Interessante como os super-pregadores e os cantores-ídolos gostam de
basear as suas mensagens motivacionais na biografia de José. Eles só não
atentam para o fato de que aquele servo de Deus nunca foi um “sonhador”!
Os seus irmãos o chamaram de “sonhador-mor” (Gn 37.19), mas os seus
sonhos foram revelações de Deus, e não “sonhos”, projetos (Gn 37.5-10).
Muitos pensam que ele ficava o tempo todo “sonhando” de olhos abertos:
“Ah, se eu fosse o governador do Egito!” Que engano!
Mas a canção em apreço também diz: “Não desista; não pare de crer;
os sonhos de Deus jamais vão morrer”. Essa invencionice de que os nossos
projetos são “sonhos de Deus” lamentavelmente tem desviado o povo do
Senhor da verdade, que é uma só para os nossos dias: qualquer pessoa que
diz servir a Deus deve se humilhar, e orar, e buscar a sua face, e se converter
(2 Cr 7.14), ao invés de ficar “sonhando os sonhos de Deus”.
Se todos os “sonhos” ou planos de Davi tivessem se concretizado,
seguindo à “profecia de auto-ajuda” de Natã (2 Sm 7.3), ele não teria
cumprido a vontade de Deus! E olha que o principal rei de Israel tinha um
bom “sonho”: construir a Casa de Deus em Jerusalém. Felizmente, o Senhor
usou o próprio profeta Natã — que errara, ao dizer a Davi que devia fazer
tudo o que estava em seu coração — para desfazer a falaciosa “profecia
motivacional” (vv.3-17).
Todos nós temos aspirações ou “sonhos”, porém é preciso tomar muito
cuidado com esse modismo de atribuir todo e qualquer desejo do coração ao
Senhor. A Bíblia diz: “Do homem são as preparações do coração, mas do
Senhor a resposta da boca. Todos os caminhos do homem são limpos aos
seus olhos, mas o Senhor pesa os espíritos” (Pv 16.1,2).

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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