Todo pregador deve seguir ao exemplo de Jesus como Pastor e
Evangelista, a fim de encontrar o ponto de equilíbrio no exercício de seu
dom ministerial. Isso faz com que o expoente não seja um mero proclamador
de verdades, e sim um amante de almas, que prega com paixão, desejoso de
ver pecadores salvos e crentes edificados.
O Pregador-modelo ama tanto as suas ovelhas, que deu a sua vida por
elas (Jo 10.11,17,18; 15.12; Rm 5.8; 1 Pe 1.18,19). Isso nos ensina que, na
obra de Deus, é o pastor quem deve “dar a vida” pelo rebanho, e não o
inverso (Ez 34.1-6; 2 Co 12.15). Ah, se os super-pregadores — que fazem
questão de serem chamados de pastores — atentassem para isso! O que eles
querem, no entanto, é explorar, tirar das pobres ovelhinhas tudo o que elas
podem lhes oferecer…
Jesus, como o Bom Pastor, conhece as suas ovelhas e é conhecido por
elas (Jo 10.14; Ez 34.15,16). O pregador ou pastor que o segue deve
conhecer o estado de suas ovelhas e ser uma “carta aberta” perante o rebanho
(Pv 27.23; 2 Co 3.2,3). E esse ideal está muito distante do padrão vigente em
nossos dias. Mas não há outro caminho, caro pregador. Seja você um pastor
ou não, o segredo do sucesso, que garantirá inclusive a sua salvação, é andar
como Ele andou, tendo cuidado de si mesmo e da doutrina (1 Jo 2.6; 1 Tm
4.16).
O Pregador-modelo como Pastor protege as suas ovelhas (Jo
10.27,28). Temos protegido o rebanho que Deus nos confiou dos lobos e dos
cães, como lemos em Atos 20.27-30 e Filipenses 3.1,2?
Alguém poderá dizer: “Eu não sou pastor. O meu negócio é pregar”.
Mas é exatamente sobre isso que estou falando. Enquanto pregador, ainda
que não seja um pastor, de fato, você tem considerado os seus ouvintes como
ovelhas que necessitam de uma boa alimentação para permanecerem
seguindo ao Sumo Pastor?
Outra característica do Pregador-modelo como Pastor é que Ele vai
adiante de suas ovelhas (Jo 10.4; Sl 85.13; Lc 9.23). Ele também as alimenta
0o 10.9,16). Os pastores que seguem ao Bom Pastor, pois, são responsáveis
pelo rebanho e devem guiá-lo segundo a Palavra de Deus (Hb 13.7,17). Têm
os super-pregadores feito isso com as milhares de pessoas que os seguem?
Preocupam-se eles com o destino delas? Ou guiam-nas à perdição, posto que
não pregam o evangelho de Cristo? Não se esqueçam de que vocês estão na
frente delas e chegarão primeiro ao Inferno!
Além de falar a verdade com autoridade, o Pregador-modelo era um
Evangelista e tinha as suas palavras confirmadas por curas, libertações de
demônios e outros milagres, embora não fizesse deles a prioridade de seu
ministério (Mt 4.23; 9.35; At 2.22; 10.38; Lc 5.17-26; Jo 6; 20.27-31). A sua
missão principal foi morrer na cruz para salvar os pecadores, porém não
abriu mão da evangelização, pois via as pessoas como ovelhas sem pastor e
movia-se de íntima compaixão por elas (1 Co 15.3; 1 Tm 1.15; Mt 9.36;
14.14; Mc 6.34).
Conquanto o pregador tenha uma chamada ministerial específica de
proclamar o evangelho, não deve se esquecer do seu chamamento universal
para a evangelização (Mc 16.15,16; At 1.8; 1 Co 9.16; Jd v.23). E, se ele
compreender plenamente essas duas chamadas, o seu ministério como
expoente da Palavra terá muito mais sentido. Imagine a diferença entre um
pregador que prega apenas para atingir o objetivo de expor a Palavra que
recebeu de Deus e um que, além de fazer isso, está com o coração cheio de
paixão pelas almas!

 

fonte: Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar – Ciro Sanches Zibordi

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