Confesso que consigo ver poucas diferenças entre um show dito
evangélico e um espetáculo mundano. Tanto num quanto noutro há palco,
parafernália musical, platéia animada e irreverente, luzes coloridas, danças,
além de vocalista e músicos se comportando como astros. Onde estão as
diferenças?
Hoje, é praticamente impossível distinguir um culto (culto?)
evangélico (evangélico?) de um show (show?) mundano (mundano?). Quem
estaria imitando quem?
Um dia desses, certo repórter da televisão referiu-se a um “culto
evangélico” da seguinte forma, enquanto o cinegrafista mostrava jovens
vestidos com roupas pretas, calçando coturnos, bem como exibindo
tatuagens e piercings: “Você pensa que essa multidão veio assistir a um
show dos Guns’n’Roses? Não, eles vão participar de um culto evangélico!”
Deus rejeita esses shows pretensamente evangélicos, ainda que sejam
realizados por pessoas aparentemente bem-intencionadas (Am 5.23; Jo
4.23,24; Is 29.13; 1 Jo 2.15-17; Rm 12.1,2). Muitos pensam que Ele os
aprova em razão da grande quantidade de pessoas que deles participam. Que
engano! A Palavra de Deus nos alerta quanto ao fato de serem poucos os
fiéis (Sl 12.1; 101.6; Mt 25.1-13) e menciona maiorias perigosas (Mt 7.21-
23; 24.12; Jo 6.60-69; 2 Co 2.17). Não nos esqueçamos de que a porta para a
vida é estreita, e o caminho também (Mt 7.13,14).
Não bastasse toda a parafernália mencionada, no megashow realizado
na Apoteose houve uma encenação em que um rapaz se passou pelo Inimigo,
enquanto a vocalista do grupo simulou pisá-lo. Além disso, danças e
coreografias também muito parecidas com as de espetáculos mundanos
animaram a grande festa evangélica. Evangélica? Tenho dúvidas…
Milhares de pessoas vibraram e dançaram ao som de ritmos
eletrizantes, entoando a canção “Mais que Vencedor” e outras. Mas, com
toda a sinceridade, a despeito de a cantora e seu grupo terem demonstrado
que envergonharam as hostes das trevas em praça pública, tenho certeza de
que o Diabo gostou de muita coisa do que ali aconteceu, haja vista ter sido
ele o protagonista da festa!
Satanás ri dessas canções que o tornam ainda mais popular no mundo
do qual é príncipe (1 Jo 5.19; 2 Co 4.4). Desprovidas de fundamento bíblico,
só servem para confundir as pessoas.
São “hinos” que não promovem o evangelho cristocêntrico, haja vista
não darem a ele a merecida ênfase. Ao priorizarem a ofensa ao Inimigo,
levam o crente a pensar que achincalhá-lo é melhor do que pronunciar
palavras de louvor ao Senhor Jesus.

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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