás solto da sua prisão. E sairá a enganar as nações que
estão sobre os quatro cantos da terra”. Depois de cumprir essa
malfadada missão, permitida e monitorada pelo Todo-poderoso,
o Inimigo — que já está condenado por antecipação (Jo 16.8-11)
— e suas hostes serão lançados no Lago de Fogo, o Inferno final
(Ap 20.9,10; 1 Co 6.3).
Todas as pessoas, sem exceção, serão julgadas quanto ao pecado.
Para os salvos, que permanecem em Cristo (1 Co 15.1,2), não

haverá condenação, pois o Senhor Jesus recebeu a sentença
conde-natória em seu lugar (Jo 5.24; Rm 5.8,9). Quanto aos
pecadores ou desviados do evangelho que partirem para a
eternidade sem a certeza da vida eterna, comparecerão, depois da
revolta do Diabo, ante o Trono branco, para o último grande
julgamento, o Juízo Final (Ap 20.11-15).
Não tenha dúvida, caro leitor. Todos os eventos escatológicos
mencionados, ainda que muitos digam o contrário — querendo
ajustar a revelação de Deus a sistemas pretensamente lógicos de
interpretação — , “hão de acontecer” (Ap 1.19). E, depois disso,
tudo será novo, na eternidade com Cristo (2 Pe 3.7; Ap 21-22).
Glória a Deus!

 

fonte: Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar

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