Organização é ordem. É método no trabalho, no viver, no
agir e em tudo mais. A organização permeia toda a criação de
Deus, bem como todas as suas cousas. A desorganização e a
desordem destroem a vida de qualquer pessoa, igreja ou organização secular. Por seu turno, o crescimento sem ordem é
aparente e infrutífero. Sim, porque toda energia sem controle
é prejudicial e perigosa. Pode haver muito esforço e nenhum
crescimento real, porque a desorganização aniquila os resultados positivos surgidos.
Uma vez que a ordem permeia o universo de Deus, temos
base para crer que o céu é lugar de perfeita ordem. Leis precisas e infalíveis regulam e controlam toda a Natureza, desde o
minúsculo átomo até os maiores corpos celestes.

I. Organização na Bíblia
A. Na Igreja. Tbdos os símbolos bíblicos da Igreja falam de
organização, ordem, método. Ela é comparada a:
1. Um templo (1 Co 3.16; Ef 2.21). (Ver o templo de Jerusalém.)
2. Um corpo (1 Co 12.27; Cl 1.24).
3. Uma lavoura (1 Co 3.9).
4. Um edifício (1 Tm 3.15; Hb 3.6; 1 Pe 2.5).
5. Um rebanho (Lc 12.32; 1 Pe 5.2).
6. Um jardim (Ct 4.16).
7. Uma noiva (2 Co 11.2; Ap 22.17).
8. Um castiçal ou candeeiro (Ap 1.20).
Tanto estes, como os demais símbolos da Igreja falam de
organização, ordem, método.
B. Em Israel
1. A perfeita ordem das tribos no acampamento, Nrn 2.
2. Os detalhes da demarcação de limites das tribos
(Js caps. 14-20).
3. O serviço sagrado no templo (1 Cr 15; 16; 23 a 27).
A ordem não impedia a manifestação da glória divina no
Santo dos Santos; ao contrário, se as prescrições divinas fos­sem negligenciadas, o castigo era certo. Lemos em Levítico
I.6,8,12, dos sacrifícios “em ordem” no altar.
C. Quanto ao Senhor Jesus Cristo (Me cap. 6). Trata-se do
milagre da multiplicação dos pães, quando milhares foram
alimentados no deserto. Antes de Jesus realizar o milagre,
ordenou aos discípulos que fizessem a multidão sentar em
grupos de 100 e 50 pessoas. Quando o povo estava em ordem,
Jesus então realizou o estupendo milagre, sendo todo o povo
alimentado e restando ainda muito alimento. Atualmente,
em muitas igrejas o Senhor deixa de operar milagres e alimentar espiritualmente a multidão, devido a irreverência e
confusão que derivam da desorganização na reunião. Não é só
a desorganização material, mas também a espiritual, transformando o culto num “sacrifício de tolos” (Ec 5.1). Compete
aos discípulos cuidar da organização necessária; ver também
Lucas 9.14,15.

II. A organização geral da Escola Dominical
Tem forma tríplice. Ela é pessoal, material e funcional.
A. A organização pessoal
1. Dirigentes da Escola Dominical. É a diretoria da Escola, da qual logo falaremos.
2. Professores da Escola Dominical. É o corpo docente da
Escola. Têm sobre si a maior responsabilidade, pois lidam diretamente com o aluno e com o ensino.
3. Alunos da Escola Dominical. É o corpo discente da
Escola. É a “matéria prima” da mesma. A escola existe para
atender as necessidades dos alunos.
B. A organização material
1. O prédio. AEscola Dominical deve funcionar em instalações apropriadas à escola, tendo salas de aula independentes.
Uma das leis do crescimento da Escola Dominical afirma:
“A Escola Dominical crescerá enquanto houver espaço
para as classes.”

2. O mobiliário. Deve ser apropriado aos fins, e, de conformidade com a idade dos alunos.
3. O material didático. Comumente chamado literatura. Abrange as diferentes revistas de aluno e professor, bem
como o respectivo material de apoio, obedecendo a um currículo bíblico, de acordo com o agrupamento de idade escolar
dos alunos.
Todo o material didático deve ser utilizado de acordo
com os métodos de ensino compatíveis a cada agrupamento
de idade dos alunos.
C. A organização funcional. Trata do funcionamento da
Escola Dominical, visando a consecução de seus objetivos,
conforme o exposto no Capítulo II desta Unidade.
Grande responsabilidade têm aqui o pastor da igreja e a
diretoria da Escola.
A organização funcional cuida da:
1. Espiritualidade. A vida espiritual compreende o estado da escola quanto à oração, conduta cristã, santificação bíblica, consagração a Deus e predomínio do Espírito Santo.
2. O ensino da Palavra. Estudo e ensino da Palavra, livre de extremismo, modernismo, fanatismo, doutrinas falsas,
etc. Aqui, segundo a promessa divina em Isaías 55.11, os frutos com toda certeza surgirão.
3. Eficiência. Aqui, a Escola cuida em prover abundante
ensino através de professores idôneos, espirituais, treinados,
cheios do Espírito Santo e zelo pela obra de Deus. Não confundir idôneo com idoso.
A eficiência é vista através do crescimento da Escola
Dominical, em todos os sentidos.
4. Planejamento. De nada adianta muita organização e
preparo, sem a operação do Espírito Santo. Dons naturais,
personalidade atraente, eloqüência, boa dicção, cultura erudita e outras boas coisas, podem influenciar .temporariamente apenas. Tais coisas jamais serão suficientes em si, mas,
podem ser vitalizadas e dinamizadas pela ação poderosa do Espírito Santo. É aí que está a diferença. É oportuno dizer
que o Espírito Santo tem uma afinidade especial com a mente
treinada, quando santificada.

III. A diretoria da Escola Dominical
Uma Escola Dominical de grande porte, plenamente desenvolvida, deverá ter uma diretoria assim constituída:
A. Superintendente. Nas escolas filiais é chamado dirigente. Na sede, o superintendente, regra geral, é também o
dirigente local.
B. Vice-Superintendente. Nas escolas filiais é chamado
vice-dirigente.
C. 1- Secretário. Quando os dois primeiros acima mencionados não comparecem, o l s secretário assume a direção dos
trabalhos, conforme as normas locais.
D. 2° Secretário. Os secretários devem ter auxiliares, dependendo do tamanho e movimento da escola.
E. Tesoureiro. Deve ser pessoa competente e recomendada por todos para tal mister.
F. Bibliotecário. Um bibliotecário competente na sua função é uma bênção para a Escola Dominical. Logo mais falaremos da biblioteca da Escola Dominical.
G. Dirigente Musical. As atividades musicais da escola
não são apenas a execução e a regência do canto congregacional, conjunto musical, etc. O dirigente musical trabalha também no setor infantil, no ensino do canto, ressaltando a
importância do louvor, ensaiando programas musicais, preparando números especiais a diferentes vozes, ajudando na
parte musical do culto infantil, etc.
Uma coisa é certa: havendo holocausto a Deus, haverá
também muita música! (2 Cr 29.27).
H. Porteiros e Introdutores. Podem ser os mesmos que já
servem à igreja. São muito necessários na Escola Dominical,
na orientação geral de alunos e visitantes. Falando de portei­ros e introdutores ou recepcionistas numa Escola Dominical,
lembremo-nos que o povo entra onde é convidado, e fica onde
é bem tratado. Ninguém é obrigado a ficar num lugar onde
não é bem recebido nem bem tratado. O dirigente da Escola
Dominical precisa pensar nisso.
Os membros da diretoria da Escola Dominical são conhecidos como dirigentes da Escola Dominical. Seu número depende do tamanho da escola. Numa escola pequena, um
obreiro pode acumular funções. Organização excessiva numa
escola pequena é contraproducente; já passa a ser formalidade.
Repetimos: a diretoria da Escola Dominical tem grande
responsabilidade. Diz a Palavra: “Não havendo sábia direção
o povo cai” (Pv 11.14; Ec 10.16; Rm 12.8).
A diretoria da Escola deve reunir-se uma vez por mês
para tratar de assuntos gerais do trabalho e observar o estado
geral da Escola. Tal reunião não pode ser casual, nem realizada às pressas, se a Escola Dominical quer de fato ser a escola
de instrução bíblica da igreja.

IV. O corpo docente da Escola Dominical e a reunião
semanal de professores
A. Outros nomes: Corpo de Professores e Equipe de Professores.
B. Devem atentar solenemente para Provérbios 9.9;
Mateus 4.19; 2 Timóteo 2.15; 1 Pedro 3.15. O penúltimo texto
deve ser o versículo predileto do professor da Escola Dominical.
C. Em certo sentido, o obreiro de maior responsabilidade e
privilégio da Escola Dominical é o professor de classe.
D. Requisitos para o ingresso no Corpo Docente:
1. Ser um crente salvo.
2. Ser membro da igreja.
3. Ter bom testemunho em geral, em toda maneira de viver; tanto diante de Deus, como diante dos homens (At 24.16;
2 Co 8.21; 1 Pe 1.15).
4. Querer servir ao Senhor.

5. Ser aplicado ao estudo da Palavra de Deus, sua história, suas doutrinas e assuntos necessários ao bom desempenho de sua missão de professor da Escola Dominical.
6. E de toda importância que seja batizado com o Espírito Santo e que cultive a vida de plenitude do Espírito.
E. Deve freqüentar as reuniões de estudo para professores.
F. Deve fazer o curso de preparação de professores.
G. A reunião semanal de professores.
1. É uma reunião de todos os professores e dirigentes da
Escola Dominical, para estudo em conjunto, da lição e coordenação administrativa da escola em geral. Serve também como
meio de estreitar a comunhão fraternal. Essa reunião é vital
para a uniformidade do ensino doutrinário.
2. Os melhores dias para a reunião de professores são o
sábado à tarde, ou o domingo logo antes da reunião da Escola
Dominical.
3. Os professores do setor infantil. Devem ter reunião de
estudo da lição à parte, já que os métodos de ensino e condução
da aula diferem consideravelmente. Os professores de crianças
têm maior responsabilidade. Necessitam de melhor preparo!

V. O corpo discente da Escola Dominical
São os alunos da Escola Dominical organizados em classes e departamentos conforme suas idades, dentro das possibilidades e situações da escola.
A. A importância do aluno. O aluno é o elemento mais importante da Escola Dominical. A Escola existe por causa do
aluno. É a escola que adapta-se ao aluno, e não o aluno à escola,
como é tão comum. Dentre os alunos, as crianças são o campo
mais fértil, mais promissor e de maior responsabilidade.
B. O agrupamento de alunos por idade. O propósito disso
é a eficácia do ensino. Numa casa de família, a alimentação
varia entre as crianças e os adultos. Na Escola Dominical não
pode ser diferente!

Há 8 agrupamentos ou divisões de idades, cujos títulos são:
C. Organização da classe
1. Quanto à direção
а. O Professor. Nas classes até 12 anos, os melhores
professores são geralmente moças e senhoras. A fala, o afeto,
a expressão facial, os gestos, a dramatização, influem muito
aqui. Nas classes de 12 anos para cima, o ideal é que o professor seja do mesmo sexo que os alunos. Há assuntos específicos
que somente assim serão convenientemente tratados.
б. Suplente. E o professor substituto da classe.
c. Secretário. Cuida de apontamentos da classe, conforme os formulários ou impressos adotados pela escola.
Mais adiante trataremos desses três cargos com mais vagar.
2. Quanto à matrícula
a. Até a classe de Intermediários: 15 alunos matriculados por classe.
b. Da classe de Secundários em diante: até 30 alunos
por classe.
Acima disso deve ser evitado. O ideal é 25 alunos matriculados. Nas escolas públicas há classes grandes, mas ali
visa-se mais o intelecto; aqui, o coração.
c. Para efeito de ensino, a classe quanto menor, melhor. Jesus dirigiu seu maior estudo bíblico para apenas dois
alunos (Lc 24.27).
d. Carência de professores provoca excesso de matriculados nas classes. Carência de espaço conduz ao mesmo problema.

3. As classes devem ter números em vez de nomes. Em
escola com elevado número de classes, nomes dificultam o
trabalho do secretário, bem como o do tesoureiro.
4. A Escola deve ter classes para novos convertidos, recém-casados, e igualmente para obreiros.
5. Cada classe deve ter sua própria comissão de visita
orientada pelo professor, ou seu substituto.
D. A Organização de Departamentos. Critérios necessários:
1. Muitas classes do mesmo grupo de idade.
2. Instalações apropriadas para todos os departamentos
que forem organizados.
3. Corpo docente suficiente para as necessidades.
Lista de departamentos que uma escola pode ter. (9 ao todo):
Departamento do Berço Até 3 anos de idade
Depart. do Jardim de Infância 4-5 anos de idade
Departamento Primário………………. 6-8 anos de idade
Departamento de Juniores………….9-11 anos de idade
Departamento Intermediário 12-14 anos de idade
Departamento Secundário…………15-17 anos de idade
Departamento de Jovens…………. 18-24 anos de idade
Departamento de Adultos 25 anos para cima
Departamento do Lar e Extensão qualquer idade*
No setor de Extensão, o campo é vasto, como: hospitais,
prisões, reformatórios, internatos, orfanatos, grupos de estrangeiros, militares sob restrição, etc. Tudo isso pode ser alcançado por visitas, correio ou telefone.
O primeiro departamento a ser organizado deve ser o infantil.
A direção do departamento:
• Um diretor
• Um secretário
• Um ou mais auxiliares, conforme a extensão do departamento.
* (Alunos de qualquer idade que querem pertencer à Escola Dominical, mas que só podem freqüentar suas reuniões irregularmente, ou
então nunca podem, por motivos imperiosos.)

C. Âmbito da matrícula. Todas as idades; «dobebê ao ancião.
D. Candidatos à matrícula. Crentes e «descrentes.
Professores não são matriculados na caderneta de chamada. Constam do Livro de Matrícula e Fichário de Dirigentes e Professores. v
VII. Transferência de classe
A. Que é. É a passagem do aluno de uma classe para outra
até os 25 anos.
B. Quando ocorre. Quando o aluno atinge o limite de permanência em sua classe. Após os 25 anos, transfere-se o aluno a
pedido..
C. Época de transferência. Mês de janeiro de cada ano.
D. Impresso usado para efetuar a transferência. A Ficha
de Matrícula do aluno existente no fichário da escola (o verso
da ficha).
VIII. A secretaria da Escola Dominical
A secretaria devidamente funcionando, mostra através
de seus dados o estado da escola. É como um termômetro,
mostrando a temperatura do ambiente.
Anotações, registros e lançamentos nesse campo têm base
bíblica (SI 56.8; Ml 3.16; Lc 12.7; 2 Co 5.9,10; Ap 5.8; 20.12).
Os dados estatísticos e relatórios preparados pela secretaria mostram à direção da escola:
• O professor certo na classe certa.
• A condição atual da escola.
• As necessidades e possibilidades futuras.
• Servem de base para uma análise geral.
A. A sala da secretaria. A secretaria deve funcionar em
sala a isso destinada.
B. Ocupantes da sala:
• O dirigente da escola. Aqui fica sua mesa de trabalho,
facilitando deste modo o contato e coordenação com.os demais
oficiais da escola.
• l 9 e 2S secretários e auxiliares da secretaria.

C. Atribuições da secretaria:
1. Matrícula
2. Fichário e arquivo
3. Relatório
4. Testes, concursos e pesquisas bíblicas para alunos
D. Aparelhamento da secretaria:
1. Móveis e equipamento de escritório.
2. Material de escrituração da Escola Dominical.
3. Livros (quando a escola não dispuser de biblioteca).
• Livros de consulta e referência para professor e aluno.
• Livros para programas festivos, e preparo de culto infantil na escola (hinos musicados, poesias, eorinhos, trabalhos).
4. Fichário da Escola Dominical
Mantê-lo atualizado o ano inteiro, o que requer atenção
constante. As fichas são os cartões de matrícula. Tem duas
seções: a t iv o e in a t iv o . A primeira, para todos que freqüentam efetivamente a escola; a segunda, para adultos que deixaram a mesma. A seção do a t iv o leva índice alfabético, e seus
cartões entram em ordem alfabética rigorosa. Os do INATIVO
também em ordem alfabética.
IX. A biblioteca da Escola Dominical
A. Material. Uma biblioteca pode conter livros, revistas,
jornais, folhetos, recortes, artigos, gravuras, slaides, transparências, quadros murais, etc.
B. Todo acervo deve ser catalogado por um sistema eficiente (como o Decimal de Dewey), para pronta consulta e serviço de circulação, sem perigo de extravio de livros.
C. Serviços que pode prestar
• Formação, informação e ampliação cultural de professores e alunos.
• Serviço de circulação de livros.
• Guarda e conservação do material didático da escola.

X. A manutenção da Escola Dominical
É provida pela tesouraria da igreja, uma vez que toda a
receita da escola é encaminhada à tesouraria. Em certas
igrejas, a escola encaminha à tesouraria apenas o sâldo da
receita, após a quitação de suas despesas; depende do sistema
administrativo local.
XI. O programa de trabalho da Escola Dominical
A Escola Dominical deve, no princípio do ano, elaborar
um calendário de atividades para a ano inteiro, contendo o
programa de trabalho ou plano de ação, constando nele os
alvos ou metas a atingir com a ajuda de Deus. Agir sem plano
é agir sem ordem, às cegas.
XII. Como organizar e instalar uma nova Escola Dominical
A. Fixar a data com bastante antecedência para obter o
maior ajuntamento possível de pessoas interessadas.
B. Ter à mão o material indispensável: Ficha de Matrícula, Caderneta de Classe, Mapa da Escola, Livro de Relatórios
Dominicais, Ficha de Obreiros da Escola Dominical, pastas
para os impressos utilizados pela secretaria, lápis, papel, revista da Escola Dominical, etc.
C. Escolha e aprovação dos obreiros da escola.
D. Matrícula geral dos alunos e organização das classes.
E. Instalação da Escola com oração, invocando as bênçãos
de Deus.
XIII. A reunião da Escola Dominical
A. É uma reunião de culto para estudo da Palavra de Deus.
B. Horário. O matutino é o melhor. Tudo porém depende
do local, conveniências do trabalho e circunstâncias.
C. Preparativos. Arrumação do local, limpeza, iluminação, ventilação, som, material de ensino, escolha de hinos,
tudo deve estar pronto antes do início da reunião. Tomada de
providências em cima da hora, indica desorganização e falta
de planejamento D. Pontualidade
• Pontualidade dos obreiros da escola e alunos. O obreiro
da Escola Dominical que chega sempre atrasado não serve para
continuar à frente de sua função. E melhor dar o lugar para
outro que possa ser pontual. Para nós, queremos tudo na hora.
Pode ser diferente para com o nosso Salvador e Senhor?
• Pontualidade nos horários. A reunião da Escola Dominical deve começar e terminar na hora prevista, senão toda
a escola sofrerá. Sim, porque as fases da reunião não terão a
duração habitual e os professores não terão tempo para apresentar a lição. Desse modo, o ensino da Palavra será prejudicado. Por exemplo, o estudo da lição (que é uma das fases da
reunião) deve ter sempre 50 minutos de duração, o normal de
uma aula qualquer.
E. Programa de uma reunião da Escola Dominical, supondo-se que a mesma comece às 09:30 horas. Se o horário for
outro, basta fazer a adaptação paralela.
09:30 -Início da reunião. Dois hinos de louvor a Deus é o ideal.
09:40 – Leitura da lição. Uma vez que se trata da parte
devocional introdutória da reunião, a leitura bíblica deve ser
a da revista de adultos. Deve ser leitura alternada, para
partipação geral dos que puderem acompanhar, lendo-a na
revista ou na Bíblia.
09:50 – Estudo da lição. As classes seguem para seus locais de reunião e, após os necessários apontamentos dos alunos, o professor inicia o estudo da lição. Nas classes infantis,
uma combinação de métodos de ensino tomará os 50 minutos
sem problemas de cansaço e desinteresse.
10:35 -1 – sinal para o encerramento do estudo da lição em sala.
10:45-2 q sinal para o encerramento do estudo da lição em sala.
Imediatamente, todas as classes reúnem-se no templo
para a fase final de encerramento da reunião.
10:50 – Recitação do assunto da lição e texto áureo, por
classes ou departamentos.
11:00 – Leitura do relatório dominical. Início do culto
infantil no local a isso destinado. E dirigido cada domingo por uma professora de crianças, com a cooperação das demais
professoras de crianças e de um dos dirigentes da Escola Dominical. (
11:05 – Um hino pela Escola ou orgão musical, etc. Em seguida o pastor, o superintendente, ou um irmão convidado, fará
o resumo da lição, concluindo com um convite aos pecadores.
11:25 – Encerramento da reunião. Anúncios, agradecimentos e oração final de encerramento. O culto infantil estará terminando nesse mesmo horário.
Nota-se que o estudo da lição toma 55 minutos (09:50 às
10:45.) Os 5 minutos a mais são para compensar o tempo gasto com apontamentos, anúncios à classe, entrega de trabalhos
e tarefas aos alunos, etc.
XIV. A administração da Escola Dominical
A. O pastor da igreja
• É o primeiro obreiro da Escola Dominical pela natureza do seu cargo. É ele o real dirigente da Escola Dominical.
• É o principal responsável pela Escola Dominical mediante sua atenção e ação.
• Sua simples presença na Escola Dominical é um prestígio para a mesma.
• Deve, sempre que puder, dirigir o estudo para professores da Escola Dominical.
• Deve, sempre que puder, dirigir classes da escola (não
uma classe fixa) a fim de ter contato com os alunos — suas
ovelhas.
B. O dirigente da Escola Dominical
1. Deveres gerais
a. Que seja um homem da Bíblia] que conheça bem a Bíblia.
b. Conhecer bem o trabalho em geral da Escola Dominical e todo seu esquema de funcionamento.
c. Orientar sempre os secretários e professores em
tudo que for preciso.
d. Zelar pela boa e sadia doutrina segundo a Palavra
de Deus.

e. Promover entre os professores a divulgação e leitura
de obras de consulta e referência sobre o trabalho deles.
f. Fazer sempre anúncios e comunicações em benefício
da escola.
g. Ter sempre em mente que organização e preparo sem
a direção e operação do Espírito Santo é fracasso na certa.
h. Providenciar o material necessário a professores e
alunos para o funcionamento geral da escola.
i. Procurar manter completa a direção da Escola, a
qual é composta conforme já foi exposto.
j. Procurar manter completo o quadro de professores,
tendo cada classe professor, suplente e secretário, e ainda
bom número de professores de reserva para as emergências e
imprevistos.
k. Antes de indicar um irmão para matrícula no Corpo
de Professores, verificar primeiro se o mesmo é membro da
igreja, se é fiel, dedicado, humilde, obediente, estudioso da
Palavra, desejoso de trabalhar para o Senhor, que goste de
orar, seja despretencioso, disciplinado, ordeiro, capaz de trabalhar em grupo, e que se tiver que discordar saiba fazê-lo
dentro da ética, sem ofender e indispor seus pares.
I. Dirigir as reuniões de estudo bíblico para professores, não significando isso, que tenha que dirigir o próprio estudo bíblico. O pastor pode dirigir o estudo, ou outro obreiro
da Igreja, conforme for estabelecido. Depende do que for combinado com o pastor.
m. O dirigente deverá sempre ver quanto a Escola
Dominical:
• Seu rumo: Para onde está indo a escola?
•Sua promoção: Que está sendo feito para promover a escola?
• Sua avaliação: Estão os professores nas classes
certas e funcionando a contento?
• Sua motivação: Que está sendo feito para manter o
princípio da variedade, evitando a rotina fixa?

2. Deveres semanais do dirigente da Escola Dominical
Deveres aos domingos’. /
a. Chegar cedo. Verificar a arrumação da escola. Nada
feito na última hora.
b. Dirigir a reunião da Escola Dominical segundo as
diretivas traçadas pelo pastor.
c. Divulgar e promover a venda de revistas da Escola
Dominical.
d. Providenciar visitas para professores enfermos, etc.
3. Deveres trimestrais do dirigente da Escola Dominical:
a. A matrícula trimestral’, lembrar ao secretário no
fim do trimestre.
b. Ao iniciar o último trimestre do ano, providenciar o
material escolar (formulários e livros) para o funcionamento
da escola no ano seguinte.
4. Deveres anuais do dirigente da Escola Dominical:
a. Comemoração de datas festivas
Dependerá de resolução e orientação pastoral.
Algumas datas festivas:
• Dia Nacional da Escola Dominical (3a dom. de setembro)
• Dia Mundial da Escola Dominical (Ia dom. de novembro)
• Dia da Bíblia (2a dom. de dezembro)
• Dia de Natal (25 de dezembro)
• Dia Nacional de Missões (2Q domingo de agosto.)
Os assuntos apresentados nessas datas, deverão ser
de acordo com o tema comemorado no dia.
b. Visita a cada escola filial, no mínimo uma vez por
semestre.
c. Ao aproximar-se o fim do ano, cuidar junto ao secretário, do preparo dos relatórios e eventos de fim de ano.
C. O secretário da Escola Dominical
1. Deveres gerais do secretário da Escola Dominical:
a. Conhecer e saber executar todos os trabalhos pertinentes à secretaria da Escola Dominical, bem como orientar
seus auxiliares no trabalho que tenham a fazer.

b. Providenciar anúncios a tempo. O dirigente pode
esquecer ou estar muito ocupado.
c. Providenciar para que haja sempre na secretaria da
escola o material necessário ao bom funcionamento da mesma.
Isto inclui formulários, livros e material auxiliar de ensino.
Auxiliares do secretário. Nas escolas grandes, o secretário deve ter auxiliares para cuidarem da matrícula, fichário, transferência de classe, arrumação de salas, venda de
revistas, distribuição de material a professores, etc.
2. Deveres semanais do secretário da Escola Dominical:
a. Deveres aos domingos:
(1) (Chegar cedo e verificar a arrumação da escola.
(2) Ter prontas para distribuição, as cadernetas de
chamada ou outro sistema de frequência adotado.
(3) Preparar o relatório dominical com todo esmero,
para lê-lo ao ser convidado. Em escolas com mais de 15 classes, o
secretário precisará de auxiliares para poder apresentar o relatório na hora precisa, ou preencher o quadro do relatório.
b. Deveres no restante da semana:
(1) Manter o fichário atualizado.
(2) Matricular os novos alunos cujos cartões de matrícula chegaram à secretaria da escola no último domingo.
Após a matrícula na caderneta, o cartão vai para a seção
a t iv o do fichário. Se o aluno tem menos de 18 anos, lançar no
verso do cartão, por antecipação, o mês e o ano das futuras
transferências de classe, obedecendo aos limites de permanência nas classes, conforme o grupo de idade.
3. Deveres trimestrais do secretário da Escola Dominical. Na primeira semana de cada trimestre, preparar o movimento do trimestre que findou.
4. Deveres anuais do secretário da Escola Dominical.
Início do ano.
a. Preparar relatórios do ano inteiro.
b. Transferência de alunos. Primeira semana de janeiro. As idades, para fins de matrícula e limite de permanência
na classe, acham-se na primeira parte desta unidade.

c. Auxiliar na promoção da campanha de leitura anual da Bíblia. \
d. Arquivar o material usado no ano anterior.
D. O professor da Escola Dominical
1. O ingresso do professor no trabalho da Escola Dominical. Para o ingresso no trabalho da Escola Dominical, o professor deve ser acima de tudo, uma pessoa salva de modo
completo, membro da igreja, de vida cristã correta e sã na fé.
2. A posição espiritual do professor:
• E posição de honra (Gl 1.15; 1 Tm 1.12).
• É posição de responsabilidade (Ez 33.8,9).
3. O ministério de ensino do professor
а. Por que ensinas?
• Por amor a Deus
• Por gratidão a Deus
• Porque o Senhor ordenou (Mt 28.19,20).
. Qual o teu propósito no ensino?
• Ganhar almas para Jesus
• Desenvolver a espiritualidade dos alunos
• Treinar os alunos para o serviço do Mestre
c. O que ensinarás?
•A Bíblia (Mt 28.20)
d. A quem ensinarás?
• Homens, mulheres, crianças (Dt 31,12).
e. Como ensinarás?
• Conhecendo a Cristo como Salvador e Rei.
• Conhecendo a Bíblia (2 Tm 2.15). Ainda não vi um
obreiro de destaque, de projeção, de ministério abundante, de
frutos permanentes, que não fosse um apaixonado e contínuo
estudante da Palavra! Este conhecimento da Bíblia terá que
ser sistemático, organizado.
Conhecendo matérias auxiliares e afins.
, Conhecendo o aluno, isto é, a psicologia de cada
grupo de idade.
• Conhecendo pedagogia. O alimento em casa difere
com a idade; no ensino bíblico também.

4. Os requisitos do professor
a. Preparo. O professor deve ter preparo.
• Espiritual (Ed 7.10; 1 Pe 3.15). É ser cheio, controlado e movido pelo Espírito Santo (1 Co 2.15; Gl 6.1). Não é ter
fogo de labareda, mas do tipo brasa.
• Intelectual (cultura geral)
• Social (apresentação pessoal) –
• Físico (estado saudável) cL upwvl.w ,
Homens a quem Deus tem usado, passaram todos por
uma fase de preparo. Exemplos:
• Moisés preparou-se 40 anos.
• Paulo esteve 3 anos na Arábia.
• Daniel e seus companheiros, mesmo para servirem numa corte secular, tiveram seu preparo. O professor
precisa saber o que vai fazer. Jesus sabia “o que ia fazer” (Jó
6.6). Um aluno que quer de fato aprender, não terá desejo de
voltar a uma classe para ouvir um professor dizer aquilo que
ele já sabe, ou que pode aprender sozinho.
Conclusão. O professor para ter êxito e manter-se eficiente precisa:
• Ser espiritual, isto é, ser cheio do Espírito.
• Ter preparo. Preparo para ensinar.
• Estar equipado com literatura apropriada.
• Dispor de ambiente físico apropriado à condução
das aulas.
b. Fidelidade no dever. Ser disciplinado.
• Isto é, cumprimento de seus deveres como professor
(SI 101.6; 1 Co 4.2). Não é somente ser fiel, mas disciplinado.
c. Paciência
• E o mesmo que longanimidade.
• É fruto do Espírito Santo (Gl 5.22; 1 Ts 5.14).
• O nosso Deus é o “Deus de paciência” (Rm 15.5).
• E preciso muita paciência, especialmente nas classes infantis, de adolescentes e de irmãos idosos.
d. Amor e dedicação
• É o serviço da melhor maneira (Ec 9.10)

• É o zelo no trabalho; zelo com entendimento (Rm 10.2).
• Há uma maldição nesse sentido (Jr 48.10 – ARA).
e. Pontualidade
• E chegar na hora, começar na hora, terminar na hora.
• Jesus andava sempre na hora (Jó 2.4). Quem não
pode ser fiel nesta parte é melhor dar o lugar para outro que
possa ser. O professor que chega sempre atrasado à Escola
Dominical perde a paz, perde o controle, e perde a autoridade.
• Quanto a terminar na hora, há irmãos que não
ligam para isso e ainda acham que todo mundo está gostando
quando passam da hora.
5. As responsabilidades do professor
a. Responsabilidade para com Deus. Deus o pôs no seu
trabalho! (Lc 19.13,15; 1 Tm 1.12).
b. Responsabilidade para com a igreja. Orientar cada
aluno a ser um abnegado colaborador da igreja, em tudo: tempo, talentos, finanças (Ef 4.12).
c. Responsabilidade para com a Escola Dominical.
Conhecer a organização e funcionamento da sua escola.
Trabalhar em harmonia e cooperação com os demais
obreiros (Rm 12.10; Fp 2.3,25).
d. Responsabilidade para com a classe.
• Promover a edificação e crescimento da classe. Há
por aí professor “matador de classe”.
• Visitar os alunos. Cada classe deve ter sua própria
comissão de visitas.
• Orar pelos alunos individualmente.
• Buscar diante de Deus a conversão e edificação espiritual de cada aluno.
E. O preparo e apresentação da lição. É parte dos deveres
semanais do professor.
Este assunto é estudado na Unidade IV (Pedagogia), a saber:
• Material para o preparo da lição
• Etapas no preparo da lição
• A apresentação da lição

1. Durante a semana prepare a lição, estudando-a com
oração e dedicação, pedindo a Deus que o guie pelo seu Espírito. O trabalho do Senhor merece a nossa maior abnegação e
esforço.
2. Aos domingos procure chegar pelo menos 10 minutos
antes do início da escola. Freqüente a reunião semanal de
estudo bíblico para professores da Escola Dominical.
3. Sabendo que não vai estar presente certo domingo,
avise com antecedência ao seu substituto; avise também ao
superintendente da escola.
4. O objetivo da Escola Dominical é o ensino da Palavra
de Deus; não gaste pois o tempo com coisas que não edificam.
Vá para diante da classe senhor do assunto a ser estudado. O
êxito do professor depende mais de consagração e preparo.
5. Mostre interesse por cada aluno da classe. Ore por
eles. Visite-os, especialmente quando enfermos ou faltando às
reuniões. Dê um bem-vindo aos visitantes, convidando-os a se
matricular ou a voltar sempre. Na classe sempre há pessoas
não salvas; convide estas para aceitar o Senhor Jesus como
seu Salvador.
6. Cada domingo faça os apontamentos com muito cuidado para que os relatórios sejam fidedignos.
XV. A literatura da Escola Dominical
Deve ser apropriada, isto é, revistas, livros e material
complementar para cada agrupamento de idade; literatura
essa, tanto para o aluno como para o professor. Se nossa missão
consiste em evangelizar e ensinar, a literatura como meio de
comunicar a verdade divina, é ferramenta de primeira classe.
A literatura infantil requer maior cuidado e melhor
preparação. E a mais difícil de elaborar, dada a variedade de
métodos e a matéria artística.
A. Literatura do aluno
• Deve ser graduada: assuntos bíblicos e material didático específico para cada agrupamento de idade.

• Requer especialistas em pedagogia aplicada na igreja.
Noutras palavras: em Educação Religiosa. Enquanto houver
alunos de diferentes idades em nosso meio (e sempre haverá),
haverá necessidade de material apropriado para essas idades.
B. Literatura para o professor
• A específica da Escola Dominical, para o preparo da
lição e o exercício do seu ministério.
C. Literatura subsidiária
• E evidente que todo obreiro da Escola Dominical deve
ter suas boas fontes de consulta.
• Literatura subsidiária para obreiros e alunos, tanto
devocional como para estudo, produzida pela denominação, ou
de outra procedência — mas, ortodoxa, biblicamente falando.
(Quanto a currículo da Escola Dominical, ver a Unidade IV
— Pedagogia.)
Questionário
1. Cite alguns resultados negativos da desordem e desorganização.
2. A Bíblia trata de organização. Cite exemplos disso — na
Igreja de Deus, em Israel como povo de Deus, e referente
ao ministério do Senhor Jesus.
3. Dê a tríplice organização da Escola Dominical.
4. Na Escola Dominical, de que consta a organização pessoal, material e funcional?
5. Enumere os componentes da diretoria de uma Escola Dominical devidamente organizada.
6. Dê alguns requisitos para o ingresso de candidatos no
corpo docente da Escola Dominical.
7. Dê o agrupamento de alunos, por idade, na Escola Dominical.
8. Mostre o valor de uma biblioteca apropriada, na Escola

Dominical.
9. Cite as providências para organizar e instalar uma nova
Escola Dominical.
10. Quanto ao professor da Escola Dominical:
• Qual sua posição espiritual?
• Por que deve ensinar?
• Qual deve ser seu propósito no ensino?
• Que matéria ensinará?
• Como estará preparado para ensinar?
11. Além do preparo da lição, cite outros deveres semanais do
professor.
12. Por que deve ser levada tão a sério a pontualidade nos
horários da Escola Dominical?
13. Tendo em vista o aluno e o professor, como deve ser a literatura da Escola Dominical.
14. Dê certas particularidades da literatura do aluno e do
professor.
15. Como deve ser a literatura subsidiária para obreiros e
alunos?

FONTE: Manual da Escola Bíblica dominical

1 opinião sobre “A Organização e Administração da Escola Dominical”

  1. Conteúdo bem instigante para pensar em melhor aplicar o estudo da palavra de Deus.
    Bem Como para o crescimento espiritual.

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