Os fenômenos realizados pelos milagreiros causam muitas
divergências no meio do povo de Deus. Não são obras divinas como curas,
ressurreições e batismos com o Espírito Santo. São manifestações exóticas,
como cair ao chão e rir sem parar “pelo Espírito”, supostos emagrecimentos,
crescimentos de cabelo em cabeças calvas, surgimento de dentes de ouro e
de ouro nos dentes, além do aparecimento de dinheiro em contas bancárias…
Nas Lições Bíblicas da CPAD (1º. trimestre de 1998), o saudoso
pastor Valdir Nunes Bícego também asseverou: “É perigoso afirmar que
Deus pode operar outros milagres sem que estejam inseridos no contexto
bíblico, porque isso abre portas estranhas à Palavra, como estamos vendo
nestes últimos dias. Quando perguntavam a Jesus alguma coisa, Ele
respondia: ‘Que está escrito… Como lês?’ (Lc 10.26). Todos os milagres
devem ser aferidos pela Bíblia”.
Se os propagadores desses fenômenos fossem pessoas santas, as
dúvidas seriam ainda maiores, pois pensaríamos: “Como pode um homem
santo, que anda segundo a vontade de Deus operar tais sinais?” Mas os
milagreiros da atualidade são avarentos, antiéticos, interesseiros e
propagadores de heresias.
Além disso, verberam desrespeitosamente contra pastores, em suas
espalhafatosas performances, etc.
Uma das perguntas mais freqüentes quanto aos falsos milagres é esta:
“Como fulano pode realizar sinais e prodígios com o péssimo testemunho
que possui e as heresias que propaga?” Isso é possível em razão de as
manifestações não emanarem de uma mesma fonte. Os milagres podem ter
três origens: divina (Êx 7.3,4; Jó 9.10; Sl 96.3; At 10.38); humana, no caso
de artes mágicas; e diabólico, mediante sinais e prodígios de mentira (2 Ts
2.9-11; 1 Jo 2.18).
Há, por conseguinte, dois tipos de falsos milagres: os que não
acontecem de fato, posto que o milagreiro se vale de engano ou ilusionismo;
e os que ocorrem por ação maligna.
Ilusionismo e engano. Enganadores é que não faltam, nesses últimos
tempos. Há alguns anos, foi desmascarado certo milagreiro que simulava
retirar objetos das pessoas. Descobriu-se que tudo não passava de um truque
barato. Ele escondia os mais variados objetos em uma maleta, a fim de usá-
los convenientemente. Ao esfregar óleo sobre o corpo dos enfermos,
expunha os tais artefatos ao público como se os tivesse extraído do corpo dos
“agraciados”.
Alguns pregadores milagreiros contam com equipes para enganar o
povo de Deus. Enquanto eles falam que os paralíticos vão andar, integrantes
dos seus grupos levantam uma pessoa da cadeira de rodas, segurando-a pelos
braços. Em seguida, enquanto ela é mantida em pé, os milagreiros descem no
meio do povo e levantam a cadeira de rodas sobre os ombros, ao som de
glórias a Deus e aleluias…
Em muitas cruzadas de “milagres”, os paralíticos falam, os surdos
andam; os cegos ouvem; os mudos enxergam… Ah, e os super-pregadores
ficam mais famosos! Se fossem verdadeiros todos os testemunhos quanto a
curas de enfermos e extrações de cânceres dos corpos das pessoas, com
certeza a imprensa os publicaria. Infelizmente, esses milagreiros têm
causado prejuízo ao evangelho, pois, quando se põe à prova os seus
“milagres”, verifica-se que houve fraude.
Ação diabólica. Além das fraudes, alguns fenômenos vêm ocorrendo
em nosso meio, nesses tempos trabalhosos. Por mais forte e contundente que
seja para alguns a afirmação de que há liberdade para a ação do mal entre
nós, isso vem acontecendo, como uma amostra do que ocorrerá por ocasião
da Grande Tribulação (2 Ts 2.9; Mt 24.24; Ap 13.11-18). Não há dúvidas de
que o Diabo pode realizar sinais de mentira para enganar aqueles que
carecem de discernimento espiritual (Mt 7.22; 2 Co 11.13-15; Êx 7.11,12;
8.18,19).
Muitos fenômenos propagados por super-pregadores têm ocorrido
também entre muçulmanos, hindus, espíritas de várias ramificações e
católicos romanos. De acordo com Deuteronômio 13.1-4 — texto
mencionado acima —, Deus tolera a ocorrência de falsos sinais no meio do
seu povo, a fim de provar o nosso amor para com Ele.
Fenômenos tidos como milagres divinos não são a evidência de que o
Senhor está aprovando a obra de alguém. Pregadores que se valem
erroneamente da pregação de milagres para buscar fama e glória deviam
atentar para o testemunho do Senhor Jesus quanto a João Batista (Mt 11.11).
Apesar de este não ter feito sinal algum, tudo quanto disse daquEle era
verdade (Jo 10.41).

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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