4º Trimestre de 2007

 

Data: 04 de Novembro de 2007

TEXTO ÁUREO

“Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Is 53.4).

VERDADE PRÁTICA

A promessa da cura divina é parte inerente da pregação do Evangelho e cumpre o propósito de glorificar a Deus e abrir as portas para a salvação.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mc 16.17,18

Os sinais preditos acompanham os crentes

Terça – Jo 2.11,23

Os sinais fortalecem a fé em Deus

Quarta – Jo 20.30,31

Os sinais produzem fé e vida espiritual

Quinta – At 4.30,31

Os sinais encorajam os salvos

Sexta – At 8.6,12,13

Os sinais levam à salvação

Sábado – Rm 15.17,18

Os sinais sobrenaturais na pregação do evangelho

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Isaías 53.2-5; Tiago 5.14-16.

Isaías 53

2 – Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos.

3 – Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

4 – Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.

5 – Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.

Tiago 5

14 – Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor;

15 – e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.

16 – Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.

INTERAÇÃO

Professor, a cura divina é uma promessa bíblica de valor perene. A cura das enfermidades físicas é uma bênção que acompanha a obra salvífica de nosso Senhor Jesus Cristo. Nesta lição, ensine a doutrina, mas não se esqueça de aplicá-la ao contexto da vida cristã diária. Também é necessário sermos responsáveis na ministração do assunto. Lembre-se de que Jesus curou a muitos, mas não a todos. Portanto, sejamos prudentes!

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Definir a doutrina da expiação.
Descrever os propósitos da cura divina.
Crer na atualidade da promessa.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, a enfermidade física é um fato incontestável. Porém, quando se trata de saber qual a origem das doenças, nem todos os crentes crêem na mesma causa. Contudo, a Escritura afirma que o motivo primevo foi a Queda. O pecado é a razão pela qual o mal natural impera sobra a humanidade. Todavia, nem toda enfermidade é conseqüência do pecado pessoal. Há, no entanto, debilidades físicas que são o efeito do pecado, outras procedem de causas espirituais e naturais, e algumas ocorrem de acordo com o propósito divino. Nesta lição apresente as diversas causas do pecado, segundo as Escrituras. Lembre aos alunos que a doença de Jó não era produto de seu pecado pessoal, mas da vontade de Deus. Use o gráfico abaixo lado para exemplificar essas verdades.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Cura divina: Restabelecimento da saúde física, emocional e espiritual através do poder do Espírito Santo.

A promessa bíblica da cura divina provém da inaudita graça de Deus para com o pecador e tem sido uma das marcas identificadoras da pregação Pentecostal ao redor do mundo. A cura divina não cessou após os dias apostólicos. Ela permanece à disposição daqueles que crêem na Palavra de Deus, cumprindo assim uma gloriosa finalidade como parte da pregação das boas-novas de salvação.

I. A PROMESSA DA CURA DIVINA NA EXPIAÇÃO

1. O significado da expiação. Cabe, de início, ressaltar que o texto de Isaías, na Leitura Bíblica em Classe, trata da doutrina da expiação pelo sangue do sacrifício, ensino claramente explanado no livro de Levítico, principalmente nos capítulos 16 e 23, e que teve seu pleno cumprimento na morte vicária de Cristo (Is 53.4-20; Mt 8.17; 1 Pe 2.24). A expiação, em suma, consiste na anulação da dívida gerada pelo pecado e na remoção e resgate do pecador do juízo do pecado e do seu domínio (Rm 6.6-14). Na época da Lei, a morte do transgressor era a exigência para cancelamento da sua dívida. Os sacrifícios levíticos, embora temporários, (caps. 1 a 7), cumpriam na Antiga Aliança esse papel substitutivo. Tinham, portanto, caráter provisório até que viesse Cristo, o perfeito sacrifício em nosso lugar.

A razão disso é que essas ofertas sacrificais, instituídas na lei de Moisés, apontavam para o bendito, perfeito e definitivo sacrifício de Cristo no Calvário (Is 53.5,7). Assim, as ofertas da Antiga Aliança cessaram. Ele expiou de uma vez por todas os nossos pecados e quitou para sempre a dívida que nos era contrária (Cl 2.13-15; Hb 9.11,12; 1 Pe 2.24).

2. A abrangência da expiação. A expiação do pecado consumada por Cristo abrange também a bênção da cura divina e dá ao crente o direito de buscá-la como uma promessa assegurada pela obra efetuada na cruz. Todas as vezes em que a cura divina se manifesta, a doença é removida pela expiação de Cristo (v.4). Em Mateus 8.17, a Bíblia afirma que as curas efetuadas pelo Senhor Jesus durante o seu ministério são uma confirmação da profecia de Isaías 53.4,5. A cura divina é resultado da obra expiatória de Cristo no Calvário. Tal fato indica os plenos efeitos da redenção sobre o nosso espírito, alma e corpo (3 Jo 2).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Conforme as promessas salvíficas do Antigo e Novo Testamentos, a doutrina da expiação inclui a bênção da cura física, por meio do sacrifício de Jesus.

II. A PROMESSA DA CURA DIVINA COMO SINAL PARA O HOMEM

1. Um sinal da manifestação divina. A promessa da cura divina é, por outro lado, um sinal da manifestação de Deus entre os homens. Foi dessa forma que os milagres marcaram o ministério terreno de Cristo, como sinais de sua messianidade (Jo 2.23; 4.46-54; 6.1,2). Onde quer que o Mestre chegasse, suas operações sobrenaturais convenciam as pessoas a crer nEle como o enviado de Deus (20.30,31) e introduziam, na atual dispensação, a presença do Reino de Deus entre os homens (Mt 4.23; 9.35).

Esses sinais tinham como finalidade autenticar que Jesus era o Filho de Deus (Jo 3.2). É tanto que no episódio da cura do paralítico relatada em Lucas 6.17-26, isso ficou sobejamente demonstrado, pois antes mesmo de curá-lo o Senhor concedeu-lhe o perdão dos seus pecados, causando grande furor nos fariseus por considerarem tal declaração uma blasfêmia. Assim, a cura do enfermo diante do povo foi, da parte de Jesus, apenas um sinal de sua autoridade divina para perdoar pecados (vv.20-24).

2. Um sinal que aponta para a salvação. Concernente ao ministério da Igreja, a cura divina é um sinal que aponta para a salvação, ou seja, sempre terá como objetivo levar as pessoas a crerem que mais importante do que a cura em si mesma é a salvação da alma. Ela é uma etapa importante na pregação do Evangelho, pois traz para o mundo físico – o corpo – a intervenção milagrosa de Deus tal qual Ele faz no terreno subjetivo – a salvação da alma (Mc 16.20; At 8.5-8). No entanto, ela não pode ter prioridade sobre a salvação, nem se transformar na parte mais importante da mensagem da pregação, como se a cura divina, isto é, a saúde, fosse o maior objetivo a ser alcançado pelo ser humano da parte de Deus. Os sinais acompanham aqueles que crêem, é verdade, como prova da manifestação do braço divino, do imenso amor compassivo de Deus. O propósito de qualquer milagre deve ser, sempre, o de levar as pessoas à salvação (At 14.3; Rm 15.17-20).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A promessa da cura divina é um sinal que manifesta o poder de Deus, e aponta para a completa salvação do homem: espírito, alma e corpo.

III. A PROMESSA DA CURA DIVINA E A SUA ATUALIDADE

1. A cura divina é para hoje. Não há em toda a extensão do Novo Testamento qualquer indício de que a promessa da cura divina tenha sido restrita à era apostólica. O livro de Atos, que narra os primeiros anos de existência da Igreja, está pontilhado de curas milagrosas, inclusive na última viagem de Paulo, em direção a Roma (At 28.7-9), e termina de uma forma incomum, sem qualquer encerramento do texto, o que pressupõe a continuidade do ministério de poder que a Igreja exerceu nos seus primeiros anos. Hoje o Senhor ainda quer curar os enfermos!

O próprio Jesus deixou claro que os seus discípulos através dos tempos teriam a mesma autoridade para realizar as mesmas obras (Jo 14.12-14). Por outro lado, o escritor da epístola aos Hebreus afirma que o Senhor não mudou, mas permanece o mesmo para sempre (Hb 13.8). E o apóstolo Tiago, por sua vez, traz aos crentes três orientações condicionadas à nossa comunhão com Deus: a) “Está alguém entre vós aflito? Ore”; b) “Está alguém contente? Cante louvores”, e c) “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5.13-16).

2. A cura divina é para os que crêem (Mc 16.17,18). Jesus deixou de realizar muitos milagres por causa da incredulidade do povo (Mt 13.58). Assim, muitos deixam de receber a cura ou qualquer outro milagre por não exercitarem a sua fé no Senhor, quando, segundo a Bíblia, é por meio dela que nos aproximamos de Deus na certeza de que Ele galardoa aqueles que o buscam (Hb 11.6).

Mas ainda assim, mesmo o crente exercitando a fé, a promessa da cura divina precisa sempre ser olhada sob a perspectiva de Deus, até porque toda a cura está inserida no contexto da transitoriedade da vida humana aqui. O rei Ezequias recebeu a provisão da cura para sua doença e teve a sua vida prolongada por mais quinze anos, no entanto o seu dia de se encontrar com Deus também chegou (2 Rs 20.1-7,21).

Deste modo, a cura divina, além de servir como sinal conducente à salvação, cumpre sempre algum propósito divino em nossas vidas antes de irmos ao encontro do Senhor. Isso nos deve levar a refletir, quando somos curados, sobre a razão pela qual o Senhor interveio de maneira milagrosa em nosso inteiro ser, que propósito teve em nos devolver outra vez a saúde e o que Ele espera de nós como resposta ao milagre. Seja qual for a circunstância, a promessa da cura divina tem por fim primeiro e último glorificar a Deus como o soberano Senhor de toda a terra (Jo 9.1-3).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A promessa da cura divina é para os dias atuais e para todos os que crêem.

CONCLUSÃO

A grande segurança da fé em Cristo está na certeza de que, vivendo ou morrendo, o bem supremo de nossa vida é o Senhor de modo que tudo é lucro, no dizer apostólico, quando essa é a nossa perspectiva (Fp 1.21-27). Assim, desfrutemos da promessa da cura divina sempre sob a ótica do propósito de Deus para as nossas vidas e, com essa fé no coração, tenhamos sempre profunda paz interior, que será o nosso próximo tema.

VOCABULÁRIO

Inaudito: Que nunca se ouviu dizer; de que não há exemplo; extraordinário.
Inserir: Colocar; introduzir, intercalar; incluir.
Levítico: Pertencente ou relativo aos levitas.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RAIOL, R. Cura divina: promessa atual de Deus. RJ: CPAD, 1999.

EXERCÍCIOS

1. Em que consiste a doutrina da expiação?

R. Consiste na anulação da dívida gerada pelo pecado e na remoção e resgate do pecador do juízo do pecado e do seu domínio (Rm 6.6-14).

2. O que abrange a obra expiatória de Cristo?

R. Abrange a bênção da cura divina.

3. Qual o propósito das curas no ministério de Jesus?

R. Marcar o ministério terreno de Cristo, como sinais de sua messianidade (Jo 2.23; 4.46-54; 6.1,2).

4. Qual o principal propósito da cura divina no ministério da Igreja?

R. Levar as pessoas a crerem que mais importante do que a cura em si mesma é a salvação da alma.

5. Quais as três orientações de Tiago condicionadas à comunhão com Deus?

R. Está alguém entre vós aflito? Ore”; b) “Está alguém contente? Cante louvores”, e c) “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor” (Tg 5.13-16).

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