Jesus tinha duas naturezas, humana e divina

Leitura Diária 

Gálatas 4.
4 Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,

 

Reflexão

O conceito de ‘plenitude dos tempos’, conforme mencionado em Gálatas 4:4, desempenha um papel crucial na compreensão do plano divino para a salvação da humanidade. Este termo sugere um momento de realização e completude, um ponto específico na história em que todas as condições estavam adequadas para a intervenção divina. Historicamente, este período coincide com o auge do Império Romano, uma época de relativa paz e estabilidade conhecida como Pax Romana, que facilitou a disseminação rápida e eficaz das mensagens e ideias, incluindo o Evangelho.

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Teologicamente, a ‘plenitude dos tempos’ implica que Deus orquestrou eventos ao longo da história para culminar no envio de Seu Filho. Desde a aliança com Abraão, passando pela Lei dada a Moisés, até os profetas que preanunciaram a vinda do Messias, cada etapa foi um preparativo para este momento decisivo. Este planejamento meticuloso reflete a soberania e a sabedoria de Deus, que trabalha através das eras para cumprir Seus propósitos redentores.

O envio de Jesus, como descrito em Gálatas 4:4, é mais do que um simples ato de intervenção divina; é o clímax de uma missão divinamente orquestrada. Jesus veio ao mundo com um propósito claro: redimir aqueles que estavam sob a Lei, oferecendo-se como o sacrifício perfeito para expiação dos pecados da humanidade. Sua missão envolvia não apenas a reconciliação entre Deus e o homem, mas também a inauguração de um novo relacionamento baseado na graça e na verdade.

Portanto, a ‘plenitude dos tempos’ é um conceito que sublinha a providência e o tempo perfeito de Deus. A missão de Jesus, sendo enviado por Deus, reflete o cumprimento das promessas divinas e a implementação do plano de salvação que estava em preparação desde os primórdios da história bíblica. Este momento foi, sem dúvida, um ponto crucial na narrativa da redenção, destacando a importância do tempo e da missão de Jesus no grande esquema do plano divino.

As Duas Naturezas de Jesus: Humana e Divina

Em Gálatas 4:4, o apóstolo Paulo afirma: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. Esta passagem sublinha a plena humanidade de Jesus, enfatizando que Ele nasceu de uma mulher e esteve sujeito às mesmas leis e condições que qualquer outro ser humano. Portanto, Jesus não apenas compartilhou da nossa natureza humana, mas também viveu sob as mesmas circunstâncias e restrições impostas pela Lei de Moisés.

Simultaneamente, a doutrina cristã reconhece que Jesus é o Filho de Deus, eternamente preexistente e coessencial ao Pai. Esta natureza divina é apoiada por diversas passagens bíblicas, como João 1:1-14, onde se afirma que “o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” e “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Essa união das duas naturezas em uma única pessoa é fundamental para a compreensão cristã de quem é Jesus e do que Ele realizou.

Os Pais da Igreja, como Atanásio e São Cirilo de Alexandria, defenderam vigorosamente a doutrina das duas naturezas de Cristo. Atanásio, em particular, combateu o Arianismo, que negava a divindade plena de Jesus, enquanto São Cirilo foi um defensor contra o Nestorianismo, que questionava a união das naturezas divina e humana. Eles ensinaram que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, em uma união perfeita, sem confusão, mudança, divisão ou separação.

Durante seu ministério terreno, essas duas naturezas se manifestaram de várias maneiras. Jesus demonstrou sua humanidade ao sentir fome, sede, cansaço e dor. Ele chorou, se alegrou e experimentou a tentação. Entretanto, também revelou sua divindade ao perdoar pecados, acalmar tempestades, curar doenças e ressuscitar mortos. A combinação dessas duas naturezas foi essencial para a obra de redenção, pois, como verdadeiro homem, Jesus pôde representar a humanidade e, como verdadeiro Deus, pôde oferecer um sacrifício perfeito e eterno.

A compreensão das duas naturezas de Jesus é, portanto, vital para a fé cristã. Ela nos lembra da proximidade de Deus com a humanidade e da grandeza do sacrifício de Cristo, que sendo Deus, se fez homem para nos redimir. Essa doutrina continua a ser uma pedra angular para a teologia cristã e um ponto de reflexão profunda sobre o mistério de Cristo.

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