Não escrevi este livro — nem os anteriores — para agradar ou atacar
pessoas, e sim para expor a verdade à luz da Bíblia. Quero falar agora sobre
a dança. E o meu posicionamento acerca disso já é conhecido, pois já o
expus em minhas obras Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria e Perguntas
Intrigantes que os Jovens Costumam Fazer, ambas editadas pela CPAD, em
artigos para periódicos desta editora e também em meu weblog
(cirozibordi.blogspot.com). Mas quero pontificar alguns argumentos,
acrescentando outros pormenores.
Ao longo da História, a dança nunca esteve presente na liturgia das
igrejas cristãs. No Brasil, também não víamos isso há alguns anos. Uma ou
outra pessoa falava em “dança no Espírito”, e outras cantavam, sem dançar,
o famoso corinho “Se o Espírito de Deus se move em mim, eu danço como
Davi”.
Todavia, esse assunto sempre foi controvertido, e a liderança, de
maneira geral, não aceitava a dança como parte integrante do culto a Deus.
De uns tempos para cá, alguém descobriu a América! Muita gente
pensa ter encontrado uma “verdade cristalina” na Bíblia: a dança faz parte do
culto coletivo ao Senhor. “Deus nos libertou da escravidão, e temos de
adorá-lo também com a nossa arte”, dizem alguns defensores desse
modismo. E por aí vai. Não há mais limites! Onde vamos parar? Nos Estados
Unidos, já ocorre até luta livre em alguns “cultos”. E o Brasil não está longe
disso.
Algumas igrejas são mais moderadas e têm apenas uma coreografia
simples. Outras… meu Deus! A cada dia, perde-se o temor. Ainda não vi,
para ser sincero, porém não duvido de que já haja “cultos” em que jovens
dancem rebolando até ao chão, como ocorrem em bailes funk. A bem da
verdade, nas chamadas “baladas” gospel isso já acontece…
Há poucos anos, os jovens passavam a noite em vigília, orando,
estudando a Palavra. Assim era no meu tempo, e eu não sou velho (tenho
apenas 37 anos). Hoje, a juventude vai para a “balada”. Tudo isso graças ao
incentivo de líderes inescrupulosos, sem compromisso com a Palavra de
Deus, movidos por outros interesses, como dinheiro e fama. É como se
dissessem: “É melhor o jovem pecar aqui do que no mundo”. Ignoram que,
para seguir a Cristo, é preciso negar-se a si mesmo (Lc 9.23) e não se
conformar com este mundo (Rm 12.1,2).

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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