Lição 07 – A DOUTRINA QUE DÁ VIDA E EXPULSA DEMÔNIOS

jovens 1° trimestre 2024

18 de Fevereiro de 2024

TEXTO PRINCIPAL
“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.” (Jo 10.9,10)

RESUMO DA LIÇÃO
A doutrina de Jesus reflete o seu caráter, razão pela qual ela liberta e dá vida aos que creem e a obedecem.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA – Rm 13.1,2 Deus ordena as autoridades
TERÇA – Mt 7.28,29 Jesus ensinava com autoridade
QUARTA – Lc 7.1-10 A autoridade de Jesus sobre as enfermidades
QUINTA – Mc 5.1-15 A autoridade de Jesus sobre os demônios
SEXTA – Jo 11.25-27 Jesus tem poder sobre a morte
SÁBADO – Jo 17.1,2 O poder de Jesus sobre os homens

OBJETIVOS
• COMPREENDER a autoridade da doutrina de Cristo;
• CONSCIENTIZAR de que a doutrina de Cristo dá vida ao homem;
• SABER a respeito da doutrina de Cristo e os demônios.

INTERAÇÃO
Professor (a), nesta lição estudaremos a respeito da doutrina de Jesus Cristo. Veremos que ela dá vida ao crente e autoridade para expulsar os demônios. É importante que seus alunos compreendam que o sentido de autoridade utilizado nessa lição diz respeito à doutrina de Cristo, referindo-se à sua fonte divina, o que faz dela digna de toda aceitação (1 Tm 1.15).
A autoridade de Jesus tem o propósito de habilitar os seus discípulos a cumprirem a sua missão (Lc 10.19). No decorrer a lição, enfatize que a autoridade tem relação direta com a representação da pessoa de Jesus, e isso por meio da exposição da mensagem do Evangelho.
Sabemos que a autoridade de Jesus é a principal marca do seu ensino, diferente dos escribas, cujos discursos eram vazios e desconexos da verdadeira autoridade.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado (a) professor (a), inicie o primeiro tópico da lição fazendo a seguinte pergunta: “Quais são as nossas atitudes que proclamam a Cristo?” Incentive a participação dos alunos e ouça a todos com atenção. Em seguida, explique que podemos proclamar a Jesus Cristo da seguinte forma:
* Com o nosso testemunho de vida;
* Com uma vida íntegra que não faz o mal para o próximo;
* Com uma vida que expresse amor e bondade com o poder e a autoridade de Jesus Cristo.
* Conclua enfatizando que a Igreja precisa anunciar a Cristo com poder e autoridade.

TEXTO BÍBLICO
Marcos 1.21-28

21 Entraram em Cafamaum, e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.
22 E maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade e não como os escribas.
23 E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, dizendo:
24 Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.
25 E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te e sai dele.
26 Então, o espírito imundo, agitando-o e clamando com grande voz, saiu dele.
27 E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!
28 E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.

INTRODUÇÃO
Por intermédio do ministério terreno de Jesus, podemos ver que doutrina e obras caminham unidas. As obras realizadas pelo Senhor Jesus revelam o seu caráter e a natureza da sua doutrina. Portanto, além de relacionar a doutrina de Cristo com suas obras, esta lição mostrará que ambas são inseparáveis e que as obras do Senhor são firmadas em quem Ele é.

 

I – A AUTORIDADE DA DOUTRINA DE CRISTO

1. O conceito de autoridade. Autoridade é um termo amplo e abrangente, motivo pelo qual precisamos defini-lo. O sentido de autoridade utilizado aqui diz respeito à doutrina de Cristo, referindo-se à sua fonte divina, o que faz dela ser digna de toda aceitação (1 Tm 1.15), Certa vez, os discípulos de Jesus recuaram e já não andavam mais com Ele (Jo 6.66). Então, o Mestre indagou aos 12 discípulos dizendo: “Quereis vós também retirar-vos?” (v. 67). Pedro então disse: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (v. 68).
Pedro estava afirmando a autoridade da doutrina que procede de Jesus. Portanto, a autoridade da doutrina de Cristo está relacionada ao fato de Ele ser Deus, e a fonte de toda autoridade (Rm 13.1-4).
2. Autoridade que habilita. A autoridade de Jesus tem o propósito de habilitar os seus discípulos a cumprirem a sua missão (Lc 10.19). No texto de Lucas 9.1-6 o Senhor Jesus designa os seus discípulos a representá-lo em expedições missionárias. O poder prometido seria para habilitar os discípulos a realizarem milagres no nome de Jesus. A autoridade tem relação direta com a representação da pessoa de Jesus e isso por meio da exposição da mensagem do Evangelho.
A autoridade é uma resolução a fim de que possamos representar uma pessoa, razão pela qual Jesus mostra aos discípulos que eles não deveriam desfalecer quando fossem rejeitados, pois na verdade, as pessoas estariam rejeitando ao próprio Senhor que os enviou. Sendo assim, a autoridade de Cristo confere todas as condições necessárias em favor do avanço de seu Reino, inclusive na difusão de sua doutrina.
3. Autoridade confirmada. A autoridade exercida no ministério de Jesus contribuiu para que suas palavras e ações fossem confirmadas pelo povo. Na conclusão do Sermão do Monte, vemos que os ouvintes ficaram maravilhados, pois o Mestre “os ensinava com autoridade e não como os escribas” (Mt 7.29).
A autoridade de Jesus o distingue dos escribas, cujos discursos eram vazios e desconexos da verdadeira autoridade, enquanto o Senhor a possui, como explica Mattew Henry: “Cristo, sobre a montanha mostrava mais autoridade que os escribas na cadeira de Moisés. Dessa forma, quando Cristo ensina às almas através do seu Espirito, Ele ensina com autoridade. Ele disse: ‘Haja luz. E houve luz'”, A autoridade de Jesus faz dEle digno de ser ouvido e a sua doutrina digna de toda aceitação, haja vista ser ela de natureza divina.

SUBSÍDIO 1
Professor (a) , inicie o tópico explicando que “muitas vezes, os mestres judeus citavam palavras de rabinos famosos, para conferir mais autoridade a seus ensinamentos. Mas Jesus não precisava disso. Jesus é Deus; sabia exatamente as Escrituras e o seu significado. Ele é a suprema Autoridade.

 

II – A DOUTRINA DE CRISTO DÁ VIDA AO HOMEM

1. Morte espiritual. O pecado tornou a morte e os seus danos uma triste realidade. inclusive a morte espiritual, já que biblicamente, o homem sem Deus é descrito como morto espiritualmente. Nesse caso, qual o sentido de morte espiritual? Em Efésios 2.1-3, Paulo ensina que o homem sem Deus se encontra morto em suas ofensas e pecados e nos mostra algumas características dessa condição, como por exemplo: cometer práticas ilícitas deliberadamente; viver de acordo com os padrões deste mundo que é inimigo de Deus; desobediência e seguir os desejos da carne. Sendo assim, a morte espiritual faz do homem inimigo de Deus (Tg 4.4), que pratica tudo o que desonra e contraria ao Senhor (Rm 1.29-31), e somente o Espírito pode reverter tal situação (GL 5.16,17).
2. A vida de Cristo. Jesus é o bom Pastor que “dá a vida pelas suas ovelhas” (Jo 10.11). Mas, afinal de contas, que vida é esta? Há muito o que dizer sobre a vida de Cristo, afinal, Ele é a própria vida (Jo 14.6). Esta vida contrasta com a morte espiritual, conforme descrita anteriormente. Paulo afirma que o homem é salvo por meio da vida de Cristo como fruto da reconciliação adquirida pelo seu sofrimento na cruz (Rm 5.10), que faz do reconciliado uma nova criatura tanto em suas práticas como em sua posição diante de Deus e dos homens (Cl 1.21-23).
Jesus disse a Nicodemos sobre a nova vida que Ele dá e que somente por ela é que o homem pode ver e fazer parte do Reino de Deus (Jo 3.3).
3. Doutrina de vida. Jesus é a vida, Logo suas palavras e os seus ensinamentos também são vida. O conceito de vida pode ser encontrado em vários ensinos de Jesus, como na conclusão da parábola do Filho Pródigo (Lc 15.11-32), no diálogo com a mulher Samaritana (Jo 4.14), na mensagem que pregou após a multiplicação dos pães e peixes (Jo 6.1-15), na conversa com Marta enquanto a consolava pela morte de Lázaro (Jo 11.25), além de tantos outros textos bíblicos que confirmam essa verdade.
Jesus disse que as suas palavras são “espírito e vida” (Jo 6.63). Esse texto reafirma a natureza espiritual e divina das palavras de Jesus e o fato de que as suas palavras produzem vida. Portanto, a resposta à pergunta: “que nova doutrina é esta?” É uma doutrina de vida.

SUBSÍDIO 2
Professor (a), para iniciar o tópico faça a seguinte indagação: “O que movia Jesus a ensinar?” Ouça os alunos e explique que Jesus era movido pela compaixão e misericórdia. “No Novo Testamento, a palavra ‘misericórdia’ é a tradução da palavra grega eleos ou ‘piedade, compaixão, misericórdia’ (veja seu uso em Lucas 10.37), e oiktirmos. isto é, ‘companheirismo em meio ao sofrimento’. No Antigo Testamento representa duas raízes distintas: rehem, (que pode significar maciez), ‘o ventre’, referindo-se, portanto, à compaixão materna (1 Rs 3.26, ‘entranhas’), e hesed, que significa força permanente (Sl 59.16) ou ‘mútua obrigação ou solidariedade das partes relacionadas” — portanto, lealdade. A primeira forma expressa a bondade de Deus, particularmente em relação àqueles que estão em dificuldade (Gn 43,14; Êx 34 6). A segunda expressa a fidelidade do Senhor, ou laços pelos quais ‘pertencemos’ ou ‘fazemos parte’ do grupo de seus filhos. Seu permanente e imutável amor está subentendido, e se expressa através do termo berit, que significa ‘aliança’ ou ‘testamento.”

 

III – A DOUTRINA DE CRISTO E OS DEMÔNIOS

1. A doutrina de Cristo e suas obras. Jesus se manifestou “para desfazer as obras do diabo” (1 Jo 3.8). Ele percorreu vários lugares anunciando “o evangelho do Reino” e “fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo” e anunciando “o evangelho do Reino” (Mt 9.35; At 10.38). Observe que as obras de Jesus sempre estiveram conectadas à sua mensagem e aos seus ensinos. Suas obras nunca estão separadas de sua doutrina, inclusive o seu poder de expulsar demônios. A doutrina de Cristo é ampla e tem como propósito: “(…] que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Ela se fundamenta em quem Ele é, conforme a declaração de Pedro (Mt 16.16-18).
2. Os demônios reconhecem Jesus. Os demônios conhecem a Jesus, sabem de sua natureza, reconhecem a sua divindade e se encurvam diante do seu poderio (Mt 8.28-34). Os Evangelhos relatam que quando a Legião que aprisionava e atormentava o Gadareno viu a Jesus de Longe, se prostrou e o adorou ( Mc 5.6). O reconhecimento dos demônios em relação a Jesus pode parecer um ato de adoração, mas segundo Lawrence Richards “este não foi em absoluto um ato de adoração, mas um reconhecimento forçado dos espíritos imundos diante de um homem com a superioridade de Jesus”. Os demônios se submetem e respeitam tanto a Jesus como à sua autoridade.
3. Os demônios são expulsos. Depois de uma expedição missionária, os discípulos com entusiasmo deram o seguinte relato a Jesus: “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (Lc 10.17). Os discípulos estavam corretos, pois o Mestre, ao realizar milagres, inclusive libertando pessoas de espíritos imundos, mandou que os discípulos de João Batista — que estava preso — testemunhassem acerca disso (Lc 7.21,22). O domínio de Jesus sobre os demônios advém de sua natureza e autoridade divinas, bem conhecidas pelos espíritos maus que o reconhecem (At 19.13-16).
Embora tenha sido reconhecido pelos demônios, o Senhor Jesus não interrogou ou estabeleceu qualquer diálogo com eles. Jesus não dependia que a sua identidade fosse confirmada pelo Diabo. O que fica claro é a autoridade de Jesus e de seus ensinos ser reconhecido até mesmo entre os demônios.

SUBSÍDIO 3
“Os demônios aparecem com frequência no Novo Testamento como “espirito imundo” (Mt 12.43; Mc 1.23,26; 3.30; 5.2,8; 7.25: 9 25; Lc 8.29; 9.42; Lc 11.24); “espírito mudo” (Mc 9.17); “espírito” (Mc 9.20); “um espírito” (Lc 9.39); “espírito de demônios” (Lc 4.33); “espirito de adivinhação” (At 16.16) e “espírito maligno” (At 19.15,16). Já nos Evangelhos e em Atos, os demônios aparecem em oposição a Jesus, com ênfase na superioridade de Cristo sobre eles. Nos escritos paulinos, são principados, dominações e potestades (1 Co 15.24,27; Cl 1.15-20; Ef 1.20-22). No Apocalipse os demônios com o Diabo estão presentes na luta final contra Jesus e a igreja. Apesar da sua presença nos relatos dos Evangelhos Sinóticos e em Atos dos Apóstolos, a origem deles é considerada obscura por alguns.
A melhor compreensão de como esses espíritos surgiram depende também da origem de Satanás, pois ele é chamado de Belzebu, “o príncipe dos demônios” (Mt 12.24; Mc 3.22; Lc 1125). Jesus fez menção do “diabo e seus anjos” (Mt 25.41). Quem são esses anjos e qual origem deles e do seu chefe? O Novo Testamento faz menção de anjos rebeldes que foram expulsos do céu (2 Pe 2.4; Jd 6). Muitos consideram Isaias 14.12- 15 e Ezequiel 28.12-15 como referência à origem e à queda de Satanás.

CONCLUSÃO
Infelizmente, é muito comum tratar as obras de Jesus sem que se leve em consideração os seus ensinos, e isso tem causado danos dos mais variados à sua igreja, Por isso, essa lição buscou apresentar a inabalável verdade de que a doutrina de Cristo também reflete o seu poder, razão pela qual ela também dá vida e expulsa os demônios. A doutrina de Cristo é fonte de vida e de poder para todos os crentes.

HORA DA REVISÃO
1. Qual o sentido da palavra “autoridade” utilizado na lição?
O sentido de autoridade utilizado diz respeito à doutrina de Cristo, referindo-se à sua fonte divina, o que faz dela digna de toda aceitação (1 Tm 1.15).

2. A autoridade da doutrina de Cristo está relacionada a que fato?
A autoridade tem relação direta com a representação da pessoa de Jesus, e isso por meio da exposição da mensagem do Evangelho.

3. Qual o propósito da autoridade de Jesus?
A autoridade de Jesus tem o propósito de habilitar os seus discípulos a cumprirem a sua missão (Lc 10.19).

4. Como é descrito em Efésios o homem sem Deus?
Em Efésios 2.1-3. Paulo ensina que o homem sem Deus se encontra morto em suas ofensas e pecados.

5. Para que Jesus se manifestou?
Jesus se manifestou “para desfazer as obras do diabo” (1 Jo 3.8).

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