4º Trimestre de 2007

 

Data: 18 de Novembro de 2007

TEXTO ÁUREO

“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

VERDADE PRÁTICA

A verdadeira prosperidade consiste em ter a Deus como o nosso Supremo Bem, como nosso Criador, Salvador e Senhor.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mc 4.18,19

O perigo das riquezas materiais

Terça – 1 Tm 6.9-11

A armadilha das riquezas materiais

Quarta – 1 Tm 6.17-19

Como deve o rico proceder

Quinta – Rm 9.22-24

A glória das riquezas espirituais

Sexta – Ef 1.7-10

A graça das riquezas espirituais

Sábado – Ef 3.16-18

As insondáveis riquezas espirituais

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Salmos 73.1-3,5,16-20,26-28.

1 – Verdadeiramente, bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração.

2 – Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos.

3 – Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios.

5 – Não se acham em trabalhos como outra gente, nem são afligidos como outros homens.

16 – Quando pensava em compreender isto, fiquei sobremodo perturbado;

17 – até que entrei no santuário de Deus; então, entendi eu o fim deles.

18 – Certamente, tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição.

19 – Como caem na desolação, quase num momento! Ficam totalmente consumidos de terrores.

20 – Como faz com um sonho o que acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás a aparência deles.

26 – A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração e a minha porção para sempre.

27 – Pois eis que os que se alongam de ti perecerão; tu tens destruído todos aqueles que, apostatando, se desviam de ti.

28 – Mas, para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no SENHOR Deus, para anunciar todas as tuas obras.

INTERAÇÃO

Professor, no Antigo Testamento a palavra hebraica para prosperidade é tsālēach. Esse termo é usado em relação ao sucesso que o Eterno deu a José (Gn 39.2,3,33) e a Uzias (2 Cr 26.5). O vocábulo significa “ter sucesso”, “dar bom resultado”, “experimentar abundância” e “fecundidade”. No contexto bíblico, a verdadeira prosperidade material ou espiritual e resultado da obediência, temor e reverência do homem a Deus.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Definir a prosperidade de acordo com a Escritura.
Refletir a respeito da prosperidade dos ímpios.
Viver a verdadeira prosperidade.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, em sala de aula você é livre para expressar o seu pensamento de forma pessoal e bíblica. A fala é o instrumento que o prezado mestre usa para comunicar-se com os seus alunos. Porém, o discurso apresentado deve ser de acordo com as regras gramaticais. Não é apenas importante o que é dito, mas também como a verdade bíblica é ministrada. Há frases que são inteligíveis, apesar de contrariarem as normas da língua portuguesa. Outras, carentes de gramaticalidade, não fazem sentido. Portanto, um ensino cuja gramática esteja ausente ou precária é ininteligível. Ora, se em razão de o professor não se comunicar corretamente, o educando não aprende, o mestre precisa urgentemente se comunicar conforme as regras gramaticais. Estude a língua portuguesa, “última flor do Lácio, inculta e bela”.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave

Prosperidade: Estado daquele que é próspero, bem sucedido, feliz ou afortunado.

O título da presente lição deixa claro a existência da falsa prosperidade. O que se apregoa hoje em muitos púlpitos sobre as riquezas materiais nada tem a ver com os ensinamentos bíblicos acerca do tema. Não obstante haver riquezas legítimas e honestas (Pv 13.11b; Sl 112.1-3; Ec 5.19), há também as fraudulentas e desonestas (Pv 16.8b; Jr 17.11; Tg 5.1-3). Afinal, o que é a verdadeira prosperidade?

I. PORQUE OS ÍMPIOS PROSPERAM

1. A decepção de Asafe. O Salmo 73 retrata com fidelidade a forma como muitos de nós nos portamos ao ver a prosperidade dos ímpios, enquanto no meio cristão muitos têm de lutar de sol a sol para ganhar o pão de cada dia (Mt 6.11). Ficamos decepcionados, melindrados, a ponto de quase esfriarmos na fé (vv.2,16). Isso porque na maioria dos casos nossa expectativa quanto à prosperidade não é fruto de um desejo legítimo, mas da cobiça daquilo que os outros possuem (v.3; Gl 5.26; Tg 3.14-16).

Asafe sentiu na própria carne a inveja de ver a prosperidade dos ímpios a ponto de os seus pés quase se resvalarem no abismo da incredulidade. “Pouco faltou”, escreveu ele no v.2. Ele ficou perplexo ao considerar essa prosperidade dos pecadores uma “injustiça” contra os filhos de Deus.

2. O questionamento de Asafe. Asafe produziu suas justificativas, como sempre fazemos em nossos próprios arrazoados. Para o salmista, tais indivíduos não tinham apertos em sua morte (Sl 73.4), não eram afligidos pela necessidade do trabalho de cada dia ou por qualquer outra circunstância. Viviam cercados de segurança, desfrutavam da abundância de seus bens, mas não obstante serem pessoas violentas, presunçosas, em cujo coração maquinavam sempre o mal (vv.4-16; Lc 12.15-21). Lembremo-nos a princípio que o ímpio tem a riqueza como um fim em si mesmo e não como um meio, como deve ser (1 Tm 6.17-19).

3. A descoberta de Asafe. Asafe não permaneceu na sua angústia, nem na murmuração. É tanto que, antes de descrever seus sentimentos negativos sobre a prosperidade dos ímpios, fez uma impactante declaração: “Verdadeiramente, bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração” (v.1). Em outras palavras, eleja obtivera a resposta para as suas dúvidas e o que agora expunha eram as reflexões do seu passado, consoante à forma verbal pretérita que aparece no (v.3): “eu tinha”.

Assim, quando Asafe entra no santuário de Deus, o soberano Rei da Glória, os fatos se esclarecem (v.17). Ele percebe a transitoriedade da vida e Deus lhe traz à memória que os ímpios vivem em lugares escorregadios, são, eventualmente, tomados pelo pânico, não desfrutam a paz que aparentam e, ao final, como um sonho, desaparecerão (vv.18-20). Ou seja, a prosperidade material é fugaz, efêmera, e não assegura a quem quer que seja qualquer tipo de vantagem na eternidade nem a posse da vida eterna (Mt 19.16-21). Tudo quanto se acumula na terra, aqui ficará (Mt 6.19-21; Sl 39.6; 49.16,17).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

O Salmo 73 retrata o incômodo que a prosperidade dos ímpios traz ao crente que possui uma visão distorcida do sucesso alheio. Somente uma compreensão correta da natureza e autoridade divinas é capaz de fazê-lo olhar na direção certa.

II. O SIGNIFICADO DA VERDADEIRA PROSPERIDADE

1. Deus é o nosso Supremo Bem. O salmista Asafe afirma que reversamente aos ímpios, ele está de contínuo com Deus por quem é permanentemente guiado, para, ao fim, ser por Ele recebido em glória (vv.23,24). Haverá maior riqueza do que esta? Afirma ele: “tu me seguraste pela mão direita”, e não pela mão esquerda, afirmando com esta figura de linguagem que Deus sempre nos conduz de maneira certa e pelos lugares certos (Sl 23.1-3).

O versículo 25 expressa a verdadeira prosperidade do homem: Deus como o seu Supremo Bem, assim como o seu mais sublime desejo. É o mesmo anseio de Davi (Sl 42.1,2) e de outros fiéis da história que se sentiram inquietos pela necessidade da presença do Deus vivo! Que outro bem maior pode o homem ter além de Deus?

2. Deus é a fonte da verdadeira prosperidade (v.26). Tudo começa e termina em Deus, pois fomos criados para a sua glória! Tudo pode faltar, a vida esvair-se, mas Deus é a nossa herança para sempre (vv.26-28). Ele é a fonte da verdadeira prosperidade!

Assim, tudo o que temos precisa constituir-se em motivo para que o nome de Deus seja exaltado (1 Co 10.31). Este é o verdadeiro foco. Deus acima de todas as coisas. Podemos até desfrutar das riquezas materiais como fruto da capacidade que Deus dá a todos para administração da sua vida, mas tudo se restringirá às coisas terrenas (Dt 8.18).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

O significado da verdadeira prosperidade é o próprio Senhor. Deus é o Supremo Bem que o crente deve anelar acima de todas as coisas.

III. COMO ALCANÇAR A VERDADEIRA PROSPERIDADE

1. O Novo Testamento e a verdadeira prosperidade. O Antigo Testamento contém muitas promessas relacionadas à prosperidade material de pessoas específicas e também do povo de Israel como nação (Gn 13.2; 39.2-5; Js 22.8; 1 Rs 2.3). Os conceitos que elas expressam permanecem válidos ainda hoje como verdades espirituais, mas isso não quer dizer que possuir riquezas materiais seja sinal de espiritualidade ou que estas sejam objeto de fé, como ensinam os arautos da falsa doutrina da prosperidade material.

Uma leitura honesta do Novo Testamento deixa claro que em nenhum momento ele estimula o acúmulo de bens ou aponta a prosperidade material como um fim permanente a ser buscado na vida do cristão. Ao contrário, as riquezas são descritas como algo que pode servir de obstáculo à comunhão com Deus e até mesmo levar à ruína espiritual (Mt 6.19-21; 10.23; 13.22; 1 Tm 6.9).

Os textos de Mateus 6.33 e Filipenses 4.13 são usados erradamente como base para a maléfica doutrina da prosperidade, os quais não respaldam o referido assunto. O primeiro, à luz de seu contexto, trata da provisão diária de cada um que busca a Deus em primeiro lugar, tal qual o Senhor provê diariamente o pão para as aves dos céus e as vestes para os lírios do campo. O segundo, também à luz de seu contexto, alude ao fato de o crente estar bem com Deus em qualquer circunstância, seja na fartura, seja na necessidade, desde que tudo esteja posto sob a perspectiva de Deus.

2. Vivendo a verdadeira prosperidade. Assim, a verdadeira prosperidade não é essa que vem sendo ultimamente apregoada como a grande conquista do Evangelho. Mas se os bens materiais não são o cerne da mensagem evangélica e nem a meta de vida do crente, pode ele possuir riquezas, sem que isso signifique pecado? É possível prosperar materialmente, mediante o uso da capacidade que Deus nos deu sob suas bênçãos, e desfrutar do bem desta terra?

A Bíblia fala de pessoas ricas no meio da igreja, mas adverte a que não ponham nas riquezas a sua confiança, sejam ricas em boas obras, generosas e prontas a repartir, tendo como sua verdadeira meta entesourar para a vida eterna (1 Tm 6.17-19).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A prosperidade material além de não ser o alvo da fé cristã, não ratifica a espiritualidade do crente.

CONCLUSÃO

Alcançamos, portanto, a verdadeira felicidade quando Deus é o nosso Supremo Bem, “pois nele vivemos, nos movemos e existimos” (At 17.28).

VOCABULÁRIO

Aludir: Fazer alusão; referir-se; mencionar.
Expectativa: Esperança fundada em supostos direitos, probabilidades ou promessas.
Resvalar: Fazer escorregar ou cair; fazer incidir; lançar.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

MAXWELL, J. Atitude vencedora: sua chave para o sucesso pessoal. RJ: CPAD, 2004.

EXERCÍCIOS

1. Descreva o sentimento de Asafe em relação à prosperidade dos ímpios.

R. (Livre) Inveja de ver a prosperidade dos ímpios a ponto de os seus pés quase se resvalarem no abismo da incredulidade.

2. Qual a resposta que Asafe fornece a respeito da prosperidade dos ímpios?

R. (Livre) A prosperidade material é fugaz, efêmera, e não assegura a quem quer que seja qualquer tipo de vantagem na eternidade nem a posse da vida eterna (Mt 19.16-21).

3. Qual o significado da verdadeira prosperidade?

R. Ter a Deus como Supremo Bem, assim como o seu mais sublime desejo.

4. Quem é a fonte da verdadeira prosperidade?

R. Deus.

5. De acordo com o contexto, qual o sentido de Filipenses 4.13?

R. Alude ao fato de o crente estar bem com Deus em qualquer circunstância, seja na fartura, seja na necessidade, desde que tudo esteja posto sob a perspectiva de Deus.

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