Lição 01 – Duas Importantes Mulheres na História de um Povo

Adultos 3° Trimestre de 2024
 
7 de Julho de 2024
 
TEXTO ÁUREO
“Então, as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o Senhor, que não deixou, hoje, de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel.” (Rt 4.14)
 
VERDADE PRÁTICA
Conhecidas ou anônimas, muitas mulheres foram fundamentais no plano divino de redenção da humanidade.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Mt 1.5-17; Lc 3.32 Rute: uma ascendente direta de Davi
Terça – Rt 4.13-15 Rute gera um fi lho de Boaz, seu remidor
Quarta – Et 2.5-7,15 Ester foi criada pelo primo, Mardoqueu
Quinta – Et 2.16,17 Ester se torna rainha: um ato da providência divina
Sexta – Rt 1.11-13 Mulheres sábias compreendem o seu papel no Reino de Deus
Sábado – Et 2.15-17 Mulheres que se portam de maneira humilde
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
13 – Assim, tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher; e ele entrou a ela, e o Senhor lhe deu conceição, e ela teve um filho.
14 – Então, as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o Senhor, que não deixou, hoje, de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel.
15 – Ele te será recriador da alma e conservará a tua velhice, pois tua nora, que te ama, o teve, e ela te é melhor do que sete fi lhos.
16 – E Noemi tomou o fi lho, e o pôs no seu regaço, e foi sua ama.
17 – E as vizinhas lhe deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E chamaram o seu nome Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi.
18 – Estas são, pois, as gerações de Perez: Perez gerou a Esrom,
19 – e Esrom gerou a Arão, e Arão gerou a Aminadabe,
20 – e Aminadabe gerou a Naassom, e Naassom gerou a Salmom,
21 – e Salmom gerou a Boaz, e Boaz gerou a Obede,
22 – e Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a Davi.
1 – Vindo, pois, o rei com Hamã, para beber com a rainha Ester,
2 – disse também o rei a Ester, no segundo dia, no banquete do vinho: Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. E qual é o teu requerimento? Até metade do reino se fará.
3 – Então, respondeu a rainha Ester e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição e o meu povo como meu requerimento.
4 – Porque estamos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e lançarem a perder; se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia, ainda que o opressor não recompensaria a perda do rei.
5 – Então, falou o rei Assuero e disse à rainha Ester: Quem é esse? E onde está esse cujo coração o instigou a fazer assim?
6 – E disse Ester: O homem, o opressor e o inimigo é este mau Hamã. Então, Hamã se perturbou perante o rei e a rainha.
7 – E o rei, no seu furor, se levantou do banquete do vinho para o jardim do palácio; e Hamã se pôs em pé, para rogar à rainha Ester pela sua vida; porque viu que já o mal lhe era determinado pelo rei.
 
Hinos Sugeridos: da Harpa Cristã
 
1. INTRODUÇÃO
Neste trimestre estudaremos os livros históricos de Rute e Ester. Neles, veremos como Deus usou duas
mulheres na história da salvação. Elas foram muito importantes para preparar todo o contexto necessário para o advento do Senhor Jesus, o nosso Salvador. Apresente o comentarista deste trimestre, pastor Silas Queiroz, membro do Conselho de Comunicação e Imprensa da CGADB. Jornalista, Bacharel em Teologia e Direito, Procurador-Geral do município de Ji-Paraná, RO. Atua como pastor nas congregações de Ji-Paraná, cidade na qual reside.
 
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Apresentar o perfi l de Rute, a moabita;
II) Traçar o perfi l de Ester, a judia que ascendeu ao posto de rainha; III) Refletir a respeito da mulher cristã como protagonista no Reino de Deus.
B) Motivação: Rute e Ester nos apresentam perfi s de mulheres de Deus que podem nos inspirar em
nosso relacionamento com Deus, no compromisso mútuo com o próximo. Não há dúvida de que os exemplos dessas duas grandes mulheres ressoam ainda hoje e influenciam as mulheres do século XXI.
C) Sugestão de Método: Muito se discute a respeito do papel da mulher no mundo atual. A Bíblia revela mulheres fortes, moralmente corajosas e, ao mesmo tempo, dedicadas à sua família e aos negócios da cidade. Essa mulher bíblica que se revela em Rute e Ester, se revela em muitas mulheres hoje que amam a Jesus, sua igreja local e sua família. Por isso, introduza esta lição fazendo a contextualização entre a mulher cristã de hoje com a mulher da Bíblia em Rute e Ester.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Deus chama mulheres e as capacita para fazer uma grande obra em seu reino, para serem seu instrumento no século atual, de modo que o seu nome seja glorificado. Que o Espírito Santo continue a capacitar mulheres para a sua obra no mundo!
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 98, p.36, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de
sua aula: 1) O texto “Quando alguém diz”, localizado depois do primeiro tópico, ressalta a pessoa de Rute; 2) O texto “Ester”, ao final do segundo tópico, aprofunda a introdução a respeito de Ester.
 
Palavra-Chave: Mulheres
 
INTRODUÇÃO
Rute e Ester são os dois livros da Bíblia que levam o nome de mulheres. Registram duas das mais belas,
extraordinárias e dramáticas histórias sagradas. A primeira, ocorrida em Moabe e Belém, no período dos juízes, que durou, aproximadamente, de 1375 a 1050 a.C. A segunda, na Pérsia, depois do cativeiro babilônico, entre 483 e 473 a.C. Rute e Ester viveram em épocas, circunstâncias e contextos muito diferentes, mas expressaram as mesmas virtudes espirituais e morais: fé, convicção, humildade, coragem, obediência, simplicidade, pureza, abnegação, temor a Deus e disposição de servir. Essas duas mulheres foram fundamentais para a preservação do povo judeu, a descendência piedosa de Abraão. Suas vidas continuam sendo fontes de profunda inspiração para todos que desejam agradar a Deus e viver para a sua glória (Sl 147.11; 1 Co 10.31; Hb 11.6).
 

I – RUTE: UMA MULHER IMPORTANTE PARA A LINHAGEM DE DAVI

1. Uma moabita. Descendentes de Moabe, filho da relação incestuosa de Ló, o sobrinho de Abraão, com sua filha mais velha (Gn 19.30-37), os moabitas eram um povo pagão, hostil a Israel desde os dias do rei Balaque (Nm 22.1-6; Dt 23.3,4; Jz 11.17). Habitavam a leste do mar Morto (atual Jordânia) e eram dados à idolatria e à imoralidade sexual (Nm 25.1,2; Ap 2.14). Pertencendo a este povo, era de todo improvável que Rute fizesse parte da linhagem de Davi, família da qual viria o Messias, o Salvador do mundo (Gn 49.8-10; Is 11.1,10; Mq 5.2; Ap 5.5). Mas os caminhos de Deus são mais altos que os nossos; estão muito acima de nossa compreensão (Is 55.8,9; Rm 11.33). Ele é soberano (Jó 42.2). Faz do improvável, provável e do impossível, possível quando cremos nEle, o tememos e obedecemos sem impor-lhe qualquer condição (Gn 18.14-16; Hb 11.8-11).
2. A família belemita. A história de Rute muda a partir de seu ingresso em uma piedosa família de Belém de Judá, que peregrinava nos campos de Moabe por causa da fome que assolava a terra de Israel (Rt 1.1). Eram Elimeleque, sua mulher, Noemi, e os filhos Malom e Quiliom. Depois de algum tempo na terra dos moabitas, Elimeleque morre, ficando Noemi na companhia de seus dois filhos (Rt 1.2,3). Rute se casou com Malom, o mais velho deles (Rt 4.10). Ao final de quase 10 anos, também Malom
e seu irmão Quiliom morreram. Viúva e sem filhos, Noemi decide voltar a Belém, motivada pela notícia de que a fome havia cessado em sua terra. Embora pudesse permanecer em Moabe – como decidiu Orfa, viúva de Quiliom –, Rute escolhe ir com sua sogra Noemi, declarando sua fé no Deus de Israel (Rt 1.4,6,16).
3. Matrimônio e maternidade. Esta síntese biográfica tem seu ápice em Belém, com dois eventos que foram fundamentais para que o propósito de Deus se cumprisse na vida dessa moabita. Apegada à sua
sogra e sempre disposta a obedecê-la e servi-la, Rute alcança o favor do Deus de Israel, “sob cujas asas te vieste abrigar” (Rt 2.12). O casamento com Boaz, parente de Elimeleque, e o nascimento de seu filho Obede (heb. “servo”) fazem de Rute uma ascendente direta de Davi (de quem foi bisavó) e integrante da genealogia de Jesus (Rt 4.1-22; Mt 1.5-17; Lc 3.32). Honrar o casamento e a geração de filhos traz
a bênção de Deus para muitas gerações (Hb 13.4; Sl 127.3-5).
 
SINOPSE I
Rute era uma mulher moabita, de família belemita, que escolheu viver com sua sogra após a morte de seu esposo.
 
AUXÍLIO VIDA CRISTÃ
“QUANDO ALGUÉM DIZ: 
‘Dei- xe-me contar sobre a minha sogra’, esperamos algum tipo de declaração negativa ou anedota humorística, pois muitas delas têm sido alvo de ridicularização ou comédia. […]
Não é dito muito sobre Noemi a não ser que amava e cuidava das noras. Obviamente, a vida dela foi
um poderoso testemunho para a realidade do Senhor. Rute foi atraída para ela — e para o Deus dela.
Nos meses que se sucederam, o Todo-poderoso levou esta jovem viúva moabita a um homem chamado
Boaz, com quem posteriormente se casou. Como resultado, ela se tornou bisavó de Davi e ancestral do
Messias. Que profundo impacto teve a vida de Noemi!” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de
Janeiro: CPAD, 2004, p.354.).
 

II – ESTER: A MULHER QUE AGIU PARA A SOBREVIVÊNCIA DOS JUDEUS

1. De Belém para Susã. Cerca de cinco séculos depois de Rute, a Bíblia nos apresenta outra mulher notável, Ester, também usada providencialmente por Deus para a preservação do povo de Israel. Filha de Abiail, tio de Mardoqueu, Ester era judia. Órfã de pai e mãe, foi criada pelo primo Mardoqueu (Et 2.5-7,15). Seu nome hebraico era Hadassa, que significa “murta”, uma das plantas favoritas do mundo antigo, de folhas perfumadas e flores brancas ou rosadas, usadas para perfumar ambientes e fazer grinaldas para os nobres nos banquetes. Já o nome persa Ester (stara) significa “estrela”. Ester fazia
parte da geração de judeus nascidos no cativeiro. Conforme Isaías e Jeremias haviam profetizado, o fim do cativeiro babilônico foi decretado por Ciro, rei da Pérsia, no ano 538 a.C. (Is 44.26,28; 45.1,4,5,13; Jr 29.10-14). No entanto, a maioria dos judeus permaneceu na Babilônia, sob domínio persa.
2. De órfã a rainha. Susã era capital do novo império (Et 1.1,2). Lá viviam Ester e Mardoqueu, dentre milhares de outros judeus. Dotada de rara beleza, Ester integrou o grupo de moças virgens que se candidataram para suceder a rainha Vasti, deposta pelo rei Assuero por sua desobediência, como escreve o historiador judeu Flávio Josefo. Vasti se recusou a comparecer a um banquete oferecido pelo rei nos jardins de seu palácio (Et 1.5-8,10-12,21,22). Em um inequívoco ato da providência divina, Ester se tornou rainha em seu lugar (Et 2.16,17). Cinco anos depois, essa jovem judia, agindo com
sabedoria e muita coragem, obteve de Assuero um decreto que livrou da morte o povo judeu de todo o império (Et 8 e 9). Como diz Matthew Henry, “ainda que o nome de Deus não se encontre [no livro
de Ester], o mesmo não se pode dizer de sua mão, guiando minuciosamente os fatos que culminaram na libertação de seu povo”.
3. No campo ou no palácio. Assim como Rute, Ester é um exemplo inspirativo do quanto valem a fidelidade e a confiança em Deus, seja qual for o contexto em que vivamos. Os princípios divinos são
absolutos e imutáveis; sufi cientes para orientar nossa conduta em qualquer tempo e lugar (Sl 19.7-9; 119.89-91).
 
SINOPSE II
Ester é a mulher judia de Belém; era órfã, mas foi para Susã, a capital do império, para se tornar rainha.
 

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ
“ESTER

A beleza e o caráter de Ester conquistaram o coração de Assuero (ou Xerxes), e assim o rei fez de Ester sua rainha. Mesmo em sua posição tão favorecida, ela arriscou a própria vida, entrando à presença do rei sem ser chamada. Não havia sequer a garantia de que o rei a receberia. Embora fosse a rainha, não estava completamente segura. Mas, com cautela e coragem, Ester decidiu arriscar sua vida, abordando o rei a favor de seu povo.

[…] Neste ínterim, Deus estava trabalhando ‘nos bastidores’. O Senhor fez com que o rei lesse os registros históricos do reino, à noite, e descobrisse que Mardoqueu certa vez salvou a sua vida. Assuero não perdeu tempo para honrar Mardoqueu por tal ato. Durante o segundo banquete, Ester revelou ao rei
a conspiração de Hamã contra os judeus, e este foi sentenciado. […] 
O risco que Ester correu confirmou que Deus era a fonte de sua segurança” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD,2004, p.692).
 

III – MULHERES DE DEUS COMO PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA

1. O protagonismo feminino. A liderança masculina, instituída por Deus (Gn 1.26; cf. Ef 5.22,23), não anula o propósito divino com a mulher, nem lhe retira a possibilidade de, em muitas circunstâncias, ser protagonista da história. Isso não implica, todavia, na necessidade de confundir ou inverter os papéis entre homem e mulher. Os exemplos de Rute e Ester são eloquentes neste sentido. Não foi a altivez, mas a humildade, a submissão e a obediência que tornaram, tão relevante, a vida dessas mulheres.
2. Cumprindo os papéis. Noemi dá testemunho de que Rute cumpriu bem a função de esposa (Rt 1.8). Seu extraordinário relacionamento com a sogra não nos permite outra conclusão. Ambas eram mulheres sábias, que conheciam bem os seus papéis (Rt 1.11-13), o que é fundamental para uma boa convivência em família, inclusive entre nora e sogra (Pv 14.1).
3. Educação familiar. Não foi apenas a beleza de Ester que lhe fez ser escolhida rainha, mas também sua humildade e seu bom comportamento no palácio (Et 2.15-17). Apesar de órfã, Ester havia recebido uma boa educação de Mardoqueu, a quem devotava obediência e profundo respeito (Et 2.10; 4.1-4). É no lar que somos forjados para os grandes desafi os da vida (Pv 29.15,17; 30.17).
 
SINOPSE III
A Bíblia apresenta mulheres como protagonistas da história, cumprindo devidamente o papel estabelecido por Deus.
 
CONCLUSÃO
Deus continua usando mulheres para cumprir seus propósitos. Algumas se tornam conhecidas e tem seus nomes registrados na história, como Rute e Ester. Outras, como a mulher de Noé, vivem a vida toda no anonimato (Gn 6.10,18; 7.7,13; 8.15,16), mas nem por isso deixam de ser importantes. O que seria do patriarca sem uma companheira fiel ao seu lado enquanto cumpria a missão divina que recebera? No Reino de Deus, seja homem, seja mulher, o que importa não é o quanto a pessoa aparece, pois o Senhor olha para o coração (1 Sm 16.7; 1 Co 3.12-15).
 
REVISANDO O CONTEÚDO
1. A quais períodos históricos estão ligados os livros de Rute e Ester?
O Livro de Rute, ocorrida em Moabe e Belém, no período dos juízes, que
durou, aproximadamente, de 1375 a 1050 a.C. O Livro de Ester, na Pérsia,
depois do cativeiro babilônico, entre 483 e 473 a.C.
 
2. Quem eram os moabitas?
Os moabitas eram um povo pagão, hostil a Israel desde os dias do rei Ba-
laque (Nm 22.1-6; Dt 23.3,4; Jz 11.17).
 
3. Que eventos representam o ápice da história de Rute quanto aos propósitos de Deus em sua vida?
Esta síntese biográfi ca tem seu ápice em Belém, com dois eventos que foram fundamentais para que o propósito de Deus se cumprisse na vida dessa moabita: apego a sua sogra e o casamento com Boaz.
 
4. Como a providência divina se manifesta no livro de Ester?
Em um inequívoco ato da providência divina, Ester se tornou rainha em seu lugar (Et 2.16,17). Cinco anos depois, essa jovem judia, agindo com sabedoria e muita coragem, obteve de Assuero um decreto que livrou da morte o povo judeu de todo o império (Et 8 e 9).
 
5. Para ser protagonista da história a mulher precisa desempenhar papel masculino?
Não. Os exemplos de Rute e Ester são eloquentes neste sentido. Não foi a altivez, mas a humildade, a submissão e a obediência que fi zeram tão relevante a vida dessas mulheres.

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