Sétimo motivo. “O pecado separa de Deus. A morte espiritual
significa a separação de Deus. No momento em que Adão pecou, ficou
separado de Deus… A morte espiritual significa mais do que a separação de
Deus. A morte espiritual significa ter a natureza de Satanás” — afirmou H,
em sua famosa obra O Nome de Jesus (Graça Editorial, p.26).
De fato, o pecado separa o homem de Deus (Is 59.1,2), deixando-o à
mercê do Inimigo (Hb 2.14). No entanto, K.H., ao fazer a comparação
acima, fê-la para, em seguida, afirmar, de modo blasfemo, que o Senhor
Jesus, ao morrer duas vezes — física e espiritualmente —, assumiu na cruz a
natureza de Satanás!
Oitavo motivo. K.H. asseverou: “Jesus é a primeira pessoa que já
nasceu de novo. Por que o seu espírito precisava nascer de novo? Porque
ficou alienado de Deus. Lembra-se como ele exclamou na cruz: ‘Deus meu,
Deus meu, por que me desamparaste?'” (O Nome de Jesus, Graça Editorial,
p.25).
Como Jesus teria sido o primeiro a nascer de novo, se Ele mesmo
pregava o novo nascimento? Ele falou dessa obra, operada pelo Espírito
Santo (Tt 3.5), a Nicodemos: “O que é nascido da carne é carne, e o que é
nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário
vos é nascer de novo” (Jo 3.6,7).
Jesus é o próprio Salvador, Justo e Santo, que morreu por injustos e
pecadores. Mesmo antes de seu sacrifício vicário, já oferecia a salvação, o
novo nascimento, aos pecadores (Jo 10.9; Mt 11.28-30). Ele podia perdoar
pecados (Lc 5.23-26), bem como curar enfermos e expulsar demônios, em
cumprimento do que está escrito em Isaías 53 (Mt 8.14-17), promessa que só
se cumpriu cabalmente na cruz (1 Pe 2.24; Cl 2.14).
Nono motivo. O papai H. declarou: “Quando a pessoa nasce de novo,
toma sobre si a natureza de Deus — que é vida e paz. A natureza do diabo é
ódio e mentiras… Jesus provou a morte — a morte espiritual — por todos os
homens… Jesus se fez pecado. Seu espírito foi separado de Deus, e ele
desceu para o inferno em nosso lugar” (O Nome de Jesus, Graça Editorial,
p.27).
Observem como H., de maneira blasfema, afirma, com todas as letras,
que Jesus, posto que teria morrido espiritualmente, assumiu a natureza do
Diabo. Somente por essa única declaração todo crente que se preza deveria
rejeitar qualquer escrito desse “mestre da fé”, fazendo-o constar de sua lista
pessoal — eu tenho a minha! — de falsos profetas e enganadores do povo de
Deus. Afirmar que o Cordeiro imaculado e incontaminado (1 Pe 1.18,19)
assumiu a natureza do Maligno chega a ser ultrajante.
Diante do exposto, como pode haver pregadores em nosso tempo
propagando as falácias do falecido Kenneth Hagin? Ih, me desculpe! Não era
para eu citar o nome do escritor…

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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