4º Trimestre de 2007

 

Data: 16 de Dezembro de 2007

TEXTO ÁUREO

“Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.11).

VERDADE PRÁTICA

A promessa da segunda vinda de Cristo consola o nosso coração com a certeza de que estaremos reunidos com o nosso Salvador.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mc 13.28-37

A segunda vinda de Cristo e a nossa vigilância

Terça – Mt 24.45-51

A segunda vinda e o crente como servo

Quarta – Ap 22.20

A segunda vinda e o anelo do crente

Quinta – 1 Ts 4.13-18

A segunda vinda e a mensagem de Cristo para a Igreja

Sexta – Ap 5.9,10

A segunda vinda e o cântico da redenção

Sábado – 2 Pe 3.13,14

A segunda vinda e o futuro dos salvos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.1-3; Atos 1.9-11.

João 14

1 – Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.

2 – Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar.

3 – E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.

Atos 1

9 – E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

10 – E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que Junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,

11 – os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

INTERAÇÃO

Professor, nesta lição os alunos mais uma vez estudarão a respeito da segunda vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Enfatize essa promessa, mas não se esqueça de fundamentá-la nos ensinos das Sagradas Escrituras. Ensine com fé, esperança e amor (1 Co 13.13) e, depois, colha os frutos de seu ministério: “Porque Deus não é injusto para esquecer da vossa obra e do trabalho da caridade que, para com o seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos e ainda servis” (Hb 6.10).

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Explicar a ocasião da segunda vinda de Cristo.
Descrever os fundamentos bíblicos da segunda vinda.
Preparar-se para o arrebatamento da Igreja.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, em Mateus 24.32-44 Jesus empregou alguns verbos que denotam a urgência de o crente estar atento para não ser surpreendido pela vinda repentina do Senhor. No original, os principais verbos deste trecho estão no imperativo categórico, ou seja, expressam uma ordem absoluta que deve ser obedecida irrestritamente. Esses verbos são: “aprendei” (v.32), “sabei” (v.33), “vigiai” (v.42), “considerai” (v.43), e “estai” (v.44). Reproduza a tabela demonstrativa dos termos e figuras bíblicas que exortam o crente à vigilância, segundo o modelo apresentado.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Segunda Vinda: Retorno glorioso e triunfante de Cristo que ocorrerá em duas fases distintas: primeiro para a Igreja e depois para Israel.

A gloriosa promessa da segunda vinda de Cristo é a maior esperança da Igreja. É “a bem-aventurada esperança” de que trata Tito 2.13. Esse tão aguardado evento significará, para a Igreja, o ápice de sua peregrinação neste mundo (Mt 16.18). Desde a sua inauguração, no dia de Pentecostes (At 2.1-4), até o momento presente, os verdadeiros cristãos clamam todos os dias com santa e bendita expectativa: “Ora, vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20).

I. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO – UMA PROMESSA CONSOLADORA

1. A ocasião da promessa. No relato que se encontra em João 14, o Senhor Jesus reafirma, aos seus discípulos, a promessa de sua segunda vinda. Jesus fez esta gloriosa promessa quando seu ministério terreno convergia para o momento mais doloroso e significativo de seu primeiro advento – sua morte na cruz.

Depois de três anos seguindo a Cristo por toda parte, sendo testemunhas de seus milagres e aprendendo todos os dias a seus pés, era preciso também que os discípulos compreendessem a dimensão da cruz. Não fazia sentido ficarem com os corações turbados (v.1), afligidos, pelo que brevemente aconteceria, como se ali fosse o fim de tudo. Era necessário que se cumprissem as Escrituras (Sl 22.17,18; Is 53.1-5).

2. A razão da promessa. O propósito de Jesus, portanto, foi mostrar naquele momento que a cruz era apenas uma parte do plano de Deus para a redenção da raça humana. Tudo conforme o propósito divino até que Ele voltasse uma segunda vez, agora não mais para sofrer, mas para levar à glória o povo que Ele salvou (Ap 5.9,10).

3. O consolo da promessa (vv.2,3). Nesse contexto, o Senhor alude às moradas do Pai e afirma: “virei outra vez”. A obra consumada no Calvário seria o ponto de partida para a grande colheita de almas que se verifica nestes últimos tempos. Assim, a promessa teve como propósito consolar o coração dos discípulos com a certeza de que, um dia, estariam outra vez reunidos com o maravilhoso e compassivo Salvador (Lc 17.24-36; 21.25-36).

Não se pode perder de vista o foco da promessa que o Senhor deixou aos discípulos e a todo o seu povo. Temos de saber e crer firmemente, fundamentado nas Escrituras, que o Senhor voltará pessoalmente para levar os seus fiéis para estarem com Ele (v.3), como a sua promessa. Este é o cerne da mensagem de sua segunda vinda com a qual devemos consolar-nos mutuamente, como ensinou Paulo (1 Ts 4.18).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A segunda vinda de Cristo é uma santa e bendita promessa que traz esperança e consolo ao crente.

II. A SEGUNDA VIDA DE CRISTO E A BEM-AVENTURADA ESPERANÇA

1. A afirmação da esperança. O texto de Atos 1 descreve os últimos momentos do Senhor com os discípulos em Jerusalém. É quando lhes dá as últimas instruções e os prepara para a missão proclamadora do Evangelho (At 1.8). Enquanto Ele falava, elevou-se às alturas, perante os discípulos. Nesse momento, os anjos lhes reacendem a esperança para que jamais se esquecessem do que Jesus lhes dissera antes (v.11). Assim como outras promessas do Senhor foram já cumpridas, esta também há de se cumprir fielmente: Ele voltará para levar a sua Igreja para o céu (Ap 3.11). Essa mensagem não pode jamais ser abandonada pela Igreja.

2. A alegria da esperança. A promessa da segunda vinda de Cristo é, portanto, uma mensagem de grande alegria; quem tem essa esperança não pode ficar contristado ou atemorizado. Somente os que se acham despreparados é que têm medo da vinda de Jesus; por isso, abandonam a vigilância, conforme preconiza a parábola das Dez Virgens (Mt 25.1-13). Mas o anelo daqueles que permanecem fiéis é a bem-aventurada esperança de sua vinda (Tt 2.13).

3. O aguardo da esperança. Há duas posições extremas quanto à vinda de Cristo. A primeira tem a ver com aqueles que se descuidam, negligenciam e não valorizam esse tão aguardado momento, achando que seja algo para um tempo ainda muito distante e incerto. Vivem como as virgens loucas e chegam, inclusive, a escarnecer da Palavra de Deus (2 Pe 3.1-12). Caso os tais não se arrependam e se voltem para Jesus enquanto há tempo, não verão a chegada do Noivo. A porta da graça se lhes fechará (Mt 25.10).

A outra posição relaciona-se com aqueles que, mediantes especulações, tentam decifrar o dia da vinda de Jesus, contrariando o ensino da Palavra de Deus. À luz do ensino de Cristo e dos apóstolos, desse dia e hora somente Deus sabe (Mc 13.32,33; 2 Pe 3.10).

O verdadeiro crente, que conhece e vive a Palavra de Deus, aguarda a promessa da vinda de Jesus como um evento plenamente real e certo, que pode acontecer a qualquer momento.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A promessa da segunda vinda de Cristo deve ser aguardada por todos os salvos em Cristo com santa esperança.

III. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO – A VITÓRIA DA REDENÇÃO

1. O alcance da redenção. A promessa da segunda vinda de Cristo é, também, parte da sua obra redentora (1 Jo 1.7). Redimir é um termo que implica resgate, compra; seu uso era muito comum entre o povo de Israel, como nos mostra a história de Rute. Cristo nos redimiu do pecado, transportando-nos para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9). Na sua segunda vinda, nosso corpo mortal será revestido de imortalidade; não mais poderá se corromper (leia 1 Co 15). E, assim, estaremos para sempre com o Senhor.

2. A vitória da redenção. No arrebatamento, desfrutaremos a vitória completa da redenção; será o glorioso desfecho de havermos sido resgatados pelo precioso sangue de Jesus, como viu João em sua visão na ilha de Patmos (Ap 5.9,10).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O cumprimento da promessa da segunda vinda de Cristo será o maravilhoso evento que coroará a expectativa do crente fiel.

CONCLUSÃO

Resta-nos manter acesa a nossa esperança na promessa da segunda vinda de Cristo. Tenhamos sempre como âncora a promessa de Hebreus 10.37.

VOCABULÁRIO

Aludir: Fazer alusão; referir-se.
Alvissareiro: Auspicioso, prometedor; portador de boas novas.
Ápice: O ponto mais elevado; o mais alto grau; apogeu.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

JEREMIAH, D. Antes que a noite venha. RJ: CPAD, 2004.
LUCADO, M. Quando Cristo voltar. RJ: CPAD, 1999.

EXERCÍCIOS

1. O que Jesus reafirma aos seus discípulos em Jo 14?

R. A promessa de sua segunda vinda.

2. Qual o propósito de Cristo ao reafirmar aos discípulos a promessa da segunda vinda?

R. Consolar o coração dos discípulos com a certeza de que estariam outra vez reunidos com o Salvador.

3. Quais as duas posições extremas quanto à segunda vinda de Cristo?

R. Os que acham que a vinda de Cristo é para um tempo distante e incerto, e aqueles que tentam decifrar o dia da vinda de Jesus.

4. Como o verdadeiro crente aguarda a promessa da segunda vinda?

R. Aguarda a promessa da vinda de Jesus como um evento plenamente real e certo, que pode acontecer a qualquer momento.

5. O que acontecerá com o nosso corpo mortal na segunda vinda de Cristo?

R. Será revestido de imortalidade; não mais poderá se corromper.

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