4º Trimestre de 2007

 

Data: 11 de Novembro de 2007

TEXTO ÁUREO

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27).

VERDADE PRÁTICA

A verdadeira paz não está em palácios ou nos mais diversos acordos humanos; ela é obtida em Cristo, o Príncipe da Paz.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Is 9.6

A fonte da verdadeira paz

Terça – Jo 16.33

O efeito da verdadeira paz

Quarta – Rm 5.1

A bênção da verdadeira paz

Quinta – Rm 8.6

A inclinação para a verdadeira paz

Sexta – Rm 12.17,18

Regras para a verdadeira paz

Sábado – Rm 14.17

O ambiente da verdadeira paz

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.25-31; Colossenses 3.15.

João 14

25 – Tenho-vos dito isso, estando convosco.

26 – Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

27 – Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

28 – Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.

29 – Eu vo-lo disse, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.

30 – Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim.

31 – Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.

Colossenses 3

15 – E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.

INTERAÇÃO

Professor, comente com os seus alunos que o conceito cristão de paz, do grego eirēnē e no hebraico shālôn, ultrapassa o significado secular do termo. A paz de acordo com Nm 6.26 e Ef 2.14 é obtida mediante a bênção divina. Em Números, o “rosto” de Deus é um hebraísmo que significa “seu favor” e “sua presença”. Por conseguinte, a paz procede do favor e da presença do Eterno entre o seu povo (Cl 3.15).

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Descrever os aspectos teológicos da verdadeira paz.
Explicar a natureza da paz cristã.
Viver a paz com todos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, divida a classe em equipes, não mais do que três pessoas por grupo. Distribua para cada equipe uma folha de papel com o título da lição escrito no centro. Instrua os alunos a fazerem um círculo em torno do tema. A partir do círculo central eles devem desenhar seis linhas e, em cada uma delas, escrever uma palavra ou frase relacionada ao tema. Dos seis vocábulos, eles deverão escolher um e fazer o mesmo, isto é, mais um círculo com mais seis termos à volta da palavra selecionada. Ao concluírem, os educandos terão uma lista de conceitos subordinados ao tema geral. Boa aula!

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Paz: Ausência de conflitos e perturbações na vida espiritual, moral e social, adquirida através da comunhão com o Espírito Santo.

A paz é um elemento sempre discutido como prioritário e urgente nos principais fóruns do mundo. Todavia, o que mais se vê é a ausência da paz entre as nações, entre famílias, e até mesmo entre as pessoas. Tudo isso é resultado da falta da verdadeira paz interior, que só pode ser alcançada na verdadeira fonte. Muitos vivem com o coração cheio de conflitos, perturbados por toda sorte de ansiedade, por não terem ainda experimentado em sua dimensão mais profunda essa paz que vem de Deus. Mas ainda hoje você pode alcançá-la, pois trata-se de uma promessa divina.

I. A FONTE DA VERDADEIRA PAZ

1. O contexto da promessa da paz. Os dicionários definem paz como ausência de guerra, tranqüilidade pública ou mesmo como sossego da alma. O vocábulo paz vem do hebraico, shālôn, cujo sentido, vai além do conceito comum de paz acima abordado e abrange inteireza, harmonia, completude.

Os discípulos necessitavam de ouvir essa promessa de paz da boca do próprio Jesus (v.27). Eles enfrentariam o momento mais dramático de suas vidas na crucificação de seu Mestre. Isso abalaria todas as suas esperanças messiânicas reunidas ao longo dos últimos três anos. Eles estavam perturbados e atemorizados, como mostrou o Senhor em suas palavras confortadoras (Mt 26.31; Jo 16.32; 18.15-27; Lc 24.17-21).

O intuito do Mestre era de que eles compreendessem a necessidade da cruz como parte indispensável do plano de Deus (v.30; Lc 24.26,46; Sl 22.1-18).

2. A fonte da promessa da paz. A verdadeira paz não tem origem em tratados entre os homens, nem na disposição humana de não envolver-se em conflitos, até porque muitas pessoas aparentemente pacíficas experimentam terríveis conflitos existenciais em seu íntimo. A fonte para os que desejam a gloriosa paz é o próprio Senhor, o Príncipe da Paz (Is 9.6) que garante o verdadeiro descanso ao ser humano (Mt 11.28) para que ele desfrute da paz interior (Sl 46.2).

Foi essa paz que fez Eliseu percorrer de Gilgal até o Jordão, acompanhando o profeta Elias, e de lá retornar pelo mesmo caminho para iniciar o seu ministério profético, sem deixar-se confundir pelas palavras contraditórias dos filhos dos profetas (2 Rs 2.1-18). Foi a mesma paz que levou Paulo a enfrentar as mais cruéis perseguições, com açoites e outros flagelos, sob a forte e tenaz oposição dos enganadores (1 Co 6.1-10; 2 Co 11.1-33), até chegar ao fim de seus dias e declarar com a mesma serena paz a certeza do recebimento da coroa da justiça (2 Tm 4.6-8). Você e eu podemos desfrutar a mesma paz!

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A fonte da verdadeira paz é o próprio Senhor. Ele é o Príncipe da Paz (Is 9.6).

II. A NATUREZA DA VERDADEIRA PAZ

1. A essência da verdadeira paz. Ela não é sinônimo de irresponsabilidade nem desculpa para deixarmos de agir com firmeza e energia quando as circunstâncias o exigem, como Paulo perante Ananias (At 23.1-3).

Assim, a paz concedida por Cristo é uma virtude que afasta o pânico, anula a ansiedade e traz ao coração perturbado a serenidade necessária para tomarmos nossas decisões segundo o propósito de Deus para as nossas vidas. Em todas as situações da vida, inclusive nas incertezas e adversidades, essa paz divina é a nossa segurança para atravessarmos o vale, sabendo que o Senhor sempre fará o melhor a nosso respeito (Sl 23.4; Jo 14.27; 16.33; 20.19,21,26).

2. O propósito da verdadeira paz. Mediante essa paz agimos com integridade em nossas conquistas, reputando-as sempre como bênçãos de Deus, e também por ela descansamos em meio ao sofrimento. Tendo paz com fé para conhecermos melhor os desígnios de Deus. Se você é um cristão fiel em tudo e temente a Deus, não importa a dor que esteja experimentando, pois, ao final, qualquer que seja o desfecho, você há de entender o propósito de Deus em tudo que passou (Jó 42.1-17). Portanto, deixe que a paz de Deus encha o seu coração.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A paz que Cristo oferece é uma virtude que afasta o pânico e refreia a ansiedade. Seu propósito é trazer inteireza ao coração do homem.

III. VIVENDO A VERDADEIRA PAZ

1. Vivendo a paz com Deus. A paz que Jesus oferece, por sua vez, é diferente da paz ilusória que dá o mundo, pois esta, ao oposto daquela, não se mantém em razão da dubiedade do coração humano (Pv 12.5; Os 10.2). Quantos acordos fracassam, quantas relações são desfeitas por estarem baseados apenas nas boas e frágeis intenções humanas, que não resistem ao primeiro sinal de fraqueza das partes. Em razão disso, precisamos ter sempre o Senhor como o nosso grande parceiro em todas as nossas decisões. Essa paz é, também, diferente porque cumpre o propósito mais sublime do Senhor para o ser humano: restaura a nossa paz com Deus (Rm 5.1).

O nosso relacionamento com Deus antes rompido pelo pecado é agora restaurado, mediante a justificação por Ele outorgada (Rm 5.1; Fp 3.9; Gl 2.16). Sim, Jesus é a nossa paz (Ef 2.14-17).

2. Vivendo a paz uns com os outros. Quando estamos em Cristo, a paz com Deus é restaurada, e daí passamos a ter harmonia uns com os outros na dimensão do amor de Deus derramado em nossos corações (Rm 5.5). Essa paz supera qualquer obstáculo, não se enfraquece quando não é correspondida e busca sempre suprir as deficiências humanas nos relacionamentos (Mc 9.50; Rm 12.9-21; 1 Ts 5.12,13).

Deixemos que essa paz flua com mais intensidade de nossos corações, e isso ocorrendo, cuidaremos mais do bem-estar do próximo. Os conflitos externos serão ajustados a uma realidade mais harmoniosa; o ódio não terá espaço em nossas vidas e a nossa boca jamais se abrirá para proferir maledicências, porque Cristo, o Senhor da paz, habita ricamente em nosso íntimo.

3. Vivendo a paz interior. Por último, a paz interior é o resultado da promessa de Deus em nós. É válido pensar nesses termos porque todos os nossos atos externos procedem do coração (Pv 4.23). Se o nosso coração não está em paz com Deus, como explicitado nesta lição, de nada adianta buscar a paz uns com os outros, porque jamais alcançaremos os nossos objetivos.

A paz interior, provinda de Deus (Cl 3.15), que excede a todo entendimento, é o remédio contra toda a amargura, todo o ressentimento e qualquer outra obra que o Inimigo tente impingir sobre nós na tentativa de nos fazer desviar do propósito de Deus. Lembremo-nos de que essa paz que o Senhor nos dá é a fonte de nossa alegria e o antídoto contra toda e qualquer ansiedade (Fp 4.4-6).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A paz divina é tríplice: com Deus (Rm 5.1), de Deus (Cl 3.15), e com os homens (Rm 12.18).

CONCLUSÃO

Concluo trazendo à memória um dos hinos clássicos da Harpa Cristã, que diz em um de seus versos: “Desde que Cristo minha alma salvou, tenho doce paz”, para, então, reafirmar que essa paz traz descanso à nossa alma e nos leva à verdadeira prosperidade, como veremos na próxima lição.

VOCABULÁRIO

Desígnio: Intento, intenção, plano, projeto, propósito.
Intuito: Objeto que se tem em vista; intento, plano.
Prioritário: Qualidade do que está em primeiro lugar, ou do que aparece primeiro; primazia.
Tenaz: Pertinaz, aferrado, obstinado.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

LUTZER, E. W. Deixando seu passado para trás. RJ: CPAD, 2005.
STANLEY, C. Paz: um maravilhoso presente de Deus para você. RJ: CPAD, 2004.

EXERCÍCIOS

1. Qual o sentido hebraico de paz?

R. Abrange inteireza, harmonia, completude.

2. Qual a fonte da verdadeira paz?

R. É o próprio Senhor, o Príncipe da Paz (Is 9.6).

3. Defina a paz oferecida por Cristo.

R. É uma virtude que afasta o pânico, anula a ansiedade e traz ao coração perturbado a serenidade necessária para tomarmos nossas decisões, segundo o propósito de Deus para as nossas vidas.

4. Qual o propósito da verdadeira paz?

R. Possibilitar que o crente aja com integridade nas conquistas e descanse em meio ao sofrimento.

5. Quais as três dimensões da paz bíblica?

R. A paz com Deus, uns com os outros e interior.

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