2º Trimestre de 2009

 

Data: 03 de Maio de 2009

TEXTO ÁUREO

“Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Co 6.20).

VERDADE PRÁTICA

O repúdio ao pecado é uma reação natural da Igreja como Corpo de Cristo, assim como o livrar-se de um vírus o é para o corpo físico.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 1 Co 6.18,19

A prostituição profana o “templo do Espírito Santo”

Terça – Mt 5.28; 15.19

O nascedouro do pecado de adultério

Quarta – 1 Co 6.9,10

Os adúlteros não herdarão o Reino de Deus

Quinta – Hb 13.4

A fidelidade conjugal e a pureza sexual no casamento

Sexta – 1 Co 5.1

O pecado desenfreado e insuportável

Sábado – 1 Co 5.9

Não devemos compactuar com aqueles que insistem em pecar

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 5.1-6,9-11.

1 – Geralmente, se ouve que há entre vós fornicação e fornicação tal, qual nem ainda entre os gentios, como é haver quem abuse da mulher de seu pai.

2 – Estais inchados e nem ao menos vos entristecestes, por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação.

3 – Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou,

4 – em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo,

5 – seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus.

6 – Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?

9 – Já por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem;

10 – isso não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo.

11 – Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.

INTERAÇÃO

Professor, sua missão nesta aula é ajudar seus alunos a compreenderem que, quando a igreja é complacente com o pecado, ela passa a correr sérios riscos. Tomemos como exemplo a igreja de Corinto. Ela deixou o secularismo entrar, e o pecado tornou-se desenfreado. Precisamos estar atentos para que não venhamos cometer os mesmos erros desta igreja. Não podemos nos esquecer que o pecado continua sendo uma afronta contra o Deus santo e verdadeiro.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Descrever os problemas morais da igreja de Corinto.
Saber que o pecado de um só contamina toda a congregação.
Compreender que a ação pastoral disciplinar na igreja é bíblica.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, tenha cuidado para não fazer desta aula apenas um amontoado de dados teóricos sobre os pecados existentes na sociedade coríntia. É importante que os alunos sejam estimulados a viverem em santidade. Inicie sua aula fazendo as seguintes perguntas: “O pecado de um único membro pode contaminar toda a congregação?” “A pessoa que cometeu o erro deve ser excluída da comunhão de imediato (1 Co 5.2-13)?” “Como a igreja deve mostrar perdão e conforto para aqueles que se arrependem (2 Co 2.5-8)?” Dê um tempo para que seus alunos respondam. Depois, explique que, como servos de Deus, devemos amar a todos e orar uns pelos outros, todavia devemos ser intolerantes em relação ao pecado, que coloca em risco a saúde espiritual da igreja.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Complacência: A igreja de Corinto tornara-se complacente com o pecado.

Como alguém que pertence a uma igreja cristã seria capaz de viver na prática da imoralidade sexual pior do que os ímpios? É algo incrível, mas é o que ocorreu na igreja de Corinto. Quando a pecaminosa conduta social do mundo sem Deus é aceita pela Igreja em lugar da Bíblia, os pecados mais degradantes e abomináveis se aninham sem protesto entre os crentes. Esta lição trata da disciplina bíblica na igreja.

I. ESCÂNDALO NA IGREJA

1. O transgressor precisa ser confrontado (vv.1-5). O pecado era abominável e grosseiro. Um dos crentes de Corinto vivia um relacionamento incestuoso com a mulher do pai. A igreja era cúmplice do pecado, porquanto o tolerava. “Um pouco de fermento faz levedar toda a massa” (v.6). Até que Jesus volte, a igreja local é composta de salvos que ainda pecam (1 Jo 1.6-10). Quando Jesus voltar não haverá mais mancha, nem ruga (Ef 5.27).

A igreja de Corinto, bem como toda igreja da atualidade deve, pelo Espírito Santo, ter consciência de que Deus é santíssimo (“Santo, Santo, Santo é o Senhor”, Is 6.3), e quem vive na prática do pecado, não pode ter comunhão com Ele.

Paulo não estava fisicamente em Corinto (v.3), mas em pensamento e em palavra. Na autoridade do Senhor Jesus e no poder do Espírito Santo, ele juntamente com a igreja determinou a disciplina do transgressor: aquele homem deveria ser entregue a Satanás (vv.3-5; ver Hebreus 12.5-8). No caso de Jó (1.12; 2.6), sua vida foi por Deus requerida, mas no caso em apreço, não (v.5). Ver 1 Co 11.30; 1 Tm 1.19,20; 1 Jo 5.16,17.

Nos vv.5,13, a mulher pecadora não aparece na disciplina corretiva; certamente ela não era crente.

A espiritualidade do crente não está no fato de possuir um elevado conhecimento doutrinário, ou ser portador de dons espirituais, mas na resolução permanente de evitar o erro, o mal, o pecado. Isto é, primar pela santidade. O caso desse cristão de Corinto mostra-nos que um crente de consciência cauterizada procede pior quanto ao pecado do que o incrédulo (1 Tm 4.2; Ef 4.19). Ler também Rm 1.28; Lc 11.26; 2 Pe 2.22.

2. Lançar fora o fermento velho (vv.6-8). O pecado de um, infectara toda a congregação. Certa vez em Israel, apenas um homem pecou (Acã), e todo o povo sofreu (Js 7.1,11). O fermento na Bíblia, isto é, sua fermentação, representa o pecado como corrupção moral e espiritual agindo, a princípio, secretamente, como faz a fermentação, na massa (v.6; Mc 8.15). “Um pouco de fermento faz levedar toda a massa” (v.6). Assim age o pecado inicialmente, se ele não for evitado. O Espírito Santo que habita no crente a partir da conversão, regendo soberanamente a nossa vida, livra-nos do poder e domínio do pecado (Rm 6.14,17).

3. A aplicação da disciplina pela igreja (vv.9-11). O apóstolo conhecia Corinto e sabia quão decaída moralmente era a sua população (v.10; 6.10,11). Já numa epístola anterior, não inclusa no cânon do Novo Testamento, ele os ensinara sobre a não identificação e comunhão da luz com as trevas (v.9; Sl 1.1). Isso não significava que eles teriam de sair deste mundo (v.10; Jo 17.15,16). O apóstolo instruiu os crentes para que nem comessem com os incrédulos de Corinto. Isso pode parecer exagero e radicalismo para nós do Ocidente, mas naquele mundo de paganismo as refeições em grupo, quase sempre, incluíam atos idolátricos e demoníacos (cap. 10). A pureza da Igreja não pode ser comprometida (2 Co 11.2). Tendo em vista essas práticas, comer com eles significava aprovar a idolatria e o demonismo. O crente, com o auxílio do Espírito Santo, precisa ver o pecado como Deus o vê (Tg 1.14,15; 1 Jo 3.4-9). Hebreus 12.5-11 nos fala da disciplina habitual, comum e necessária. Ler Mateus 18.15-17; 2 Ts 3.6-15; Tt 3.10.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A espiritualidade do crente não está no fato dele ser portador de dons espirituais, mas na resolução permanente de evitar o erro, o mal, o pecado.

II. A AÇÃO PASTORAL DISCIPLINAR NA IGREJA (vv.9-11)

1. A ação pastoral e eclesiástica sobre o pecado. O caso disciplinar de Corinto era estarrecedor, de modo que mesmo à distância, Paulo delibera e aplica a disciplina juntamente com a igreja para por fim ao escândalo (vv.4,13). A igreja local, tendo à frente seu líder tem o dever de preservar a disciplina preventiva e a corretiva entre os seus membros.

2. O fermento do erro (v.6). O silêncio da igreja nesses casos, deixa claro a sua omissão, além de abrir o caminho para que o pecado se alastre. Atualmente é grande o número de igrejas que se gabam de serem “abertas” e “livres”. Por isso lhes é fácil reunir muita gente. Seus dirigentes não observam que não é somente a porta de entrada da salvação que é “estreita”; o caminho a ser percorrido, após a porta, é “apertado” (Mt 7.14). Isso tem a ver com renúncia em nosso seguir a Cristo (Lc 14.33).

3. A motivação para uma vida santa (v.8). “Pelo que façamos festa…”. Nos tempos da Lei, Deus estabeleceu festas sagradas, cívico-religiosas, para o seu povo observar anualmente. Elas prefiguravam a Cristo e sua obra redentora (Cl 2.16,17). Hoje a festa é espiritual; é o banquete da salvação a partir do momento em que Cristo entra em nossa vida como Salvador e Rei.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A igreja local, na pessoa do seu líder, tem o dever de preservar a disciplina preventiva e corretiva entre seus membros.

III. RELACIONAMENTOS DO CRENTE

1. O relacionamento com os descrentes (v.10). O crente pertence a Cristo; ele é um santo de Deus que não precisa viver isolado, evitando o contato com os não-crentes, senão teria de “sair do mundo”, ou seja, morrer. O verdadeiro cristão, mediante a sabedoria e o poder do Espírito Santo, convive entre pessoas não-crentes, mas não se deixa influenciar por elas, por seu modo de viver, sua filosofia de vida, sua religião, seus pecados, etc.

2. O relacionamento com o crente vivendo em pecado. Como já explanado, um caso como o da igreja de Corinto, isto é, o crente que se tornou escravizado pelo pecado, o transgressor contumaz, o rebelde por opção, deve ser isolado e evitado. A privação da comunhão amorosa dos santos pode despertar o transgressor a valorizá-la.

3. A disciplina sofrida pelo infrator. Mesmo num caso extremo de disciplina cristã como o dos versículos 1-11, não se trata de punição, vingança, nem destruição do transgressor reincidente, mas obstinado. “Para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus” (v.5).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O verdadeiro cristão, mediante o poder do Espírito Santo, convive entre pessoas não-crentes, mas não se deixa influenciar por elas.

CONCLUSÃO

A nossa sociedade não é melhor do que àquela em meio a qual a igreja de Corinto vivia. Vigiemos para não nos acostumarmos aos baixos padrões de corrupção moral prevalecentes hoje no mundo: no campo, na cidade, nas diversões, nas viagens, na escola, etc. Que o Senhor guarde o seu povo “em Cristo”.

VOCABULÁRIO

Incesto: Relação sexual ilícita entre parentes consanguíneos, afins ou adotivos.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HORTON, S. M. I e II Coríntios: os problemas da igreja e suas soluções. RJ: CPAD, 2003.

HENRY, M. Comentário Bíblico: Novo Testamento. RJ: CPAD, 2008.

EXERCÍCIOS

1. Faça uma síntese do grave pecado em Corinto.

R. Um dos crentes de Corinto vivia um relacionamento incestuoso com a mulher do pai. A igreja era cúmplice do pecado, porquanto o tolerava.

2. Qual a relação entre o fermento e o pecado em Corinto?

R. O fermento na Bíblia, isto é, sua fermentação, representa o pecado como corrupção moral e espiritual agindo, a princípio, secretamente, como faz a fermentação, na massa (v.6; Mc 8.15). O pecado de um membro da igreja de Corinto infectara toda a congregação.

3. Descreva o dever da igreja local.

R. A igreja local, tendo à frente seu líder, tem o dever de preservar a disciplina preventiva e a corretiva entre os seus membros.

4. Faça uma descrição do relacionamento do crente com os descrentes.

R. O verdadeiro cristão, mediante a sabedoria e o poder do Espírito Santo, convive entre pessoas não-crentes, mas não se deixa influenciar por elas, por seu modo de viver, sua filosofia de vida, sua religião, seus pecados, etc.

5. Como você trata o irmão que peca obstinadamente contra o Senhor e a igreja?

R. Resposta pessoal.

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