No sentido lato da mesma forma que se chama direito,
na ordem física, o caminho que conduz, sem desvio, de um
ponto a outro, do mesmo modo, na ordem moral, o direito
é, etimologicamente, o que conduz o homem, sem desvio, a
seu fim último.
Diante da majestosa presença do Criador, tudo será
aquilatado diante do seu poder moral, isto é, um poder que
se baseia na razão e na lei moral.
Opoê-se, assim, ao poder físico, que se baseia na força.
A força certamente pode ser justa, mas não é o direito. O
direito, porém, tem seus limites, porque se apóia numa lei
que, por sua vez, visa a um fim determinado.
Do ponto de vista divino de observação, esse direito
será regido pela Justiça de Deus. Nesse julgamento infinito
além dos demais atributos divinos, prevalecerão a justiça
e a retidão de Deus.
a. A Bíblia, em seu conceito geral, afirma ser Deus “O
Justo Juiz” (Gn 18.25; 2 Tm 4.8; Ap 16.7). Ele não pode ultrajar
o direito de ninguém, pois se assim procedesse, contrariava
toda sua natureza. As Escrituras afirma que “justiça
e juízo são a base do seu trono” (SI 97.2b).
A justiça divina é a execução da retidão; essa pode ser
chamada de santidade judicial.
“Justiça” é uma palavra que aparece por 476 vezes na
Bíblia. No Antigo Testamento, aparece como tradução do
termo hebraico “çedheq” . E em 0 Novo, no substantivo
grego “dikaiosume” cerca de 90 vezes. Seu sentido lato,
quer dizer “equidade legal” .(160)
b. Outra palavra que descreve um dos atributos morais
de Deus ligado ao juízo é a retidão.
A retidão de Deus é a imposição de leis e exigências retas;
podemos chamá-la de santidade legislativa. Deus é
“reto em todos os seus caminhos” (SI 92.15). Ele se move
por uma vereda de equidade e absoluta perfeição. Todos
esses atributos (e mais ainda) estarão presentes diante do
Trono Branco.

fonte: Escatologia Severino Pedro da Silva

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